Liturgia da Palavra

Data de publicação: 18/07/2017

16º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 23 de julho de 2017

Sb 12, 13.16-19 – Ensinaste ao teu povo que o justo deve ser humano
Sl 85 (86) – Tu és bom, Senhor, e perdoas
Rm 8,26-27 – O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza
Mt 13,24-43 – Jesus falava em parábolas às multidões

A parábola do joio e do trigo nos ensina a necessidade de aprender a conviver pacientemente com o diferente. Nem tudo é trigo nem tudo é joio, mas ambos estão juntos. Esperamos com paciência pelo dia da colheita, quando se manifestará o que é verdadeiramente erva daninha e então ela será arrancada e destruída. É preciso muita sabedoria para poder conviver com o diferente. A sabedoria nos ajuda a ser pacientes e a descobrir e aceitar que talvez, quem deva mudar seja eu, já que o outro não muda.
    A parábola da mostarda nos anima em nosso trabalho tanto pastoral como profissional. Nem sempre somos capazes de perceber o alcance daquilo que fazemos. Estamos pensando nas boas ações, sabendo que as más também têm as suas consequências. Façamos com muita convicção todas as nossas boas ações, por pequenas que sejam. Elas podem ter um alcance maior do que imaginamos. A pequenina ação pode desencadear muitas outras e movimentar muitas águas. Quantas pessoas se beneficiam com uma palavra ouvida, com um bom exemplo, com uma pequena ajuda. Quem faz não percebe a importância do que está fazendo, e é bom que seja assim, para que em tudo Deus seja glorificado, e não nós mesmos.
    A parábola do fermento nos ajuda a não viver a ilusão de números e estatísticas. O pouco fermento bom faz crescer a massa. A pequena comunidade cristã de gente dedicada e fervorosa pode ser a ventania do Espírito que renova a face da terra. Talvez nem todos sejam chamados a fazer parte da comunidade cristã, talvez nem todos tenham a compreensão dos mistérios do Reino, nem todos possam perceber o que se oculta nos sacramentos, mas todos são chamados à salvação e glorificarão o Deus que encontrarem em nosso coração.
    Somos fracos e pecadores, não temos a força do fermento, mas o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, ouvimos hoje São Paulo dizer aos romanos. O Espírito intercede em nosso favor. E se não sabemos como pedir nem o que pedir, o próprio Espírito nos concederá o que for melhor para nós segundo a vontade do Pai. Peçam e receberão, não o que pediram e sim o que Deus achar que é o melhor para nós. Não sabemos o que pedir, mas ele sabe o que dar.
    O sumo direito é a suma injúria, diziam os antigos, significando que o excesso de justiça acaba se tornando injustiça. Por isso, em sua perfeição, Deus é indulgente sem ser conivente com a maldade nem com a impunidade. A força de Deus é o princípio da sua justiça. E ele domina tudo realmente, por isso pode ser indulgente para com todos. Ele é capaz de dominar a própria força e julgar com clemência, porque pode fazer uso de seu poder a qualquer momento.
Deus sabe conceder o perdão aos pecadores. Deus é tão grande, tão forte, tão poderoso, que sabe voltar atrás em suas decisões. Entre nós, quem se julga poderoso não sabe buscar a reconciliação nem aceitar o diferente. Como tais pessoas não mudam, cabe a mudança aos que veem com olhos de boa vontade.
O justo deve ser humano, ensinam as Escrituras. Se formos verdadeiramente justos em nossos julgamentos, agiremos com a sabedoria de quem é capaz de conviver com o diferente! Se formos pacientes, daremos tempo ao tempo para que se desenvolva o grão de mostarda até se tornar um arbusto, abrigo de muitos pássaros.

Leituras e Salmos (24 a 29 de julho)
2ªf.: Ex 14,5-18; Cânt.: Ex 15,1-6; Mt 12,38-42.
3ªf.: 2Cor 4,7-15; Sl 125 (126); Mt 20,20-28.
4ªf.: Eclo 44,1.10-15; Sl 131 (132); Mt 13,16-17.
5ªf.: Ex 19,1-2.9-11.16-20b; Cânt.: Dn 3,52-57; Mt 13,10-17.
6ªf.: Ex 20,1-17; Sl 18 (19B); Mt 13,18-23.
Sáb.: 1Jo 4,7-16; Sl 33 (34); Jo 11,19-27 ou Lc 10,38-42.




Fonte: FC edição 978 - Junho 2017
Postado por: Família Cristã




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