Viagem com crianças

Data de publicação: 09/03/2017

Por Silvia Torreglossa

“Todos sabemos a dificuldade que é manter uma criança pequena sentada durante muito tempo,
mas precisamos ser rigorosos e não ceder em nenhuma circunstância”




“Está chegando?” “Falta um pouquinho.” Dali 15 minutos mais uma pergunta: “Falta muito?”. “Um pouco mais, você não quer dormir?” “Não, na verdade quero ir ao banheiro, agora!!!”. Quem conhece alguém que faça essas perguntas ou e se reconhece nelas? Enjoos, fome, frio, calor, tédio, irritação, se os adultos sentem assim em viagens, imaginem os pequenos.
Pensando nessas questões, a jornalista espanhola Irina Fuhrmann escreveu o livro Quanto falta? Dicas para viagens em família com crianças pequenas, de Paulinas Editora. A autora inicia seu livro fazendo uma pergunta “viagens e crianças são compatíveis?”, certamente essa é a pergunta que muitas famílias com crianças pequenas se fazem “depois de percorrer centenas de quilômetros carregando fraldas, mamadeiras e brinquedos, chegando ao destino com a roupa suja de papinha e uma criatura que não faz outra coisa senão chorar”.
Ela garante que, seguindo alguns passos, as famílias podem transformar as viagens em uma aventura maravilhosa com diversão e aprendizagem. “O único segredo é deixar o medo em casa, encher as malas com paciência e flexibilidade e, sobretudo, ter um desejo enorme de aproveitar cada momento”, diz.

A preparação – Viajar com uma criança requer preparação prévia, a escolha cuidadosa do roteiro de viagem é muito importante para que o passeio cumpra realmente o seu papel, diversão!
Irina diz que, para as famílias com mais de um filho, é preciso que se encontre uma fórmula capaz de agradar a todos, levando em conta as diferentes idades, interesses e necessidades, “e estar dispostos a apartar inevitáveis brigas dos irmãos, que no minuto seguinte estarão se divertindo juntos”.
Para quem normalmente viaja de carro, Irina orienta que tanto para automóveis como para ônibus é preciso atentar para o uso obrigatório do cinto de segurança e cadeirinhas, dependendo da idade e do peso das crianças. “Todos sabemos a dificuldade que é manter uma criança pequena sentada durante muito tempo, mas precisamos ser rigorosos e não ceder em nenhuma circunstância”, alerta e diz mais “quando a criança crescer, trataremos de lhe explicar com calma as regras de conduta a que devemos obedecer no automóvel”.

Cinco sentidos na estrada – Não é raro as crianças ficarem entediadas durante o percurso, para isso Irina sugere estimular os sentidos das crianças como, por exemplo, a audição, o ato de contar ou inventar histórias, cantarolar músicas e aguçar a curiosidade dos pequenos ao contar fatos do passado da família, como o dia em que a criança nasceu.
Os olhos devem estar atentos, crianças gostam de observar placas de trânsito, paisagens, características dos carros. Para os bebês, Irina recomenda levar brinquedos, bolas, móbiles presos à cadeirinha e bonecos. O tato, as mãos, também são chaves para a distração das crianças, uma dica interessante é levar fantoches para dedos, “criar um personagem para ser o guardião do automóvel pode ser de grande ajuda”.
E, para enganar a fome e o tédio, sem pular nenhuma refeição, a jornalista diz que boa opção é levar petiscos saudáveis e não perecíveis, como frutas, biscoitinhos, sucos e pão, “vencerá aquele que demorar mais para comê-los!”.
O olfato pode ser aguçado ao abrir as janelas do carro, com a trava de segurança infantil, daí é possível “reconhecer os odores do campo, do mar, da cidade, recolher flores e frutos pelo caminho e sentir seus perfumes, vendar os olhos e adivinhar cheiros”, diz a autora.

Pelo ar – Marineide Pina e o marido, Samuel Antônio Zallio, viajam com a filha Sofia, 5 anos, desde que era bebê. A primeira viagem não foi exatamente turística, embora estivessem morando em um país turístico, a Itália. Sofia nasceu lá e, quando completou oito meses, veio para o Brasil. “Aprendi que para viagens é essencial levar carrinhos dobráveis para crianças até 4 anos, é mais tranquilo para guardar no bagageiro sem taxa extra, e leve para levar a criança, tive dois e recomendo para viagens”, diz Marineide.
Algo que sempre funcionou para a família é ter brinquedos na bolsa, “hoje a Sofia prefere bonecas, livros para ler e colorir, quando era bebê preferia chocalhos”.
Irina fala sobre a pressão nos ouvidos que as crianças sentem em pousos e decolagens porque ainda não aprenderam a descomprimir os ouvidos. Marineide amamentava Sofia nesses momentos para que ela não sofresse com a pressão, hoje ela dá balinhas. “Mastigar alguma coisa ou engolir saliva alivia a sensação, que costuma provocar muito choro a bordo do avião”, diz Irina.
“Sempre levo, em viagens, álcool em gel e lenço umedecido para higienizar as mãos de Sofia”, diz Marineide, que sempre escolhe assentos no avião distantes das asas. Irina orienta escolher na parte dianteira e deixar as crianças na janela, quando já forem maiores. Sofia, com seus 5 anos, já viajou para lugares frios e quentes, litoral e montanha, mas prefere a praia.

Registrar em diário – Alguns dias antes do fim da viagem, pais e filhos devem verificar se ficou algo a fazer, como “vou te ensinar a mergulhar nas férias”, pois crianças, mesmo as menores, podem lembrar e cobrar as promessas feitas em casa.
Além disso, não se deve deixar a viagem somente na memória, ou só tirar fotos e filmar sem identificar lugares e como se sentiram, por isso, é importante registrar as experiências em um diário de viagem ou fazer um álbum com as fotografias, Irina lembra que essa atividade é muito útil para a organização da próxima viagem, “as pessoas aprendem com os erros”, diz.
As dicas, presentes no livro, vão desde o planejamento até o retorno ao lar, e o desafio das famílias é colocá-las em prática, então, boa viagem!





Fonte: FC edição 937 - Janeiro 2014
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Medo do doutor?
Como ajudar as crianças a superarem o receio de consultas médicas e odontológicas.
Navegue com segurança
Viver no ambiente digital abre novos horizontes e possibilidades, mas requer cuidados
O melhor alimento para o bebê
O aleitamento materno é uma unanimidade mundial. Todos os profissionais de saúde reconhecem
Hora do pesadelo
Pesadelos são ruins em qualquer idade, mas os pais ficam mais angustiados quando são seus filhos.
Viver bem dentro de casa
Uma família unida enfrenta e supera os desafios da vida com maior facilidade.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados