Liturgia da Palavra

Data de publicação: 13/10/2016

Ano C – 16 de outubro de 2016          29º Domingo do Tempo Comum

Ex 17,8-13 – Josué derrotou Amalec e sua gente.

Sl 120 (121) – Meu auxílio vem do Senhor.

2Tm 3,14 – 4,2 – Proclama a Palavra.

Lc 18,1-8 – Necessidade de orar sempre.

                                                                   "Deus lhes fará justiça bem depressa" (Lc 18,8)
          
Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

  A história fala de uma viúva que tinha uma causa e não era atendida pelo juiz. A viúva, porém, era insistente a ponto de incomodar o juiz. Este, por sua vez, receoso de que a mulher pudesse agredi-lo, decidiu fazer-lhe justiça. A conclusão da pequena parábola é que Deus também fará justiça aos seus escolhidos que gritam por ele. Aqueles que têm fé acreditam na misericórdia de Deus e sabem que serão atendidos bem depressa. Portanto, Jesus nos permite sermos insistentes em nossas orações e até gritar noite e dia para que Deus nos atenda.

 Moisés, o grande profeta libertador do povo de Deus, é modelo de intercessor. Na travessia do deserto, os amalecitas atacaram os hebreus que caminhavam do Egito para a Terra Prometida. Josué organizou o exército dos judeus para enfrentar os amalecitas, enquanto Moisés, Aarão e Hur foram rezar no alto de uma colina. Enquanto Moisés rezava com os braços abertos, os judeus ganhavam a batalha. Quando Moisés se cansava e abaixava os braços, os amalecitas ganhavam. Aarão e Hur decidiram então fazer Moisés se sentar e sustentavam os seus braços, ficando um de cada lado, “um de um lado e outro do outro”, diz o texto. Dessa forma, Josué e seus soldados derrotaram os amalecitas.

A intercessão de Moisés foi fundamental para que Josué vencesse o inimigo. Os primeiros teólogos da Igreja viram nos amalecitas o símbolo do mal e entenderam este texto como a luta contra o demônio e o pecado. Esta luta se vence com a oração. Moisés na colina com os braços abertos é também figura de Jesus crucificado no Monte Calvário. Os braços de Jesus estão presos para não se fecharem e, assim, Jesus salva toda a humanidade.

Diz o Evangelho de São João que com Jesus estavam dois outros, um de cada lado, e Jesus no meio. São João não diz que ao lado de Jesus estavam dois ladrões ou dois malfeitores porque ele vê o novo Moisés no alto do monte de braços abertos vencendo a batalha do mal que se dá aqui embaixo, e, ao seu lado, os dois patriarcas Aarão e Hur. Digamos, pois, como o nosso poeta Gregório de Matos: “A vós correndo vou, braços sagrados, nessa cruz sacrossanta descobertos, que, para receber-me, estais abertos, e, por não castigar-me, estais cravados”. E rezemos com insistência para vencermos a batalha contra o mal.
Outro aspecto da história contada por Jesus se encontra no receio que o juiz tem de que a viúva possa vir a agredi-lo. Por que uma pobre viúva agrediria um poderoso juiz? Certamente por ter ela chegado ao limite da paciência diante da injustiça do homem da lei. Ele mesmo diz que não teme a Deus e nem respeita ninguém. Mas vai fazer justiça por estar aborrecido com a insistência da mulher e por medo de ser agredido. Temos aí outro ensinamento, que a paz é fruto da justiça. A injustiça do juiz faz da mulher um ser violento, que agride. É certo que a violência está na raiz do pecado e é a expressão mais forte do desrespeito humano. Se ela, porém, existe ou se manifesta porque a justiça não é feita, a sociedade pode se mudar renovando o seu Judiciário com seu conjunto de leis. Uma boa reforma é sempre bem-vinda quando beneficia a paz.

 

Leituras e Salmos (17 a 22 de outubro)

2ªf.: Ef 2,1-10; Sl 99 (100); Lc 12,13-21.

3ªf.: 2Tm 4,10-17b; Sl 144 (145); Lc 10,1-9.

4ªf.: Ef 3,2-12; Cânt.: Is 12,2-6; Lc 12,39-48.

5ªf.: Ef 3,14-21; Sl 32 (33); Lc 12,49-53.

6ªf.: Ef 4,1-6; Sl 23 (24); Lc 12,54-59.

Sáb.: Ef 4,7-16; Sl 121 (122); Lc 13,1-9.

 




Fonte: FC ediçao 969-SETEMBRO 2016
Postado por: Família Cristã




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