Liturgia da Palavra

Data de publicação: 21/08/2017

24º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 17 de setembro de 2017

Eclo 27,33 – 28,9 – Não leves em conta a falta alheia
Sl 102 (103) – O Senhor é misericordioso e compassivo
Rm 14,7-9 – Vivos ou mortos, pertencemos ao Senhor
Mt 18,21-35 – Senhor, quantas vezes devo perdoar?

Já aprendemos a importância da correção fraterna como manifestação da caridade para com o irmão e a irmã que erram. Hoje, Jesus nos ensina a aperfeiçoar o nosso relacionamento com os outros através da prática do perdão.
No livro do Eclesiástico, lemos que não se pode rezar com rancor no coração, porque o rancor e a raiva são detestáveis. Não podemos viver fechados em nós mesmos. Deus mesmo nos chama a nos abrir para os outros e viver para ele, que é o Senhor.
    Não alimentemos o rancor e a raiva em nossa vida, porque são coisas tão detestáveis que até o pecador procura dominá-las. Nada de vingança porque Deus vai se vingar de quem se vinga dos outros, pedindo contas severas de seus pecados. Perdoar sempre para ser perdoado por Deus. Não se pode pedir a cura de alguma doença com raiva no coração, nem pedir o perdão dos pecados, sem ter compaixão dos outros. Pense de forma positiva, pense no próprio fim, nos mandamentos, na aliança com Deus, e deixe de lado o ódio, o rancor, a falta alheia.
    O Salmista canta a bondade de Deus, que perdoa, cura, salva, tem carinho e compaixão, não é rancoroso, não vive se queixando de nós, nos trata bem e não nos pune, apesar de nossas faltas. Cantemos com o Salmista e procuremos imitar a bondade de Deus.
Não vivemos nem morremos para nós mesmos, vivemos e morremos para o Senhor. O que fazemos  ou pensamos ou dizemos, fazemos por causa do Senhor. Entre nós, numa comunidade de irmãos e irmãs, podemos supor que todos querem fazer a vontade de Deus, por isso não podemos interpretar mal os outros. Não pensemos mal dos outros. O outro é tão cristão quanto eu.
Não é preciso que todo mundo faça tudo do mesmo jeito. Não é preciso que todos façam do jeito que eu faço.  O que é preciso é que todos façam o que Deus quer, cada um do seu jeito. Devo acreditar que os outros agem por causa do Senhor e não por má vontade ou para me provocar. Sabemos, no entanto, que a natureza humana sabe camuflar a verdade, sabe fazer “cara de piedade” para esconder a maldade. Queremos, porém, acreditar na boa intenção das pessoas e acreditar que cada pessoa é recuperável, se lhe forem oferecidas condições e oportunidades.
Pedro acha que é suficiente perdoar sete vezes. Jesus pensa que é preciso perdoar mais e diz “setenta vezes sete!”, o que significa “sempre”. É preciso perdoar sempre para poder ser perdoado. Jesus conta a história de um empregado que foi perdoado em muita coisa e não soube perdoar um companheiro em pouca coisa. Ele foi punido, e Jesus conclui que também nós seremos punidos pelo Pai do céu, se não perdoarmos de coração ao nosso irmão.
Alguém que devia muito foi perdoado e não perdoou quem lhe devia pouco, por isso foi punido. Assim Deus fará conosco. Ele perdoa o muito que você lhe deve e você, que não é capaz de perdoar quem lhe deve pouco! Se a gente quiser viver em paz, o melhor é perdoar sempre, sem ficar procurando razões ou quem tem razão.
Já aprendemos na liturgia deste mês a oferecer o nosso próprio corpo em sacrifício e a não aceitar os esquemas de um mundo corrupto, a nos corrigir uns aos outros para não nos desviarmos do bom caminho e hoje aprendemos a acreditar nos outros perdoando sempre, para podermos também nós sermos perdoados por Deus.

Leituras e Salmos (18 a 23 de setembro)

2ªf.: 1Tm 2,1-8; Sl 27 (28); Lc 7,1-10.
3ªf.: 1Tm 3,1-13; Sl 100 (101); Lc 7,11-17.
4ªf.: 1Tm 3,14-16; Sl 110 (111); Lc 7,31-35.
5ªf.: Ef 4,1-7.11-13; Sl 18 (19A); Mt 9,9-13.
6ªf.: 1Tm 6,2c-12; Sl 48 (49); Lc 8,1-3.
Sáb.: 1Tm 6,13-16; Sl 99 (100); Lc 8,4-15.





Fonte: FC edição 980 - Agosto 2017
Postado por: Família Cristã




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