Liturgia da Palavra

Data de publicação: 04/05/2017

5º Domingo da Páscoa
Ano A – 14 de maio de 2017

At 6,1-7 – Escolheram Estêvão, homem pleno de fé e do Espírito Santo
Sl 32 (33) – Senhor, esteja sobre nós a tua graça.
1Pd 2,4-9 – Aproximai-vos do Senhor, pedra viva.
Jo 14,1-12
– Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Jesus Ressuscitado, o Bom Pastor, permanecerá para sempre entre nós, mas não de forma visível. Será visível debaixo de outras aparências, mas não como foi quando viveu na Terra Santa ou quando foi visto pelos apóstolos depois de ter ressuscitado. Ele deve partir e começa a nos preparar para a sua ascensão ao céu. Hoje Ele nos diz o que fará quando for para a casa do Pai.
Na casa do Pai há muitas moradas, e Ele vai preparar um lugar para nós. O fim está garantido. Há um lugar reservado para nós junto do Pai no céu. Precisamos saber também qual é o caminho que devemos percorrer para chegar até à casa do Pai. O ponto de chegada está garantido, mas qual é o caminho certo que nos leva até lá? Jesus que nos garante o fim, garante também os meios. Ele diz a São Tomé: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele é o verdadeiro caminho que leva para a vida. É por Ele que nós vamos até o Pai. Deixemo-nos levar pelo amor misericordioso do nosso Deus e entremos no seu mistério. Não estamos simplesmente percorrendo um caminho mostrado pelo Filho para entrar numa casa e encontrar o Pai. É verdade que o Filho é um e o Pai é outro.
São duas pessoas realmente distintas que não se confundem uma com a outra, mas, ao mesmo tempo, eles são um só Deus com o Espírito Santo. Vamos ao Pai por Jesus Cristo porque quem vê Jesus Cristo já vê o Pai. É o próprio Jesus que nos diz isso no Evangelho que hoje proclamamos. Ele está no Pai, e o Pai está nele. O Pai permanece em Jesus e realiza nele as suas obras.
Assim também nós, estando em Cristo, estamos no caminho e já atingimos o fim. Nada disso é claro para nós que vivemos no tempo e no espaço e não vemos a realidade, seja ela qual for, de forma intuitiva. Temos de pensar, raciocinar e chegar a uma conclusão, mas Jesus nos pede para acreditar. Vendo o que Ele faz, acreditar no que Ele diz. O teste da nossa fé em Cristo e em suas obras está nas obras que fazemos. Quem acredita em Cristo faz as obras que Ele faz e, diz ainda Jesus, faz obras maiores.
Nós pertencemos ao número dos discípulos que seguiram Jesus, cresceram e se multiplicaram, organizaram-se em Igreja, escolheram os primeiros diáconos. Nós nos aproximamos da pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus. Com esta pedra, a principal da construção, formamos um edifício espiritual. Somos o povo que ele conquistou para proclamar as suas obras admiráveis. Por estarmos em Cristo, somos um povo santo e proclamamos por nossas obras a grandeza daquele que nos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.
Os apóstolos escolheram alguns irmãos para cuidarem do bom relacionamento entre os cristãos e que não faltasse o alimento material para ninguém. Ainda sabemos os seus nomes. Eram Estêvão, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau. Homens de boa fama, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Homens de Cristo. Verdadeiros discípulos, construtores da paz e da harmonia na comunidade, administradores honestos dos bens materiais, exemplos vivos para nós ainda hoje. Não somos apenas pessoas religiosas, que vão à Missa aos domingos. Somos parte dessa construção feita em Cristo, na qual está o fim e está o caminho. Nela mergulhamos no mistério da Santíssima Trindade.

Leituras e Salmos (15 a 20 de maio)
2ªf.: At 14,5-18; Sl 113b (115); Jo 14,21-26.
3ªf.: At 14,19-28; Sl 144 (145); Jo 14,27-31a.
4ªf.: At 15,1-6; Sl 121 (122); Jo 15,1-8.
5ªf.: At 15,7-21; Sl 95 (96); Jo 15,9-11.
6ªf.: At 15,22-31; Sl 56 (57); Jo 15,12-17.
Sáb.: At 16,1-10; Sl 99 (100); Jo 15,18-21.




Fonte: FC edição 976 - Abril 2017
Postado por: Família Cristã




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