Liturgia da Palavra

Data de publicação: 23/03/2018

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
Ano B – 25 de março de 2018

Bênção dos Ramos: Mc 11,1-10 ou Jo 12,12-16
Missa: Is 50,4-7 – O Senhor Deus é o meu aliado
Sl 21 (22) – Quanto a mim, para ele viverei
Fl 2,6-11 – “Jesus Cristo é o Senhor”
Mc 14,1--15,47 “Um de vós vai me entregar”

 “Verdadeiramente este era o Filho de Deus”

Passaram-se cinco semanas e hoje entramos com Cristo em Jerusalém para celebrar a sua Páscoa. Ele vai passar, não do Egito para Israel, nem da Babilônia para Jerusalém. Ele vai passar deste mundo para o Pai.
Jesus sai de Betânia e entra em Jerusalém montado num jumento. No caminho, muita gente estendia mantos e ramos e aclamava: “Bendito o que vem em nome do Senhor. Bendito o reino que vem de nosso pai Davi”.
Jesus é o Messias que entra em sua cidade, trazendo paz e salvação. Sua entrada realiza a profecia de Zacarias (Capítulo9 versículo 9), que convida a filha de Sião a se alegrar porque o seu rei está vindo, rei justo, vitorioso e humilde, “que cavalga um jumento, um jumentinho filho de jumenta”. O hino cantado quando a procissão de ramos chega à porta da igreja, diz: “Glória, louvor, honra a ti, ó Cristo Rei, redentor. Sobe a ti piedoso hosana, dos pequenos o clamor. Festejam a tua entrada, que ao Calvário conduzia”. Realizada a entrada, muda-se o clima e o celebrante profere a oração que introduz a comunidade nos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
 Tem início a primeira leitura do terceiro canto do Servo Sofredor do profeta Isaías. O Servo é o sábio, fiel discípulo do Senhor, que conforta os que estão abatidos. Ele mesmo não se deixa abater e enfrenta com coragem os que o maltratam. Ele sabe que não sairá humilhado. O Salmo 21, que dá continuidade à primeira leitura, descreve com exatidão todos os acontecimentos da Paixão e Morte do Senhor.
 Na Carta aos Filipenses, contemplamos o esvaziamento do próprio Deus, que desce ao nosso nível, nos toma consigo e sobe glorificado, com um nome que está acima de todo nome. Todo joelho se dobra diante daquele que assumiu a condição de escravo para nos libertar de toda escravidão.
 Vem, por fim, o relato da Paixão segundo São Marcos. Certamente Marcos escreveu primeiro os capítulos 14 e 15, que relatam o que permaneceu vivo na memória e no coração de todos os discípulos: a morte de Jesus na cruz. No centro do Evangelho, nos capítulos de  8 a 10, o evangelista tinha situado, dentro de um quadro perfeito, os três anúncios feitos por Jesus de sua Paixão, Morte e Ressurreição. Enfim chegou o momento da realização dos anúncios, mas também o momento de duas afirmações, até agora ocultas. Diante da pergunta de Caifás: “És tu o Messias, o Filho do Deus bendito?”. Jesus responde: “Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita da majestade de Deus” (14,61-62). E no fim de tudo, depois de sua morte, o oficial romano exclamará: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus” (15,39).
  Os judeus zombam de Jesus. Cospem nele, cobrem-lhe o rosto, esbofeteiam-no e pedem que faça uma profecia. Depois, o judeu José de Arimateia pedirá a Pilatos o corpo de Jesus e o sepultará num túmulo talhado na rocha.
  Os romanos zombam de Jesus, vestem-no de púrpura, batem em sua cabeça coroada de espinhos, cospem nele, e o adoram de joelhos, dizendo: “Salve, rei dos judeus”. Depois, o centurião romano dirá: “Verdadeiramente este homem era Filho de Deus”.
  Os transeuntes e os outros crucificados também zombavam dele e diziam: “Desce da cruz para que vejamos e creiamos”. Depois, as santas mulheres que olhavam tudo, observaram onde seu corpo fora posto.

Leituras e Salmos (26 a 31 de março)
2ªf.: Is 42,1-7; Sl 26 (27); Jo 12,1-11.
3ªf.: Is 49,1-6; Sl 70 (71); Jo 13,21-33.36-38.
4ªf.: Is 50, 4-9a; Sl 68 (69); Mt 26,14-25
5ªf.: Is 61,1-3a.6a.8b-9; Sl 88 (89); Ap 1,5-8; Lc 4,16-21.
6ªf.: Is 52,13--53,12; Sl 30 (31); Hb 4,14-16;5,7-9; Jo 18,1--19-42.
Sáb.: Missa da Vigília Pascal com leituras especiais.




Fonte: FC edição 986 Fevereiro 2018
Postado por: Família Cristã




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