Liturgia da Palavra

Data de publicação: 23/02/2018

2° Domingo da Quaresma
Ano B – 25 de fevereiro de 2018

Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18 – Serão abençoadas todas as nações da terra.
Sl 115 (116) – Guardei a minha fé.
Rm 8,31b-34 – Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Mc 9,2-10 – E transfigurou-se diante deles.

É bom ficarmos aqui
    No alto da montanha, Jesus muda de aparência diante de Pedro, Tiago e João. Suas roupas ficam brilhantes e a seu lado aparecem Moisés e Elias conversando com ele. Desce uma nuvem que os envolve com sua sombra e uma voz se faz ouvir: “Este é o meu Filho amado. Escutem o que ele diz”. É o que nos diz São Marcos. São Mateus diz também que o rosto de Jesus brilhou como o sol e que da nuvem a voz disse: “Este é o meu Filho amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutem-no”. São Lucas diz simplesmente que o rosto de Jesus mudou de aparência e que a voz disse: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutem o que ele diz”.
    O mesmo Jesus enfraquecido no deserto e tentado pelo demônio aparece aqui transfigurado, deixando os apóstolos verem o que será o corpo glorificado. Jesus mostra o verdadeiro Adão feito à imagem e semelhança de Deus. O ser humano é bom e belo desde que não seja desfigurado. Jesus transfigurado, mostrando a beleza do ser humano, anuncia a ressurreição.
A beleza do ser humano está tanto na alma como no corpo. A beleza do corpo se chama saúde. Quando ela é descurada, o ser humano se torna feio. Assim como Jesus no Monte Tabor, todos nós seremos um dia transfigurados. Não haverá mais enfermidade, nem dores, nem limitações físicas. Não haverá mais violência. Enquanto esse dia não chega, todos trabalhamos seriamente para amenizar a dor humana, superar a violência e criar no mundo uma cultura de paz.
    São Pedro, quando viu Jesus transfigurado e com ele Moisés e Elias, disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui”. Pedro queria ficar lá talvez para sempre. Ofereceu-se logo para fazer três tendas. O ambiente era de paz. Ali só havia serenidade e beleza. Jesus, Moisés e Elias conversavam. Não havia agressões, não havia violência.
    Abraão não podia oferecer a Deus nada maior nem melhor do que seu próprio filho Isaac. Ao aceitar sacrificar seu filho, Abraão estava devolvendo a Deus a criatura humana por Deus criada à sua imagem e semelhança. O sacrifício de Isaac é figura do sacrifício de Jesus. “Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós.” O Filho de Deus é sacrificado para que se restaure a criatura humana e ela volte ao paraíso. Jesus aceitou sua morte na cruz para que todos nós, criaturas humanas, víssemos o que fazemos uns com os outros. Jesus flagelado, coroado de espinhos, crucificado, é a figura do ser humano por nós mesmos violentado. A beleza da criatura humana desapareceu, mas não precisa continuar desaparecendo.
Abraão estava prestes a sacrificar seu filho Isaac, quando o anjo do Senhor gritou do céu: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal”. Não havia nenhuma maldade no coração de Abraão. Apenas obediência e temor de Deus. Sua fé foi testada e comprovada. A mão de Abraão segurava a faca do sacrifício da obediência. Outras mãos seguram a faca da violência. Assim se lê no livro de Jonas: “Cada qual se converterá de seu caminho perverso e da violência que está em suas mãos”. A vida em Nínive, capital da Assíria, era impossível por causa da violência que os ninivitas tinham nas mãos. Eles se converteram, certamente eliminando as causas que tornavam suas mãos violentas. Eliminada a causa, desaparece o efeito!

Leituras e Salmos (26 de fevereiro a 3 de março)
2ªf.: Dn 9,4b-10; Sl 78 (79); Lc 6,36-38.
3ªf.: Is 1,10.16-20; Sl 49 (50); Mt 23,1-2.
4ªf.: Jr 18,18-20; Sl 30 (31); Mt 20,17-28.
5ªf.: Jr 17,5-10; Sl 1; Lc 16,19-31.
6ªf.: Gn 37,3-4.12-13a.17b-28; Sl 104 (105); Mt 21,33-43.45-46.
Sáb.: Mq 7,14-15.18-20; Sl 102 (103); Lc 15,1-3.11-32.




Fonte: FC edição 985 Janeiro 2018
Postado por: Família Cristã




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