Liturgia da Palavra

Data de publicação: 21/08/2017

23º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 10 de setembro de 2017

Ez 33,7-9 – Eu te coloquei como sentinela para a casa de Israel
Sl 94 (95) – Quem dera que hoje ouvísseis sua voz
Rm 13,8-10 – O amor não faz nenhum mal contra o próximo
Mt 18,15-20 – Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu


O amor é o cumprimento perfeito da Lei. Todos os mandamentos da Lei de Deus se encontram no mandamento do amor. “O amor não faz nenhum mal contra o próximo”, escreve São Paulo aos romanos, e acrescenta: “Não tenham nenhuma dívida para com ninguém, a não ser o amor”. A única coisa que devemos aos outros é o amor. Por isso nosso povo canta, na música você abusou: “Não sei fazer poema ou canção que fale de outra coisa que não seja o amor”. Os compositores Antônio Carlos e Jocáfi chamam os próprios versos de “quadrados” e aceitam que não agradem aos “intelectos que não usam o coração como expressão”. Os discípulos de Jesus não desprezam o intelecto, mas dão grande atenção ao coração, que é sede da misericórdia.
Quem ama de verdade não faz mal a ninguém. O cristianismo é muito simples e muito prático, e tem em mãos a única arma que pode mudar o mundo: o amor. Além do amor humano e solidário que temos uns para com os outros, sabemos também que Deus é Amor, e o amor que nós praticamos começa em Deus e nele termina. Sabemos que o Espírito Santo é o Amor na Santíssima Trindade. Por isso o amor não se perde, mesmo diante de aparentes fracassos.
    No Evangelho, Jesus pede que um ajude o outro e ensina como fazer. Seu irmão ou sua irmã está prejudicando você; o comportamento de alguém é negativo, não é bom, não constrói; uma pessoa não caminha; converse com cada um em particular. Se não der certo, converse em grupo, com mais gente. Se ainda não der certo, só então vá às autoridades. Dois ou mais estando juntos com o mesmo objetivo, buscando o que é bom, agradável e perfeito diante de Deus, Jesus se torna presente no meio deles, e o que buscam será encontrado.
Deus ratifica a ação da sua Igreja. Ele aceita no céu o que fazemos na terra quando estamos unidos e agindo em nome de Jesus. Correção fraterna significa ajuda mútua. Não queremos que ninguém fique para trás, que ninguém se desvie ou fique parado à beira do caminho. Corrigindo-nos, nós nos ajudamos uns aos outros. É importante saber corrigir. Mais importante, porém, é saber aceitar a correção. Aceite ser corrigido e corrija os outros por caridade.
O profeta Ezequiel foi colocado por Deus como vigia do povo de Israel. Quando Deus fizer alguma observação, o profeta deverá logo advertir o povo. O profeta não pode ficar indiferente diante de uma pessoa má e desonesta. Se não fizer nada para que a pessoa mude de atitude, ele vai prestar contas a Deus da vida dessa pessoa. Não podemos ser indiferentes diante da desonestidade organizada, que se chama corrupção. É um ato de amor se interessar pela mudança de atitude do corrupto, por ele e pelos que ele prejudica. Deus pedirá contas de quem permanece indiferente diante do mal. Você, porém, não será responsabilizado se o outro não quiser mudar de atitude.
O melhor é não dever nada a ninguém, a não ser o amor. Se todas as nossas ações forem movidas pelo amor, nunca faremos mal a ninguém, estaremos cumprindo a vontade de Deus e observando todas as prescrições das Escrituras Sagradas. “O amor é o cumprimento perfeito da Lei.” É preciso ter o costume, ter o hábito de fazer o bem aos outros, de procurar ajudar os outros sempre e em qualquer situação. Ser espontâneo na prática do bem.

Leituras e Salmos (11 a 16 de setembro)

2ªf.: Cl 1,24 – 2,3; Sl 61 (62); Lc 6,6-11.
3ªf.: Cl 2,6-15; Sl 144 (145); Lc 6,12-19.
4ªf.: Cl 3,1-11; Sl 144 (145); Lc 6,20-26.
5ªf.: Nm 21,4b-9; Sl 77 (78); Jo 3,13-17.
6ªf.: Hb 5,7-9; Sl 30 (31); Jo 19,25-27.
Sáb.: 1Tm 1,15-17; Sl 112 (113); Lc 6,43-49.




Fonte: FC edição 980 - Agosto 2017
Postado por: Família Cristã




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