Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/10/2017

4º Domingo do Advento

Ano B – 24 de dezembro de 2017

2Sm 7,1-5.8b-12.14a – Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho
Sl 88(89) – Vou cantar para sempre a bondade do Senhor
Rm 16,25-27 – Glória seja dada àquele que tem o poder de vos confirmar na fidelidade
Lc 1,26-38 – Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo

   O 4º Domingo do Advento é o domingo de Maria. Ela nos acompanhou o tempo todo e nos ensinou, em silêncio, que foi na obediência ao Pai que ela se tornou Vaso Espiritual, Tabernáculo da Glória, Moradia de Deus, Casa de Ouro, Arca da Aliança, Porta do Céu. Ela encontrou graça diante de Deus, concebeu e deu à luz um filho, Jesus. Por isso, os cristãos a chamam de Mãe de Deus, Mãe da Igreja, Mãe da Divina Graça, Mãe Amável e Admirável, Mãe do Bom Conselho, Mãe do Criador, Mãe do Salvador.
Meditando todas as graças que Deus concedeu a Maria, rezamos na Eucaristia que, do seio virginal da filha de Sião, germinou aquele que nos alimenta com o pão da vida e garante para toda a humanidade a salvação e a paz. Em Maria nos é dada de novo a graça que por Eva tínhamos perdido. Deus fez por nós grandes coisas e estendeu a sua misericórdia a toda a humanidade quando, olhando a humildade de Maria, nos deu, por ela, o Salvador do mundo.
    Terminamos assim o Advento em companhia de Maria. Ao dar à luz seu Filho Jesus, ela o colocará no coração da humanidade. É o fruto bendito do ventre daquela que é a bendita entre todas as mulheres. Ela acreditou no que lhe foi dito pelo mensageiro do Senhor. O mensageiro partiu depois de ouvir da boca de Maria: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.
Neste Tempo de Advento damos a Maria o título de Nossa Senhora do Ó, porque, a partir de 17 de dezembro, cada dia recita-se uma antífona que fala de Jesus e começa com a interjeição “ó”: Ó Sabedoria, Ó Adonai, Ó Raiz de Jessé, Ó Chave de Davi, Ó Sol Nascente, Ó Rei das Nações, Ó Emanuel!
    Maria é a casa que o rei Davi queria construir para abrigar a presença de Deus no meio do povo. O rei Davi estava bem instalado em seu palácio, feito com material de qualidade, enquanto a Arca da Aliança continuava sob a tenda de nômades, a mesma que Moisés tinha mandado fazer no deserto. Sendo a Arca o trono de Deus no meio do povo, e Deus, o único e verdadeiro rei de Israel, convinha, pois, que o rei Davi, seu representante na terra, construísse um belo palácio para abrigar a presença de Deus junto a seu povo.
Deus, porém, não se mostrou interessado em ter uma casa especial. Encarregou, então, o profeta Natã de explicar a Davi que ele não iria construir um Templo para Deus. Deus mesmo é que iria preparar um lugar para o seu povo e uma casa para o rei Davi, e lhe promete um descendente que o sucederá e consolidará o seu reinado. Deus será um pai para o descendente de Davi, e ele será um filho para Deus. A casa de Davi, seu reino e seu trono serão estáveis para sempre. A casa de Deus no meio do povo será o ventre puríssimo de Maria, do qual nascerá o Filho de Deus, descendente de Davi segundo a carne, o Senhor Jesus Cristo.
Na conversa de Natã com Davi, o profeta revela ao rei que Deus quer preparar um lugar estável e seguro para o seu povo. Quer assentá-lo de modo a poder morar, sem jamais ser inquietado. Deus promete que o povo não será mais oprimido por criminosos “como outrora e desde o tempo em que constituí juízes sobre o meu povo, Israel”. Maria disse “sim” e o Verbo se fez carne. Possa o nosso “sim” de cada dia humanizar o mundo no qual Deus se fez homem.

Leituras e Salmos (25 a 30 de dezembro)

2ªf.: Is 9,1-6; Sl 95 (96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14.
3ªf.: At 6,8-10; 7,54-59; Sl 30 (31); Mt 10,17-22.
4ªf.: 1Jo 1,1-4; Sl 96 (97); Jo 20,2-8.
5ªf.: 1Jo 1,5 – 2,2; Sl 123 (124); Mt 2,13-18.
6ªf.: 1Jo 2,3-11; Sl 95 (96); Lc 2,22-35.
Sáb.: 1Jo 2,12-17; Sl 95 (96); Lc 2,36-40.





Fonte: FC Edição Nº983, Novembro 2017
Postado por: Família Cristã




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