Liturgia da Palavra

Data de publicação: 16/02/2018

1º Domingo da Quaresma
Ano B –18 de fevereiro de 2018

Gn 9,8-15 – Vou estabelecer minha aliança convosco.
Sl 24 (25) – Vossa verdade me oriente e me conduza.
1Pd 3,18-22 – O batismo é o compromisso para uma boa consciência.
Mc 1,12-15 – O Espírito levou Jesus para o deserto, e aí foi tentado por Satanás.

Superando a tentação da violência

    Estamos no início do Tempo da Quaresma. Vamos todos ao deserto onde está Jesus há quarenta dias. O demônio já está lá e quer pôr Jesus à prova. O demônio gosta de provocar, para ver quem somos e qual a nossa reação. Jesus, no entanto, convive tranquilamente com as feras e é servido pelos anjos. Ele já tinha sido batizado por João no Rio Jordão, mas João foi preso por ordem de Herodes. O espaço não fica vazio. Jesus vai para a Galileia e prega o Evangelho de Deus. Ele dizia: “Convertam-se e acreditem no Evangelho: O tempo se completou. O Reino de Deus está próximo”. Evangelho é uma boa notícia, e esta é a boa notícia: completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo.
    A primeira e a segunda leitura nos levam do deserto às águas do dilúvio e às águas do Batismo. O Batismo é sempre o grande tema da Quaresma e da Páscoa. Quando fomos batizados, começamos uma vida nova. A Quaresma nos encaminha para a Páscoa, e Páscoa é a passagem de um mundo antigo para um mundo novo, para uma vida nova em Cristo Jesus. Renascemos nas águas do Batismo, deixando no fundo da fonte batismal a velha criatura. Naquele momento começamos, ressuscitados, uma vida que não pode terminar, a vida nova em Jesus Cristo. Por isso dizemos com tranquilidade que já morremos no Batismo para não morrer mais. Um dia vamos adormecer aqui e acordar lá!
Por ordem de Deus, Noé construiu uma arca que flutuou sobre as águas do dilúvio. Estas águas se tornaram para ele águas de salvação. Deus então decidiu fazer chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites e fazer desaparecer da superfície do solo todos os seres que ele fez, porque a violência se instaurou no mundo, e o mundo se corrompeu.
Assim está escrito no livro do Gênesis. No entanto, estas águas que caíram sobre toda a humanidade e que foram águas de punição se tornaram, com a morte e a ressurreição de Jesus, águas de salvação. Já não haverá dilúvio para devastar a terra, disse Deus a Noé, e colocou no céu o arco-íris como sinal de aliança entre ele e a humanidade. As águas não mais se tornarão um dilúvio para destruir toda carne.
    Estamos iniciando a Quaresma e também a Campanha da Fraternidade. Quaresma é tempo de conversão, e a Campanha da Fraternidade propõe a todos os brasileiros um tema de reflexão e de conversão. Neste ano a reflexão se faz em torno da violência, e a conversão acontece na superação da violência. O objetivo geral da campanha é “construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência”. Contrapondo-se, então, à violência estão a fraternidade, a paz, a reconciliação e a justiça, tudo iluminado pela Palavra de Deus.
    O Gênesis já nos disse que o dilúvio aconteceu exatamente por causa da violência humana. No capítulo primeiro, ao criar o mundo, Deus viu que tudo era muito bom. Um pouco mais adiante, no capítulo sexto, olhando o mundo bom que ele tinha criado, Deus viu que a terra estava pervertida e cheia de violência por causa dos homens, e decidiu acabar com o mundo. Mandou, então, o dilúvio sobre a terra. A violência é a expressão da maldade, e precisa ser superada. Ela prejudica as pessoas e irrita a Deus.

Leituras e Salmos (19 a 24 de fevereiro)
2ªf.: Lv 19.1-2.11-18; Sl 18 (19); Mt 25,31-46.
3ªf.: Is 55,10-11; Sl 33 (34); Mt 6,7-15.
4ªf.: Jn 3,1-10; Sl 50 (51); Lc 11,29-32.
5ªf.: 1Pd 5,1-4; Sl 22 (23); Mt 16,13-19.
6ªf.: Ez 18,21-28; Sl 129 (130); Mt 5,20-26.
Sáb.: Dt 26,16-19; Sl 118 (119); Mt 5,43-48.




Fonte: FC edição 985 Janeiro 2018
Postado por: Família Cristã




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