Liturgia da Palavra

Data de publicação: 02/09/2016

Ano C – 4 de setembro de 2016 -23º Domingo do Tempo Comum

Sb 9,13-18 – Os homens pela Sabedoria foram salvos.
Sl 89 (90) – Esteja sobre nós a bondade do Senhor.
Fm 96-10.12-17 – Reconforta-me em Cristo.
Lc 14,25-33 – Grandes multidões o acompanhavam.

"Começou a edificar e não pôde acabar" (Lc 14,30)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Quer seguir Jesus Cristo? Renuncie primeiro a tudo o que tem. Desapegue-se até mesmo de seus familiares. Pegue sua cruz com firmeza, enfrente os desafios da caminhada e siga adiante. À sua frente vai o Senhor.
Hoje nos colocamos com aqueles que decidem seguir Jesus. “Grandes multidões o acompanhavam”, diz o evangelista São Lucas. Trata-se evidentemente de um ato livre. Não consta que alguém tivesse sido obrigado a seguir Jesus. Segue porque quer. Mas não basta querer. Querer não é poder. É preciso querer e poder.
As multidões acompanhavam Jesus, que andava. Ele ia à frente encabeçando a procissão. Andavam, percorrendo um caminho. Paulo dirá no fim de sua vida, “completei a corrida”. Você não vai conseguir completar a corrida se não estiver livre de pesos e de cargas.
Se você começar a andança carregando muita coisa não irá longe. O seguidor de Jesus é alguém livre de pesos, que renuncia a tudo para poder caminhar atrás de Jesus. Renunciar aos bens materiais pode ser difícil, mas não será o mais difícil. Mais difícil será renunciar aos afetos. O texto fala em termos masculinos, de um homem que deixa pai, mãe, mulher, filhos e irmãos. O mesmo vale para a mulher que deixa o marido. Homem e mulher deixam tudo para serem discípulos de Jesus.
O seguidor de Jesus não pode ser como aquele que começou a construir uma torre e não conseguiu acabar porque não calculou bem os gastos que ia ter. Se para seguir Jesus é preciso ser uma pessoa livre de todo tipo de amarra, tanto em relação a coisas como em relação a pessoas, logo, ninguém vai seguir Jesus para ficar mais rico e melhorar de vida.
Voltando-se para as multidões que o acompanhavam, Jesus disse a todos que, para segui-lo, era preciso se desapegar de tudo. Não falou a alguns que o seguem na consagração religiosa ou no celibato sacerdotal. A vida consagrada numa entrega livre será sempre radical, não, porém, em contraposição ao Matrimônio e à vida familiar.
O Matrimônio é um sacramento, sinal da presença viva e ativa de Deus, onde há pai, mãe, esposos, filhos e irmãos. Não se pode desvalorizar aquilo que tem um valor fundamental na constituição da sociedade humana, como a família, e contrapô-la à consagração religiosa.
Todos são chamados a seguir Jesus de forma radical e nada anteporem a ele. Minha família tem um grande significado em minha vida e significado maior tem a pessoa de Jesus e seu Evangelho. Posso deixar minha família pela causa do Evangelho, assim como posso viver em família a causa de Cristo e de seu Evangelho. A sabedoria consiste em colocar cada coisa em seu devido lugar.
O seguidor de Jesus não pode ser como aquele rei que começou uma guerra e não calculou bem se seus soldados poderiam enfrentar o inimigo mais numeroso. Assim, o seguidor de Jesus “combate o bom combate”, dizia também Paulo, porque a vida é uma luta, e ela só abate os fracos. Viver é lutar, e o seguidor de Jesus não pode ter medo dos conflitos.
Querer a total liberdade do antigo escravo Onésimo poderia gerar conflitos no relacionamento de Paulo com Filêmon. Há na vida situações que geram conflitos. Podemos rejeitá-los, como diz o papa Francisco, mas eles não podem impedir que continuemos firmes na estrada. Assim disse o papa: “Eu continuo firme pela minha estrada, sem olhar para os lados. Não corto cabeças. Nunca gostei de fazer isso. Reitero: rejeito o conflito”.



Leituras e Salmos (5 a 10 de setembro)
2ªf.: 1Cor 5,1-8; Sl 5; Lc 6,6-11.
3ªf.: 1Cor 6,1-11; Sl 149; Lc 6,12-19.
4ªf.: 1Cor 7,25-31; Sl 44 (45); Lc 6,20-26.
5ªf.: Mq 5,1-4a; Sl 70 (71); Mt 1,1-16.18-23.
6ªf.: 1Cor 9,16-19.22b-27; Sl 83 (84); Lc 6,39-42.
Sáb.: 1Cor 10,14-22; Sl 115 (116B); Lc 6,43-49.




Fonte: FC ediçao 967 - AGOSTO 2016
Postado por: Família Cristã




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