Liturgia da Palavra

Data de publicação: 26/09/2017

28º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 15 de outubro de 2017

Is 25,6-10a – Este é o Senhor, nele confiamos
Sl 22 (23) – O Senhor é o meu Pastor
Fl 4,12-14.19-20 – Ao nosso Deus e Pai, a glória
Mt 22,1-14 – Os servos saíram pelos caminhos

    A parábola do banquete ou das núpcias do filho do rei é mais uma resposta de Jesus às autoridades de Jerusalém. O banquete foi preparado, e os convidados não apareceram. Em seu lugar, vieram pessoas que viviam nas encruzilhadas dos caminhos. Elas encheram a sala de festas e o banquete foi celebrado.
São Mateus junta a esta parábola à do convidado que não tinha traje de festa. Ele foi posto para fora. O profeta Isaías escreve que Deus vai preparar um grande banquete para aqueles que serão salvos. Serão removidas as correntes que prendiam os povos, não haverá mais lágrimas, a morte será eliminada para sempre. Haverá grande alegria, e todos dirão: “Este é o nosso Deus”.
    Os sacerdotes e os anciãos do povo compreenderam que Jesus falava deles. Eles se recusaram a participar do banquete que o Pai preparou para celebrar as núpcias de seu Filho Jesus com a humanidade toda. Não fizeram caso do convite. Cada um foi tratar de seus negócios pessoais.
    Neste Evangelho, os convidados não se desculparam. Eles simplesmente não deram a menor atenção ao convite. Foram fazer outra coisa, e alguns ainda maltrataram os enviados do rei que foram chamá-los para a festa. Certamente pensavam que sem eles não haveria festa, mas se enganaram. O rei mandou seus empregados saírem pelos caminhos e trazerem para a festa todos os que encontrassem, bons e maus.
Nesse contexto, é preciso lembrar mais uma vez o que dizia Bento XVI ao comentar a oração de Abraão para poupar o povo de Sodoma e Gomorra. Dizia o papa que o bom não pode ser tratado como o mau, mas o mau pode ser tratado como bom, para que tenha oportunidade de se converter. A presença de bons e maus na festa mostra também a superioridade e a liberdade do rei, que representa Deus na parábola. Ele faz a festa com quem ele quer.
    Podemos nos sentir bem com a presença dos maus nessa festa, porque assim teremos nosso lugar garantido. No entanto, São Mateus, que está redigindo o Evangelho, parece não se sentir tão bem como nós, e acrescenta outra pequena parábola, dita por Jesus em contexto diferente: a parábola da veste nupcial.
É preciso, então, imaginar que todos os que vieram dos caminhos e das encruzilhadas tiveram tempo para se arrumar e vestir uma roupa apropriada para a festa. Esta roupa pode significar a graça de Deus. É preciso estar na graça de Deus para participar do banquete da eternidade, ou, é preciso estar em estado de graça para participar do banquete eucarístico nesta terra.
E tudo isso é bem verdade. Deus, porém, na sua bondade e na sua liberdade, aceita todos os que lá estão e faz o que chamamos de “cura na raiz”. Ele tem poder para modificar as vestes – e torná-las dignas – e tem liberdade para aceitar os bem vestidos e mal vestidos. Supomos, então, que quem não estava usando o traje de festa não o usava por culpa própria, por desleixo e falta de vontade de se arrumar. Com toda a justiça, foi posto para fora.
    São Paulo diz aos filipenses que tudo pode naquele que lhe dá força. A bondade e a maldade dos que estão na festa, vindos das encruzilhadas da vida, pode não depender somente da boa ou da má vontade de cada um. Deus sabe o que se passa no coração de cada pessoa. O importante é que eles estão lá, junto com os bons, respondendo a um chamado de Deus.

Leituras e Salmos (16 a 21 de outubro)
2ªf.: Rm 1,1-7; Sl 97 (98); Lc 11,29-32.
3ªf.: Rm 1,16-25; Sl 18 (19A); Lc 11,37-41.
4ªf.: 2Tm 4,10-17b; Sl 144 (145); Lc 10,1-9.
5ªf.: Rm 3,21-30; Sl 129 (130); Lc 11,47-54.
6ªf.: Rm 4,1-8; Sl 31 (32); Lc 12,1-7.
Sáb.: Rm 4,13.16-18; Sl 104 (105); Lc 12,8-12.




Fonte: FC Edição Nº981 - Setembro 2017
Postado por: Família Cristã




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