Liturgia da Palavra

Data de publicação: 02/08/2017

18º Domingo do Tempo Comum
 Transfiguração do Senhor
Ano A – 6 de agosto de 2017

Dn 7,9-10.13-14 – Um ancião se assentou, vestido de branco
Sl 96 (97) – Os céus anunciam a sua justiça
2Pd 1,16-19 – “Este é o meu Filho bem-amado”
Mt 17,1-9 – “Levantai-vos, não tenhais medo”

Dia 6 de agosto é o dia da festa da Transfiguração de Jesus, que neste ano se celebra no domingo. Jesus tinha subido a um monte, talvez o Monte Tabor, na Galileia, e lá seu corpo mudou de figura, mudou de aparência. É o que chamamos de transfiguração.
São Pedro, em sua segunda carta, dá testemunho do que viu e ouviu, quando esteve na montanha, e diz com palavras claras que não são fábulas inventadas o que ele nos conta e transmite. Ele foi testemunha ocular da glória que se manifestou em Jesus e da voz do Pai que se fez ouvir, dizendo: “Este é o meu Filho bem-amado, no qual ponho o meu bem querer”. Jesus quis que seus apóstolos, particularmente Pedro, Tiago e João, o vissem glorificado antes de vê-lo crucificado, para que soubessem de antemão que o crucificado é o Senhor da glória.
Nesse sentido, a transfiguração anunciou a ressurreição de Jesus. Ao mesmo tempo, a manifestação de Moisés e Elias ao lado de Jesus revela aos apóstolos e a todos nós que em Jesus se realiza tudo o que disseram e escreveram Moisés e os profetas. Em Jesus se realiza toda a Sagrada Escritura, porque ele é a Palavra do Deus vivo. A cena da transfiguração mostra também que o único que permanece é Jesus. Os apóstolos, assustados, tinham caído de rosto por terra, e quando se levantaram “não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus”.
A transfiguração é também um ensinamento direto para nós. Na Carta aos Filipenses (3,20-21), São Paulo fala da nossa transfiguração. Ele diz que “a nossa cidadania está nos céus, de onde também esperamos ansiosamente como Salvador o Senhor Jesus Cristo, que transfigurará o nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso, pela força que lhe dá poder de submeter a si todas as coisas”. Esperamos então pelo dia da transfiguração do nosso corpo. Sabemos que ele se desfará na nossa morte, mas sabemos também que ressuscitaremos. Como o mundo que há de vir não é repetição deste, ficamos contentes ao menos por saber que nosso corpo terá a forma do corpo glorioso de Jesus. Não podemos entender tudo porque ainda estamos do lado de cá. Aguardamos com fé, esperança e amor a manifestação da glória do Senhor. Enquanto ele não vem, trabalhamos para que o ser humano, que vemos na transfiguração, seja respeitado em sua dignidade de filho de Deus.
O profeta Daniel vê Deus como um ancião de muitos dias, sentado em seu trono de glória, e vê alguém com aparência humana, que se aproxima do ancião e recebe poder, glória, realeza e um reino que não se dissolverá. Essa visão se aplica a Deus Pai e a seu Filho, Jesus Cristo, para que em sua carne humilhada possamos ver a sua glória e a glória que nos está reservada.
Em nossa caminhada terrestre, muitas vezes difícil, olhamos para o alto do monte onde está o Senhor crucificado e o vemos transfigurado. A luz que nele brilha nos ilumina e ilumina o nosso caminho para que, sem tropeçarmos, cheguemos ao cume do monte e experimentemos com os apóstolos o bem-estar que lá se dá, para descermos depois e enfrentarmos com ânimo e coragem a luta de cada dia. Pedro queria ficar no alto do monte, e nós também queremos, mas descemos para enfrentar a vida de cada dia, com os olhos voltados para o alto de onde nos vem a certeza da salvação.

Leituras e Salmos (7 a 12 de agosto)
2ªf.: Nm 11,4b-15; Sl 80 (81); Mt 14,13-21.
3ªf.: Nm 12,1-13; Sl 50 (51); Mt 14,22-36.
4ªf.: Nm 13,1-2.25 – 14,1.26-30.34-35; Sl 105 (106); Mt 15,21-28.
5ªf.: 2Cor 9,6-10; Sl 111 (112); Jo 12,24-26.
6ªf.: Dt 4,32-40; Sl 76 (77); Mt 16,24-28.
Sáb.: Dt 6,4-13; Sl 17 (18); Mt 17,14-20.




Fonte: FC edição 979 - Julho 2017
Postado por: Família Cristã




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