Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/10/2017

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Ano B – 25 de dezembro de 2017

Vigília de Natal: Is 62,1-5; Sl 88(89); At 13,16-17.22-25; Mt 1,1-25 ou 1,18-25
Noite de Natal: Is 9,1-6; Sl 95(96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14
Aurora do Natal: Is 62,11-12; Sl 96(97); Tt 3,4-7; Lc 2,15-20
Dia de Natal: Is 52,7-10; Sl 97(98); Hb 1,1-6; Jo 1,1-18

    Um historiador da ciência disse que “pode levar séculos, mas as religiões vão cair em desuso”. Ainda bem que ele nos dá alguns séculos para continuarmos a celebrar tranquilamente o Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se, no dia de sua morte, o historiador for reduzido a pó, sem nada restar de sua existência, poderemos dizer que ele terminou a vida tranquilamente, mas poderemos também lhe perguntar se valeu a pena ter vivido. Se não houver nada do outro lado, felizes são os espertos que sabem tirar proveito desta vida, já que, no outro lado, não haverá nem salvação nem condenação. Aqueles que têm fé, porém, acham que do outro lado há Alguém que já esteve do lado de cá e que nos espera do lado de lá, de braços abertos. Seus braços estão abertos até mesmo para aqueles que não acreditam na sua existência. Deus existe porque existe e não porque eu acredito nele. Ele é “Aquele que é”, aquele que existe simplesmente.
    Nesta noite e neste dia, nós nos encontramos com uma criança recém-nascida. Não nos encontramos com teorias, doutrinas, esquemas, estruturas. Nós nos encontramos com alguém muito frágil, muito pequeno, que não assusta e se pode pegar no colo. Não estamos preocupados com religião. Estamos preocupados em ter esta criança em nossos braços, no aconchego do nosso coração. É um encontro de pessoas. Este Menino é tão humano que nos humaniza. As religiões podem cair em desuso, desde que o Menino não caia de nossos braços. Um dia, para o bem de todos nós, ele cairá três vezes no caminho do Calvário, onde será exaltado. Quando ele for elevado, saberemos então que “Ele é”, ele é o “Eu sou”. Ele é aquele que existe.
    Na Missa da Vigília, Isaías diz que Jerusalém já não é um deserto abandonado, porque a justiça e a salvação estão surgindo. Desde então o mundo todo poderá ser chamado de “Minha predileta bem casada”. Diz o historiador da ciência que onde há bons sistemas de proteção social não há necessidade de religião. No entanto, aceitando que as coisas sejam assim, ficamos felizes quando um sistema de proteção social faz com que ninguém se sinta um deserto abandonado e não precise correr atrás de curas e milagres. Mas, será que podemos jogar fora só a água do banho, sem jogar a criança? Podemos nos desfazer de sistemas religiosos duvidosos, mas queremos conservar o Menino em nossos braços e vê-lo crescer em sabedoria e graça diante de Deus e de todos nós. Quando vemos o Menino Jesus no presépio, pensamos em todas as crianças, no direito que elas têm a um sistema de proteção social.
    Sobre um mundo que parece coberto pelas sombras da morte, brilha hoje uma luz. É a justiça que surge, é a salvação que se acende. Como são belos os pés de quem anuncia a paz e o bem, anuncia que Ele está no meio de nós. Ao se fazer homem, o Verbo de Deus mostrou o quanto vale o ser humano. Deus não perde, quando o ser humano ganha. Todo progresso da ciência, em benefício do ser humano, é resultado do bom emprego da inteligência que Deus nos deu. Não precisamos da religião para explicar o mundo. A ciência faz isso, mas ela é resultado da obra criadora de Deus, que criou o ser humano a sua imagem e semelhança e fez seu Filho em tudo semelhante a nós, exceto no pecado.





Fonte: FC Edição Nº983, Novembro 2017
Postado por: Família Cristã




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