Liturgia da Palavra

Data de publicação: 14/04/2016

Ano C – 17 de abril de 2016 - 4º Domingo da Páscoa
At 13,14.43-52 – A palavra do Senhor espalhava-se.
Sl 99 (100) – O Senhor é Deus.
Ap 7,9.14b-17 – Ele os conduzirá às águas vivificantes.
Jo 10,27-30 – “Eu e o Pai somos um.”
"Elas nunca se perderão e ninguém vai arrancá-las da minha mão" (Jo 10, 28)


Reflexão:
Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

No centro do Tempo Pascal, olhamos para Jesus ressuscitado e vemos que ele é o Bom Pastor. Jesus, o Bom Pastor, dá a vida por suas ovelhas e ninguém pode arrancá-las de suas mãos, e as ovelhas conhecem a voz do pastor e o seguem. Quando passarmos do tempo para a eternidade, nós o veremos como o pastor que conduz o seu rebanho às fontes de águas que dão vida. Naquele dia, Deus mesmo enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos. É com o Bom Pastor que as ovelhas aprendem a pastorear e a se tornarem elas mesmas pastoras no meio do mundo. Assim como a comunidade de Jesus se alimenta dos sacramentos e se torna ela mesma Sacramento de Salvação para a humanidade, assim também a ovelha se torna pastor. O discípulo pastor conhece a voz do Mestre Pastor e o segue com fidelidade para não ser diferente dele. Ele se dedica de verdade às ovelhas. Ao dizer que o Bom Pastor dá a vida eterna às suas ovelhas, tudo está dito.
Os Atos dos Apóstolos descrevem as primeiras comunidades das regiões turcas como cheias de alegria e do Espírito Santo. O Apocalipse fala de Deus enxugando as lágrimas daqueles que o Bom Pastor conduziu às águas que dão vida. Não faltam dificuldades na vida. Paulo e seus companheiros enfrentaram oposições fortes quando anunciaram o Evangelho em Antioquia da Pisídia. Os que estavam diante do trono do Cordeiro, que é o Bom Pastor, vinham da grande tribulação. Vestiam túnicas brancas que foram lavadas no sangue do Cordeiro e traziam palmas nas mãos porque tinham sofrido o martírio. A vida está cheia de lutas e sofrimentos. Não estamos precisando de uma religião que aumente as nossas penas e nos faça contemplar almas caindo no inferno. Precisamos, isto sim, de um Bom Pastor que nos conheça, que nos dê água boa, que enxugue as nossas lágrimas, que nos encha de alegria e do Espírito Santo. Não buscamos alienação, mas também não queremos ser cultuadores da dor e do sofrimento. Já temos o que basta, e o próprio Cristo experimentou em seu corpo a miséria do pecado que maltrata o ser humano. E ele ressuscitou. Saiu das garras da morte e dos pregos da cruz.
Deus não se alegra com as lágrimas de seus filhos. Ele as enxuga. Ele não fica “satisfeito” quando vê seu Filho todo arrebentado, pendurado na cruz. Ao contrário. Ele vê o que faz o pecado do mundo e diz no seu coração “Nunca mais”. Aqui na Terra, “nunca mais só sofrimento”. Lá no céu, nunca mais nenhum sofrimento. São Paulo escreveu aos romanos que o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito Santo. A Igreja, pastora do universo, mais fermento do que massa, transmite e ensina a transmitir paz e alegria no Espírito Santo como resultado da justiça. E assim cada cristão em particular é um bom pastor que oferece água boa e enxuga lágrimas, que não multiplica problemas e sofrimentos, mas transmite ânimo e alegria. Não aumenta a doença do doente, mas o alegra e anima o tempo todo, aliviando-o em suas dores. O que menos precisamos é de um Deus que nos atormente, e menos ainda de um Deus que nos atormente em seus pastores. O bom pastor é o modelo. Precisamos de cristãos bons e agradáveis, gentis e atenciosos, educados e prestativos. Precisamos de bispos, padres e diáconos que ao morrerem todos digam: “Como eram bons!”

Leituras e Salmos (18 a 23 de abril)
2ªf.: At 11,1-18; Sl 41 (42); Jo 10,1-10.
3ªf.: At 11,19-26; Sl 86 (87); Jo 10,22-30.
4ªf.: At 12,24 – 13,5a; Sl 66 (67); Jo 12,44-50.
5ªf.: At 13,13-25; Sl 88 (89); Jo 13,16-20.
6ªf.: At 13,26-33; Sl 2; Jo 14,1-6.
Sáb.: At 13,44-52; Sl 97 (98); Jo 14,7-14.




Fonte: Edição 963, março de 2016
Postado por: Família Cristã




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