Solidez e felicidade conjugal

Data de publicação: 14/12/2017

Por Cleusa Thewes *   


Matrimônio é harmonizar, combinar, concordar, aliançar. No casamento se unem duas identidades e não duas forminhas iguais, combinar difere de conformar, dominar e homogeneizar.

Alan e Vivi
 O casal tem dois filhos. Ela é bancária e ele, professor.  Vivi é transferida frequentemente. Alan diz: “Gosto de mudanças, de conhecer novos lugares e pessoas; os filhos curtem novas cidades, casas e escolas” . A família, de mudança em mudança, permanece integrada e feliz.

Mirian e Yuri
 São gaúchos, mas já moraram em diversos estados brasileiros. Yuri sempre trabalhou fora do Rio Grande do Sul, e Mirian sempre o acompanhou, carregando, na bagagem, a transferência da faculdade, e, na cabeça, a disposição para adaptar-se a novos currículos universitários e adiar um pouco mais a formatura.  Há 18 anos, dedica-se a esse vaivém e ao cuidado familiar. Aos 48 anos, Yuri perde o emprego e se deprime. Mirian, ainda sem profissão, sente-se frustrada por não ter como auxiliar no sustento da família. Mas eis que, na crise, Yuri recebe oportunidade de trabalho na Europa. O casal avaliou a proposta, achando-a promissora.  Ele vai, e ela e os filhos permanecem no Brasil. Embora distantes, continuam unidos, graças ao bom vínculo conjugal, à maturidade, à confiança.  Conversam diariamente pela internet, e a cada três meses Yuri vem para casa.  Decidem as questões familiares juntos.  Mirian e os filhos estão atualmente, formados no ensino superior e exercem suas profissões. Estudaram basicamente com o dinheiro que Yuri ganhou na Europa.  O casal afirma convicto que se ama, e o casamento vai bem, obrigado!

Iara e Amin
Quando se tornou mãe, Iara optou por cuidar do filho e da casa. Amin, esposo dedicado, e excelente empreendedor, com o apoio da esposa, foi trabalhar no exterior, em caráter experimental. Acabou abrindo sua própria empresa, a qual, em quatro anos, alavancou, indo a família morar com ele. Mas Iara não se desligou dos pais, e não gostou do país onde Amin se estabelecera, voltando, com o filho, ao Brasil. Amin não voltou, e Iara não abriu mão dos pais. Por um tempo, visitaram-se, mas a separação foi inevitável.  Hoje, o filho, já adulto, também mora no exterior. Como será que está Iara?

Casar, o que é?
É realizar a união legítima através do matrimônio, é harmonizar, combinar, concordar, aliançar.
No casamento, aliançam-se duas identidades e não duas forminhas iguais, onde combinar difere de conformar, dominar e homogeneizar. O casamento propõe e exige dinâmica. Casamento engessado quebra. O casamento não é a morada da frustração, mas, sim, fonte de sustentabilidade às realizações pessoais e conjugais. O casamento, para manter-se, requer pilastras definidas: amor, fidelidade, cuidado e diálogo. O casamento, como ponto de chegada, supõe escolhas definidas pelo casal. No percurso, acidentes, desvios e mudanças são inevitáveis. As intercorrências e os sinistros conjugais requerem provas de resistência, flexibilidade, persistência e fé. Isso mantém o casamento.

No casamento quem segue quem ?
Eis questão polêmica e vulnerável exigindo sabedoria consensual do casal.  Os cônjuges precisam saber aonde querem chegar. A sociedade passa por mudanças de valores e conceitos. Avanços, recuos e ameaças rondam a estrutura familiar a um só tempo, fazendo-nos repensar o casamento. A família tradicional configurava-se pela esposa submissa e cuidadora do lar e do esposo provedor.  A esposa segue-o fielmente. Muitas dão com os burros n’água; arrependeram-se amargamente depois. Haveria, nestas relações, mais fidelidade ou cumplicidade?  Bem, cada casamento é uma história a ouvir, pode crer.
Nos relatos, percebemos diversos arranjos conjugais. Na conjuntura econômica atual, num país capitalista, substituiu-se a poesia pela sobrevivência, pois as famílias pagam muito caro para viver.
Marido e mulher vão à luta profissional, e ambos precisam manter o trabalho conquistado, sua fonte de renda para a manutenção familiar. O idealismo deu passagem ao realismo.
As pessoas sonham com a estabilidade via concurso público, e cada um busca o espaço que possibilite à família um futuro seguro. No casamento, o colocar-se no lugar do outro continua valendo, desde que as bases conjugais sejam beneficiadas, mantidas e fortalecidas, apesar das mudanças. Além do que quem segue quem, a pergunta é: Como manter a solidez e a felicidade conjugal?  Que valores nos vincularão como casal e família para evitarmos tropeços no percurso “até que a morte vos separe”?
O casal comprometido e com metas definidas pode, não sem algumas dificuldades, como vimos, construir possibilidades de permanecer unido.  No coração conjugal, lá ou cá, vale a pena ancorar.
Mãe, cuida dos casais. Amém!




Fonte: fc edição 928 Abril 2013
Postado por: Família Cristã




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