Liturgia da Palavra

Data de publicação: 20/04/2016

Ano C – 24 de abril de 2016 - 5º Domingo da Páscoa
At 14,21b-27 – Permanecerem firmes na fé.
Sl 144 (145) – Ó Deus, meu rei.
Ap 21,1-5a –  “Eis que faço novas todas as coisas.”
Jo 13,31-33a.34-35 – “ Deveis amar-vos uns aos outros.”
"Vi então um novo céu e uma nova terra" (Ap 21, 1)
Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo? Aqueles que praticam o amor uns para com os outros. Qual é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo? Aquela na qual os fiéis praticam o amor. Nesta Igreja, aprende-se que o resumo de toda a Lei de Deus consiste em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Consiste em não fazer ao outro o que não quero que seja feito a mim. Consiste em amar os outros como Jesus os amou. Quando alguém faz um ato de amor verdadeiro, naquele momento Deus nasce mais uma vez em nosso mundo. Deus surge e se faz presente onde há amor fraterno. Sem amor fraterno não é possível amar a Deus. Não se pode defender a Deus e a sua causa desrespeitando o outro por ser diferente.
Jesus ressuscitado prepara-se para voltar ao Pai. Aproxima-se o dia da sua ascensão ao céu. Antes de partir, ele deixa suas últimas recomendações. A principal: “Vocês serão conhecidos como meus discípulos pela prática do amor”. A prática da violência é comum na história humana. É preciso deixar passar as coisas antigas e fazer algo novo. Amar o inimigo é alguma coisa nova. Não pagar o mal com o mal é também algo novo. Os discípulos de Jesus pregam aos olhos com a vida que vivem e aos ouvidos com aquilo que ensinam. É preciso ensinar o que é o amor porque ideias falsas criam atitudes falsas. É preciso praticar o amor verdadeiro para que tenha crédito aquilo que é ensinado. Os cristãos devem ter sempre em mente e na prática de cada dia estas palavras de despedida de Jesus: “Eu vos dou um novo mandamento. Amai-vos uns aos outros. Assim como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. Jesus amou-nos até o fim.
A síntese de toda a Lei de Deus está na prática do amor fraterno. Isso não significa que o resto da Lei não tenha valor e não deva ser praticado. Ao contrário. Todos os mandamentos são iluminados pela prática do amor fraterno. Não é um bom método comparar os dias de hoje com os de antigamente, mas é verdade que antigamente não se trancavam as portas das casas, mesmo nas grandes cidades, enquanto hoje ninguém está seguro nem dentro de um carro blindado. Perdeu-se o respeito pelo outro, pela vida do outro e pela propriedade do outro. Num determinado momento, o sistema social foi devidamente responsabilizado como gerador da miséria humana obrigada a se defender como pudesse. Hoje seria ingênuo dizer que se rouba para matar a fome. Rouba-se simplesmente, roubam os altos escalões e roubam as crianças outrora inocentes. Iluminado pelo mandamento do amor, o mandamento “não roubar” será uma prática de cada cristão. O ensino dessa prática em todos os ambientes poderia recuperar o valor do respeito pelo bem do outro.
O Apocalipse nos diz que um dia não haverá mais morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque as coisas anteriores passaram. Isso acontecerá no céu, mas seria bom se começasse a acontecer na terra, como sinal da felicidade do céu, e fosse uma exceção cada falha provocadora de dor, grito e morte. Os agentes dos contravalores são ativos. Sua ação se desenvolve com perspicácia. Trabalham com método e sabem que fim pretendem atingir. São mais espertos do que os filhos da luz, que podem se tornar espertos com a graça de Deus.

Leituras e Salmos (25 a 30 de abril)
2ªf.: 1Pd 5,5b-14; Sl 88 (89); Mc 16,15-20.
3ªf.: At 14,19-28; Sl 144 (145); Jo 14,27-31a.
4ªf.: At 15,1-6; Sl 121 (122); Jo 15,1-8.
5ªf.: At 15,7-21; Sl 95 (96); Jo 15,9-11.
6ªf.: At 15,22-31; Sl 56 (57); Jo 15,12-17.
Sáb.:
At 16,1-10; Sl 99 (100); Jo 15,18-21.




Fonte: FC ediçao 963-MAR 2016
Postado por: Família Cristã




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