Cora Coralina

Data de publicação: 07/03/2018

Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida e não desistir da luta,
recomeçar na derrota, renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos e ser otimista.

Q
ue retrato! Não precisaria mais nenhuma palavra. Esta é Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Seu extenso nome está afinado, pode-se dizer, com a grande mulher que foi, expressa bem o tamanho de sua personalidade.
A poetisa, nasceu em 20 de agosto de 1889 na cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho (GO), cidade reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), desde 2001, como Patrimônio Cultural da Humanidade, por sua arquitetura bem preservada do período colonial e suas fortes tradições culturais. Foi a capital do estado de Goiás até 1937 e palco da vida e obra de Cora Coralina, que nasceu aqui e viveu grande parte de sua vida à beira do Rio Vermelho, na casa velha da ponte.
Cursou apenas até a 3ª série do ensino primário e começou a escrever aos 14 anos. Logo publicou seus escritos nos jornais locais e nacionais. Em 1910, por exemplo, foi publicado o seu conto Tragédia na Roça, no Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás, entre outros. Como na cidade havia muita Ana, ela criou o pseudônimo de Cora Coralina para não ser confundida com nenhuma outra. “Quando eu comecei a escrever com muita vaidade e muita ignorância, havia muita Ana, pois Sant’Ana é a padroeira daqui... A cidade era cheia de Ana, Aninha, Anica, Nitita, Doca, Doquita...”
Em 1911, aos 21 anos de idade, deixa o Goiás e vai morar em Jaboticabal (SP), com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, com quem mais tarde se casou. Em São Paulo morou também em Penápolis e Andradina. Cora teve seis filhos dos quais quatro sobreviveram, 15 netos e 30 bisnetos. Cantídio faleceu em 1934, mas Cora continuou a morar no estado paulista por muito tempo e só retornou à sua cidade natal em 1956, após 45 anos, com seus 67 anos de idade.
Contudo, chegando a Goiás, Cora não esmoreceu, começou a fazer doce e chegou a ficar famosa como doceira, de modo que, os turistas, amigos e vizinhos vinham à casa velha da ponte para comprar os doces e ela oferecia seus escritos. Foi assim que as pessoas começaram a conhecer sua poesia.




Fonte: FC edição-nº987 março 2018
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Uma atração do Cerrado
A Chapada dos Guimarães abandonou o diamante para acolher e preservar a natureza
Liturgia da Palavra
23 de setembro de 2018 - 25º Domingo do Tempo Comum - Ano B – Liturgia da Palavra
Somos chamados a ser santos
O neognosticismo foca toda a vida no que pode levar a uma “fé fechada no subjetivismo”
Mimos para a mamãe
Pequenos mimos, como gestos de eterna gratidão.
Você tem medo?
Do que você tem medo? De ladrão, de barata, de sapo? Do futuro, de perder quem ama, da solidão?
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados