Educação Emocional Infantil

Data de publicação: 16/03/2017

Por Cleusa e Alvício Thewes

“A família é nossa primeira escola de aprendizado emocional” (Daniel Goleman).


Artur – Criado em família, Artur, uma adorável criança, tem rotina definida, com horários para alimentação, soninho, banho, brincadeiras.  É saudável, tem 11 meses, engatinha e ensaia caminhar apoiando-se em sofás e paredes. É esperto e observador. Vê tudo, observa tudo e interage com todos, crianças, adultos, idosos. Além de comunicativo, também é afetivo, sorridente e emocionalmente equilibrado. Mas já manifesta indignação e raiva quando é contrariado.

Ana – Também é esperta e comunicativa. Gosta muito de brincar com quebra-cabeças e joguinhos de computador. Tem 4 anos, dorme no meio dos pais e manifesta dificuldades no campo emocional. Na escolinha, nas brincadeiras com colegas, Ana não sabe perder. Quando perde, manifesta frustração e raiva. Emburra, atira objetos contra paredes e no chão, rejeita combinações, chora e, por vezes, entristece, adquirindo aspecto sombrio no rosto.
Nos relatos das famílias, sempre aparecem conflitos emocionais. E não poderia ser diferente. O ser humano é um ser carnal-emocional. As reações de Artur diante da frustração são de raiva e indignação; Já as de Ana raiva, decepção, aborrecimento, tristeza, ansiedade, egoísmo.

Reconhecer a linguagem – Educar o emocional de uma criança implica constatar, aceitar, escutar e orientar. Para que a orientação surta os efeitos esperados, deve vir acompanhada do treino adequado. Treinar a criança é ajudá-la a identificar, canalizar e controlar suas explosões emocionais (raiva, frustração...) ou seu baixo astral (tristeza, ansiedade...). E este é o desafio diário dos pais, cuidadores e educadores.
Perceber os sentimentos e as emoções dos filhos geralmente é fácil. O difícil é lidar com a psique deles. A primeira forma de comunicação do bebê é o choro. Se ele estiver chupando o dedo e abrindo e fechando as mãos, ou uma delas, deve ser fome; se o choro é manhoso e passa quando ele ganha colo, é insegurança; se o choro é irritado e seguido de movimentos corporais, o desconforto está no corpo: fralda suja ou molhada, roupa apertada, frio, calor, dor...
Depois de certa idade, por volta dos sete ou oito meses, surge a manha. O bebê percebe que, ao chorar, consegue o que quer.  A manha é a primeira manifestação emocional a ser treinada e consiste em fazer o bebê identificar o que lhe é e o que não lhe é permitido. Se ele sempre consegue o que quer, provavelmente crescerá com falta de limites. Veja a importância do sim e do não à manha na formação da personalidade dos filhos.
Artur ainda está na idade da manha e recebe muitos nãos dos pais. Ana já passou da idade e é provável que tenha recebido muitos sins, pois manifesta falta de limites e dificuldade em perder. As reações explosivas de Ana evidenciam que ela não sabe controlar as emoções nem lidar com elas. Quando a criança vê atendidas suas birras e explosões, ela canaliza a emoção dessa forma. Na cabecinha dela fica gravado o seguinte ensinamento: se eu explodir de raiva, eles me dão o que quero. E os reflexos das emoções mal canalizadas não se restringem ao campo pessoal. Estudos revelam que a habilidade de controlar as emoções e a capacidade de manejar os sentimentos determinam o sucesso e a felicidade. Por muito tempo se achou que a inteligência era o fator determinante.

Se as famílias souberem lidar com a psique de seus pequenos, ensinando-lhes noções emocionais elementares, eles desenvolvem, dentre outras, quatro capacidades:

1 – Aprendem a perceber as suas emoções e as dos outros;

2 – Aprendem a compreender as emoções, identificando o que está acontecendo com eles;

3 – Aprendem que as emoções podem facilitar ou complicar seu comportamento e sua vida;

4 – Aprendem a gerir e canalizar as emoções. Esses são os pilares básicos das habilidades emocionais que devem ser trabalhadas nos pequenos.



Mãe Maria, cuide das famílias. Amém!





Fonte: FC edição 974 - Fevereiro 2017
Postado por: Família Cristã




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