Liturgia da Palavra

Data de publicação: 25/01/2018


4º Domingo do  Tempo Comum
Ano B – 28 de janeiro de 2018

Dt 18,15-20 – Do meio do povo surgirá um profeta semelhante a Moisés
Sl 94 (95) – De coração aberto, ouvimos a voz do Senhor
1Cor 7,32-35 – Em qualquer estado de vida, é possível estar livre diante do Senhor
Mc 1,21-28 – O poder demoníaco se preocupa porque Jesus veio para destruí-lo

Ele manda até nos espíritos maus

São Marcos diz no seu Evangelho que o ensinamento de Jesus é um ensinamento novo, feito com autoridade. Ele não ensina como os escribas ou os mestres da lei. Há o ensinamento dos mestres da lei e há o ensinamento de Jesus. O de Jesus é dado com autoridade e provoca admiração; o outro, não. Isto é dito quando Jesus expulsa um demônio na sinagoga de Cafarnaum. É seu primeiro gesto público no Evangelho de Marcos. Ele começa o seu ministério enfrentando o poder demoníaco. Na realidade foi para isso que ele veio, para nos libertar da dominação do demônio. O demônio reage e pergunta: “O que você quer de nós? Você veio para nos destruir? Eu sei que você é o Santo de Deus!”. Quando se diz que Jesus ensinava com autoridade e não como os escribas, e quando se diz que o demônio pergunta: “Você veio para nos arruinar?”, vemos o poder demoníaco identificado com a autoridade dos mestres da lei. Eles se sentem ameaçados pela pregação de Jesus.
    O demônio existe e está no lugar onde Deus quer que esteja. Aqui, ele manifesta o seu poder. Alguma coisa está acontecendo que é própria do demônio. Na sinagoga está um ser humano diminuído, que não parece gente, dominado pelo poder demoníaco. Jesus restaura esse homem libertando-o de uma dominação. Tal dominação acontece por causa do ensinamento dado pelos escribas. O ensinamento dos mestres da lei não ajuda o povo a ser mais gente. Ao contrário, mantém as pessoas num estado de submissão.
No livro do Deuteronômio se lê que houve um momento na história de Israel em que Deus prometeu enviar ao mundo um profeta especial, um novo Moisés. Isso aconteceu quando o povo chegou às portas da Terra Santa, depois da travessia do deserto. “Deus fará surgir um profeta como eu. A ele deverás escutar”, disse Moisés ao povo. A primeira leitura nos lembra desse fato. Deus colocará na boca desse profeta as suas palavras, e ele comunicará tudo o que Deus mandar. Deus mesmo pedirá contas a quem não ouvir as palavras que o profeta dirá em seu nome. O profeta por excelência, superior a Moisés, é Jesus, que ensina com autoridade, e não como os escribas.
Paulo orienta os cristãos de Corinto a “permanecerem junto ao Senhor, sem outras preocupações”. É preciso concentrar-se no Senhor e na missão. Alguns vão deixar tudo e se entregar sem reservas. Outros também se entregarão sem reservas na vida matrimonial. Seja o estado de vida em que estivermos, entramos numa batalha com Jesus contra o poder demoníaco, o poder que diminui o ser humano.
O demônio tem agentes que trabalham para ele. No Apocalipse se lê que o imperador de Roma era o agente do Dragão, e que também o falso cristão trabalhava para o Dragão. Jesus veio enfrentar o demônio e seus agentes. Qualquer pessoa que domina outra e diminui a sua dignidade é agente do demônio. Nela o demônio mostra o seu poder.
A situação da pessoa “possuída” é consequência da ação do agente do demônio. Jesus e seus colaboradores são pescadores que tiram o ser humano das mãos dos agentes do demônio. Os ensinamentos de Jesus constroem uma sociedade sem dominações. O ensinamento dos escribas cria uma sociedade reprimida. “Os governantes dominam as nações e as tiranizam. Entre vocês não será assim”, dirá Jesus aos seus discípulos.



Leituras e Salmos (29 a 31 de janeiro)
2ªf.: 2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a; Sl 3; Mc 5,1-20.
3ªf.: 2Sm 18,9-10.14b.24-25a.30 – 19,3; Sl 85 (86); Mc 5,21-43.
4ªf.: 2Sm 24,2.9-17; Sl 31 (32); Mc 6,1-6.











Fonte: 984 - FC dezembro 2017
Postado por: Família Cristã




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