Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/10/2017

34º Domingo do Tempo Comum – Solenidade de Cristo Rei
Ano A – 26 de novembro de 2017


Ez 34,11-12.15-17 – Eu mesmo apascentarei minhas ovelhas
Sl 22(23) – O Senhor é o meu pastor, nada me falta
1Cor 15,20-26.28 – Pois é preciso que ele reine
Mt 25,31-46 – Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou

    Com óleo de exultação, o Pai consagrou seu Filho único, sacerdote eterno e rei do universo. Jesus Cristo submeteu ao seu poder toda criatura e entregará ao Pai um reino eterno e universal: reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz. Então será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai, depois de destruir todo principado e todo poder e força. Pois é preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés.
    Quando ele vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso, não como um rei que amedronta e sim como um bom pastor. Cristo é Rei, mas não como os governantes deste mundo. Ele é o Rei que vence a morte e cuida com carinho do seu povo. Ele vem para o julgamento e fará justiça “entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”. Antes, porém, ele resgata as ovelhas dispersas, procura as perdidas e reconduz a extraviada, fortalece as doentes, enfaixa a perna quebrada e vigia as que estão fortes. Assim procedendo, ele nos ensina a sermos humanos e a cuidarmos uns dos outros, porque, no dia do juízo, ele dirá: “Tudo o que você fez a um desses pequeninos, foi a mim que você o fez”.
    Cristo é o rei que julga sobre o amor. Convivemos com quem tem fome, com quem tem sede, com quem não tem abrigo, com doentes, presos e despidos. O que fizemos por eles? O que não fizemos, foi a Cristo que deixamos de fazer. Jesus é o rei oculto nos necessitados.
    O reino de Cristo se realizará plenamente quando a morte for definitivamente vencida. Deus então “enxugará toda lágrima dos nossos olhos, pois não mais haverá morte, nem luto, nem clamor e nem dor” (Ap 21,4ss). O que está sentado no trono fará novas todas as coisas, e punirá os covardes, os corruptos, os assassinos, os mentirosos. A estes está reservada a segunda morte, que é a definitiva. Não terão parte no reino de Deus. Para que isto não lhes aconteça, aqueles que receberam de Deus a revelação das perguntas do juízo final trabalharão para que o amor não se perca e ninguém deixe de praticar a caridade na solidariedade fraterna.
    O reino de Cristo Rei é como a semente que produz fruto quando encontra terra boa. É preciso que o semeador persevere, vencendo o obstáculo de terras ruins até encontrar terra boa que produza frutos. A terra com espinhos e a terra pedregosa começaram a produzir alguma coisa. A semente brotou, mas não foi adiante. O semeador, que é o discípulo missionário do Reino de Deus, se dispõe a trabalhar a terra para que a semente não se torne infrutífera. Não desiste nem desanima diante de pedras e espinhos. Arranhado e machucado, ele persevera impulsionado pelo amor, para que ninguém desista de amar. Um coração de pedra pode se tornar coração humano.
    O reino de Jesus Cristo é também semelhante a um negociante que anda em busca de pérolas finas. Ao achar uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra. Não é pérola fina o ser humano que os discípulos foram chamados a pescar? “Farei de vocês pescadores de gente,” lhes disse Jesus. É tarefa nossa preparar a todos para que respondam corretamente às perguntas do juízo final, que serão todas sobre o amor fraterno.

Leituras e Salmos (27 de novembro a 2 de dezembro)

2ªf.: Dn 1,1-6.8-20; Cânt.: Dn 3,52-57; Lc 21,1-4.
3ªf.: Dn 2,31-45; Cânt.: Dn 3,57-61; Lc 21,5-11.
4ªf.: Dn 5,1-6.13-14.16-17.23-28; Cânt.: Dn 3,62-67; Lc 21,12-19.
5ªf.: Rm 10,9-18; Sl 18 (19A); Mt 4,18-22.
6ªf.: Dn 7,2-14; Cânt.: Dn 3,75 - 81; Lc 21,29-33.
Sáb.: Dn 7,15-27; Cânt.: Dn 3,82-87; Lc 21,34-36.




Fonte: FC Edição Nº982, Outubro 2017
Postado por: Família Cristã




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