Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/10/2017

31º Domingo do Tempo Comum – Solenidade de Todos os Santos
Ano A – 5 de novembro de 2017


Ap 7,2-4.9-14 – O anjo trazia consigo o selo do Deus vivo
Sl 23(24) – É esta a gente que o procura, que procura a face do Deus de Jacó
1Jo 3,1-3 – Desde já somos filhos de Deus
Mt 5,1-12ª – Felizes os perseguidos por causa da justiça...

    Festejamos hoje a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, cantam eternamente o louvor de Deus. Para essa cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos hoje, alegres, na luz de Deus, tantos membros da Igreja, que nos são dados como exemplo e intercessão.
    Deus é glorificado na assembleia dos santos. Eles são para nós um exemplo de vida e formam conosco uma só família. Sua intercessão é para nós um auxílio no combate da fé. Queremos com eles receber um dia a eterna coroa da glória. Seu testemunho é admirável, seu exemplo nos estimula e sua intercessão nos ajuda.
 A exemplo de Jesus Cristo, muitos deles derramaram seu sangue pela confissão do nome cristão, manifestando as maravilhas do poder de Deus. Nos santos mártires, nossa fraqueza se torna testemunho da grandeza de Deus. Outros, além do exemplo de vida, continuam nos instruindo com sua palavra, que nos deixaram por escrito. Consagrados a Deus na constituição de famílias sadias e exemplares, no celibato, nos votos religiosos, todos os santos e santas são para nós a melhor interpretação do Evangelho. Neles e nelas vemos a vida cristã na prática de cada dia. Louvamos os apóstolos, louvamos pais e mães de família, louvamos crianças, jovens e anciãos, louvamos os missionários, os mártires e os confessores, as virgens e as santas mulheres, agradecendo a todos o bom exemplo e pedindo sua intercessão.  
    Olhando para a Jerusalém celeste, nós nos voltamos para os irmãos e as irmãs de caminhada aqui na terra e compreendemos um pouco mais como Jesus pode chamar de felizes os pobres, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos e os puros de coração, os que promovem a paz e os perseguidos por causa da justiça, e os cristãos que dão testemunho de sua fé e por isso são perseguidos.
    Olhando para a Jerusalém celeste, vemos cento e quarenta e quatro mil filhos de Israel assinalados, número simbólico para a totalidade das tribos dos filhos de Jacó. E vemos uma imensa multidão de todas as nações, tribos, povos e línguas, de pé, vitoriosos, diante do Cordeiro. Todos eles passaram pela grande tribulação e venceram. Todos eles têm mãos puras e inocente coração e nunca dirigiram sua mente para o crime. São eles e elas a geração dos que procuram a face do Deus de Israel.
    E nós, aqui na terra, o que somos? O mundo, de fato, não nos conhece porque não conheceu o Pai. Não tendo conhecido o Pai, não sabe que somos seus filhos. Somos já agora filhos de Deus, embora não se tenha manifestado o que seremos na glória. Sabemos, sim, com certeza, que seremos semelhantes a Jesus quando ele se manifestar. Nele esperamos e nele nos purificamos nas águas do batismo.
    Na Profissão de Fé, dizemos: “Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica”. Igreja santa, porque Deus é santo, mas também santa porque produz santos. Olhando com atenção a vida dos santos, como viveram neste mundo, como trabalharam, como rezaram, como ajudaram os outros, como viveram de forma heroica a fé, a esperança, a caridade, a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança, nós nos perguntamos com Santo Agostinho: “O que estes e estas conseguiram, por que eu não? ”.

Leituras e Salmos (6 a 11 de novembro)
2ªf.: Rm 11,29-36; Sl 68 (69); Lc 14,12-14.
3ªf.: Rm 12,5-16a; Sl 130 (131); Lc 14,15-24.
4ªf.: Rm 13,8-10; Sl 111 (112); Lc 14,25-33.
5ªf.: Ez 47,1-2.8-9.12; Sl 45 (46); Jo 2,13-22.
6ªf.: Rm 15,14-21; Sl 97 (98); Lc 16,1-8.
Sáb.: Rm 16,3-9.16.22-27; Sl 144 (145); Lc 16,9-15.




Fonte: FC Edição Nº982, Outubro 2017
Postado por: Família Cristã




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