A Cebola

Data de publicação: 20/03/2017

Texto e Fotos por Andreza Espezim


Pesquisas garantem que cebola ajuda a prevenir vários tipos de câncer e protege contra doenças cardiovasculares


São mais de 600 espécies de cebola existentes no mundo: Do ponto de vista nutricional, ela é rica em substâncias que contêm enxofre. É um alimento com baixo valor energético, pois tem cerca de 94% de água. Tem fibras; vitaminas C, E e as do complexo B; minerais como potássio, fósforo, cálcio e magnésio; e microminerais, como ferro, cobre, crômio, manganésio e molibdênio.
Por conta desse enorme potencial nutricional, a cebola precisa fazer parte do cardápio regularmente, por funcionar, também, como anti-inflamatório. “Além de sua composição nutricional, a cebola é uma das principais fontes alimentares de um composto fenólico chamado quercetina, que tem sido apontado como potente antioxidante, o que lhe confere um caráter anti-inflamatório sobre as nossas células. Por esse motivo, o consumo regular de cebola, combinado a uma alimentação saudável, tem sido associado à redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares e o câncer, além de conferir efeito protetor sobre fígado e rins, e auxiliar na prevenção e tratamento de doenças respiratórias”, relata Vanessa de Aguiar, nutricionista na Clínica Sandin e nutricionista responsável técnica na Nova Vida Residencial da Terceira Idade, em Santa Catarina.

Origem – Historiadores apontam o surgimento da cebola há mais de 5 mil anos na Ásia. Os egípcios já a utilizavam como pagamento aos trabalhadores das pirâmides ou como adorno para as tumbas dos reis, pois achavam que iam adquirir dons fornecidos pela cebola, após a vida. Na Idade Média, era consumida em toda a Europa. Acreditava-se que a cebola protegia contra os maus espíritos e a praga da peste bubônica, provavelmente por causa do seu odor. Era muito popular entre os anciãos romanos e gregos, por ter um sabor picante. Entre os pobres, a cebola fazia parte da alimentação devido ao seu baixo custo. A tintura da pele da cebola é usada no Oriente Médio e na Europa para tingir tecidos. Tudo indica que Cristóvão Colombo trouxe a cebola para as Américas, o que a tornou popular sendo ainda mais usada por curandeiros contra infecção.

Plantio – Para se ter uma alimentação saudável, deve-se cultivar hortas ecológicas, ou seja, sem agrotóxicos, com uso de adubos naturais. Se possível que a horta tenha sol o dia inteiro.
Segundo a Pastoral da Criança, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a cebolinha é uma hortaliça que deve ser cultivada em local definitivo, com semeadura em canteiro. Tem 15 dias para germinar. O plantio deve ser feito com um espaçamento entre fileiras de 20 centímetros e entre plantas de 5 centímetros. Tem 80 dias para colher. Já a cebola pode ser transplantada, cultivada primeiramente numa sementeira. Leva o mesmo tempo de germinação da cebolinha, 15 dias. Deve ser plantada com um espaçamento entre fileiras de 40 centímetros e para a plantação de cebola 10 centímetros. Estará pronta para a colheita em 150 dias. Já contra as pragas, use um remédio caseiro, muito fácil de ser preparado. É só diluir 50 gramas de sabão em pedra em 1 litro de água quente. Depois de esfriar, diluir a solução em 5 litros de água e pulverizar as plantas.
 
Capital da cebola − A cidade de Ituporanga, em Santa Catarina, é considerada a Capital Nacional da Cebola. A cidade espera colher em torno de 105 mil toneladas de hortaliças, entre os anos 2013 e 2014. São aproximadamente 1.200 produtores de cebola, numa população de cerca de 22 mil habitantes. A grande maioria é de propriedade pequena e de agricultura familiar. “Mesmo aqui em Ituporanga, existem muitas variedades de cebolas cultivadas. É uma cultura que depende muito das condições climáticas. A cebola roxa, produzida em menor escala, tem pouco consumo devido a sua cor interferir no resultado dos pratos, porém, ela é ainda mais nutritiva do que a cebola branca, utilizada por pessoas que têm ácido úrico, para amenizar os sintomas e diminuir a acidez no sangue”, conta Ariéte Schütz Lückmann, de família produtora de cebola, de Ituporanga.

Dicas – No ato da compra, selecione a cebola que esteja limpa, íntegra, com casca externa seca e sem cortes. Geralmente a cebola de qualidade ruim apresenta pequenas manchas escuras e umidade. Ela deve ser armazenada em local bem ventilado, à temperatura ambiente e protegida da luz. Pode ser colocada em cesta ou ser pendurada num fio para que tenha mais ventilação. Não misture com a batata! Uma vez cortada, a cebola deve ser envolvida numa película aderente ou num recipiente plástico, fechado, na geladeira, devendo ser consumida em dois dias.
Cebola frita não tem valor terapêutico, pois perde seus valores nutritivos e medicinais, servindo apenas como condimento. Se não for adepto da salada de cebola crua, por conta do gosto muito forte, você pode cortar a cebola em fatias bem finas, deixar de molho na água gelada com uma pitada de açúcar, lavar bem e temperar a gosto. Também pode usar água fervendo.
Não há contraindicações no consumo da cebola, porém, para quem tem estômago delicado, é indicado deixá-la a cebola em maceração, ou seja, deixe-a mergulhada no azeite de oliva, durante a noite, para que perca a acidez. Outra dica é deixá-la dentro d´água com um pouco de suco de limão, durante alguns minutos.




Fonte: FC edição 937 - Janeiro 2014
Postado por: Família Cristã




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