Esperar é aprender

Data de publicação: 21/02/2017


Todo casal tem muitas dúvidas em relação ao primeiro bebê.
Mas em nove meses há tempo de sobra para aprender muita coisa


Por Cristine Foernges
São muitas as dúvidas dos casais que viverão a experiência de ter primeiro bebê. Após o parto, por exemplo, a aproximação entre mãe e filho pode ser definida por um sorriso de felicidade semelhante à de uma epifania, pois dar à luz é um momento de inflexão. Mas é preciso que pai e mãe estejam preparados para receber aquele ser que mudará a rotina da casa e, quem sabe, do mundo. É com tal expectativa que Andreia Luciani Hofstatter, 37 anos, e Paulo Ricardo da Rosa, 50 anos, aguardam o pequeno Gabriel. Grávidos há oito meses, ambos driblam a insegurança “de marinheiros de primeira viagem” com projetos. “Desejávamos o Gabriel. Quando confirmamos a gravidez, foi uma festa! Procuramos ler bastante, assistir a vídeos e aprender sobre a gestação, banho, amamentação e o nascimento, para nos sentirmos seguros”, declara Andreia.
O casal não se preparou sozinho. Procurou uma entidade que tivesse uma estrutura para ajudá-lo. O escolhido foi o Hospital e Maternidade Regina, de Novo Hamburgo (RS), onde os dois encontraram um curso de gestantes. Nele, pais e avós têm contato com profissionais que tiram as dúvidas principalmente de quem espera o primeiro bebê. Valeu a pena. “Aprendi sobre amamentação. Quero amamentar o Gabriel até os seis meses de vida e espero pôr na prática tudo que foi ensinado”, complementa Andreia. 

Alô, papai! – Para melhor aproveitamento desses cursos, é fundamental que pais e avós estejam abertos não só a ensinar como a aprender com o bebê. É o que orienta a psicóloga Dóris Pasquali. “Não existe manual para pai ou mãe. O que fortalece a relação entre eles e o bebê é estar aberto às novas experiências”, afirma. A enfermeira Janaína Lima, para quem o momento de receber o bebê deve ser bem vivido ou, como diz, “curtido”, acrescenta algumas dicas. “A gestação é um momento de tirar dúvidas, ansiedades e temores para pai e mãe passarem os nove meses mais fortalecidos.”
Um bom curso para gestante e casais traz não só informações práticas, como apoio emocional, possibilitando à gestante aproveitar bem a gravidez (veja boxe). Assim, o casal deve exigir que o curso aborde temas como o desenvolvimento e as emoções da gestação, a recepção do recém-nascido, aspectos do parto normal e parto cesárea, cuidados com o recém-nascido, aleitamento materno e nutrição materna. Os futuros papais, por exemplo, devem estar prontos a dividir as tarefas com as esposas, que não devem se sentir sozinhas. Esse comportamento solidário implica pais com tantas responsabilidades quanto as mães, pois o vínculo paterno com o bebê antecede ao parto e começa na gestação. Logo, eles precisam estar aptos a participar de – se não todas, claro – ao menos da maioria das tarefas.

De mãe para filho -  O ginecologista e obstetra deve orientar os casais em muitas dúvidas, eliminando mitos e prestando informações. Confira algumas:
Higiene corporal: para as futuras mamães, o banho diário sempre proporciona bem-estar e conforto, além de eliminar o excesso de secreções sebáceas e sudoríparas. Nas gestações normais, nada contraindica os banhos de mar, piscina e imersão.
Alimentação: a mulher que deseja engravidar deve ingerir alimentos ricos em vitaminas E, B6 e ácido fólico. Deve ter uma alimentação nutritiva e colorida, evitando fast-food, refrigerantes, gorduras trans e bebidas alcoólicas.
Atividade sexual: não há restrição à atividade sexual na gestação de evolução normal. Deve ser evitada apenas nas últimas semanas ou quando houver sangramento vaginal, perda de líquido amniótico, dor abdominal e cólica, dilatação precoce do colo uterino, ou por indicação do obstetra.
Aleitamento materno: convém à mulher informar-se sobre o processo de amamentação e entendê-lo bem, para atender às necessidades do bebê. Isso, inclusive, favorecerá as relações afetivas e pessoais entre mãe e filho. Não tenha dúvidas de que o leite materno, para os primeiros meses de vida, traz muitos benefícios à saúde do bebê. Quando os bebês são alimentados exclusivamente no seio materno até o sexto mês de vida, não há necessidade de oferecer nem mesmo chá ou água.
Amamentação: é importante que a mulher esteja em uma posição confortável, relaxada e descansada. Sugar no peito é comportamental na espécie humana e instintivo para os animais irracionais. Mas a amamentação é uma arte que precisa ser aprendida tanto pela mãe quanto pelo bebê.




Fonte: FC edição 946 - Outubro 2014
Postado por: Família Cristã




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