Vírus e antivírus

Data de publicação: 13/11/2017

Por Pe. Reginaldo Carreira


“Acesse o link abaixo para que possa continuar acessando sua conta no banco tal”; “Veja as fotos proibidas da artista tal”; “Vídeo mostra o momento em que fulano sofreu o acidente, cuidado, imagens fortes”; “Envio nossas fotos daquela festa, não mostre pra ninguém”; “Ganhe dinheiro fácil acessando este link”; “Vc ganhou um presente-surpresa, clique aqui!”.
Essas e outras frases enchem nossas caixas de e-mail, na tentativa de que caiamos na tentação de clicar e sermos roubados, vigiados ou apenas perder os dados e arquivos devido aos vírus que detonam tudo! A maioria dos internautas possuem antivírus e programas especializados em bloquear e/ou limpar tais invasores, mas por que ainda recebemos dezenas destes e-mails? E por que continua dando certo? Porque as tentações do ter, do poder e do prazer são as básicas do ser humano. O próprio Jesus, ao assumir nossa carne, antes de começar a sua vida pública, sofreu estas tentações (cf. Lc 4, 1-13).
Não há como se falar em crescimento espiritual e amadurecimento na fé – o que acontece de forma constante, independentemente da faixa etária –, sem tomarmos consciência das deficiências interiores e das más inclinações que carregamos; portanto, não é possível crescer na fé, sem ter conhecimento das tentações pelas quais podemos passar, mais especificamente, das que nos afligem de forma mais intensa.
Assim como, no mundo virtual, os “invasores” tentam espalhar seus vírus com e-mails e sites chamativos – assim é o demônio, que se apresenta como anjo de luz, mas na verdade rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar –, também o inimigo de Deus tenta nos seduzir com mensagens atrativas e traiçoeiras que mexam com nossas fragilidades e tentações ao poder, ao ter e ao prazer, como tentou Jesus!

Palavra de Deus – Se a Jesus o tentador disse: eu te darei todos os reinos da terra (tentação do ter), para nós, diz: você precisa ter mais; os fins justificam os meios; não é roubo, é apenas o que é seu por direito; dar um “jeitinho” não faz mal a ninguém; todo mundo faz; o mundo é dos espertos.
Se a Jesus o tentador disse: lança-te do alto do templo e os anjos te protegerão (tentação do poder), para nós, diz: o que importa é você no centro, para ser servido; se você fizer isso, vai ficar acima de todos e será melhor que todos; busque fama e poder a qualquer preço; grite, bata, agrida, senão não será respeitado.
Se a Jesus o inimigo disse: se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se transformem em pão (tentação do prazer), para nós, diz: você pode fazer o que quiser, tudo lhe é permitido; se Deus te amasse, não te permitiria sofrer; isso não lhe fará mal; é só para experimentar; ninguém verá; você tem motivos para agir assim; a verdade é relativa; você precisa satisfazer este desejo, pois vencê-lo é repressão.
Deixei esta tentação por último propositalmente, embora no Evangelho seja a primeira, para que aprendamos com Jesus a vencer o tentador. Todas as respostas de Jesus ao tentador foram fundamentadas na Palavra de Deus – que o inimigo também conhecia, mas não podia cumprir –, e demonstravam claramente que o Filho de Deus jamais cederia às mentiras que ouviria. Com essa resposta, Jesus ensinava que a Palavra de Deus devia ser conhecida e assumida como arma certeira contra o mal, como antivírus potente contra as tentações do inimigo; mas que não bastava conhecê-la intelectualmente, mas sim abraçá-la como sentido da vida, guardando-a no coração, para se “viver” dela, reconhecendo que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8,3).





Fonte: FC edição 921-setembro2012
Postado por: Família Cristã




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