Liturgia da Palavra

Data de publicação: 14/06/2017

11º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 18 de junho de 2017

Ex 19,2-6a –Vós sereis para mim uma nação santa
Sl 99 (100) – Ficai sabendo que o Senhor é Deus
Rm 5,6-11 – Dificilmente alguém morrerá por um justo
Mt 9,36 – 10,8 – De graça recebestes, de graça deveis dar

    Estamos na segunda parte do Tempo Comum, pedindo a Deus que ilumine nossa vida de cada dia com a sua Palavra. Voltamos à leitura do Evangelho de São Mateus, que hoje relata a escolha dos Doze Apóstolos.
    Jesus vive no meio de um povo cansado e abatido e o compara a um rebanho de ovelhas sem pastor. Povo sem guia, sem pastor, sem orientação, sem rumo, sem lideranças sólidas, sem modelos, em suma, um povo sem governo. Na Bíblia Sagrada, o pastor é também figura dos governantes. Jesus se volta então aos seus discípulos e escolhe Doze Apóstolos para a função de pastores do povo. Ele não pretende criar um grupo religioso para substituir o grupo civil de pessoas com responsabilidades públicas.
Talvez Jesus queira constituir um modelo que sirva para toda e qualquer sociedade civil. Talvez queira mostrar que é possível usar com seriedade a palavra “ministério” e ser ministro de verdade, servidores leais do povo que constitui uma nação. Nesse caso, a comunidade de Jesus terá sempre pastores ativos e dedicados, e nunca será uma comunidade de gente cansada, abatida, desmotivada. E muito menos uma comunidade de gente oprimida.
Os Doze selecionados são enviados ao mundo, primeiramente a Israel, mais tarde aos outros povos. Começando por Israel, devem anunciar que o Reino dos Céus está chegando e que o sinal dessa proximidade são os doentes curados, os possessos libertados, os mortos ressuscitados. Sinais fortes, feitos e dados de graça, sem nenhum sintoma de comercialização da fé. Sinais feitos por pastores novos, renascidos, que passaram das trevas para a luz de Cristo. Jesus recomenda que se reze para que não faltem trabalhadores em favor do povo cansado.
Em qualquer tempo, olhando os países em sua diversidade, vemos situações de miséria material e espiritual que reclamam a presença de pessoas dedicadas, que ajudem a descobrir caminhos de superação das dificuldades vividas. Tal superação supõe sempre mudança de mentalidade e busca de justiça. Observando com atenção a realidade humana, seja ela qual for, vemos também pessoas solidárias que abraçam uma causa e se entregam à realização do bem comum. Todos os discípulos de Jesus, liderados pelos santos apóstolos, não podem ser diferentes. Todos foram chamados a serem pastores que cuidam do rebanho e não o devoram.
    Na travessia do deserto, Moisés ouve de Deus que, se os israelitas forem de verdade povo da aliança, serão para Deus uma porção escolhida, um reino de sacerdotes e uma nação santa, no meio de todos os povos, porque do Senhor é toda a terra. Esta vocação de Israel, o povo de Jesus a leva adiante. Ele veio dar cumprimento à Lei de Moisés.
    Antes, segundo São Paulo, éramos fracos, e assim mesmo Cristo morreu por nós, porque nos amou. Agora que estamos reconciliados, seu amor por nós é ainda maior e pode ser visto em nossa vida de cada dia. Agradecemos a bondade de Deus para conosco glorificando o seu nome com nossas boas obras. Uma boa obra é ser bom pastor, todos nós, sem exceção. Dizia Santo Agostinho que “um pai de família, um homem leigo, fará em sua casa não só ofício eclesiástico, mas ofício episcopal, e não só será qualquer ministro de Cristo, senão o maior de todos os ministros, quais são os bispos, servindo e ministrando nesta vida a Cristo, para reinar eternamente com ele”.

Leituras e Salmos (19  a 24 de junho)
2ªf.: 2Cor 6,1-10; Sl 97 (98); Mt 5,38-42.
3ªf.: 2Cor 8,1-9; Sl 145 (146); Mt 5,43-48.
4ªf.: 2Cor 9,6-11; Sl 111 (112); Mt 6,1-6.16-18.
5ªf.: 2Cor 11,1-11; Sl 110 (111); Mt 6,7-15.
6ªf.: Dt 7,6-11; Sl 102 (103); 1Jo 4,7-16; Mt 11,25-30.
Sáb.: Is 49,1-6; Sl 138 (139); At 13,22-26; Lc 1,57-66.80.




Fonte: FC edição 977 - Maio 2017
Postado por: Família Cristã




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