Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/04/2018

5º Domingo da Páscoa
Ano B – 29 de abril de 2018

At 9,26-31 – A Igreja crescia em número com a ajuda do Espírito Santo.
Sl 22 (23) – Eis a obra que o Senhor realizou.
1Jo 3,18-24 – Crer no nome de Jesus e amar uns aos outros.
Jo 15, 1-8 – Eu sou a videira e vocês são os ramos.

Jesus ressuscitado, a videira

1. As três primeiras semanas do Tempo Pascal são semanas da visão. Jesus é visto por seus discípulos. Mais do que “aparecer”, Ele é visto e se deixa ver. No centro da Páscoa, Jesus se apresenta como o Bom Pastor. Em seguida, antes da sua ascensão ao céu e do envio do Espírito Santo em Pentecostes, Ele dá suas últimas recomendações: que os discípulos, que formam a sua Igreja, vivam na caridade e na unidade. Ele se compara a um pé de uvas, que chamamos de videira. Ele é a videira e seu Pai é o agricultor. Nós somos os ramos, que devem produzir frutos. O agricultor cuida da planta. Ele a limpa, poda, para que dê frutos. Para dar frutos é preciso que o ramo permaneça unido ao tronco. O ramo não pode se separar da videira. Deve ficar junto com tudo o que constitui a videira, numa unidade de vida. Sem essa unidade não há vida. O ramo separado, destacado da videira, seca e morre. Por isso, não pode existir cristão só de nome. Não pode existir cristão que não esteja unido aos outros irmãos e irmãs de fé. Não pode haver cristão que não esteja unido a Jesus Cristo e não faça parte de seu corpo. O Pai é glorificado quando permanecemos unidos a seu Filho e produzimos frutos, que são os frutos da caridade fraterna.
2. Depois da sua conversão, Paulo passa um tempo em Damasco e, em seguida, vai para Jerusalém. Os judeus de Damasco queriam matá-lo, por isso os irmãos o ajudaram a sair da cidade e ir para Jerusalém. Em Jerusalém, ele procurou logo se juntar aos discípulos que lá viviam. Ele agora era cristão. Não podia viver isolado dos outros. Tinha que fazer parte da comunidade e, como bom ramo, permanecer unido à videira. Mas em Jerusalém ainda tinham medo dele. Surge então um irmão solidário, disposto a ajudar Paulo a ser aceito pelos outros e a se integrar na Igreja local. É Barnabé, que depois trabalhará com Paulo na fundação da Igreja em Antioquia da Síria. Paulo ficou um tempo em Jerusalém, mas os judeus de origem grega queriam eliminá-lo. Os irmãos então o encaminharam para Tarso, a sua cidade.
3. São João, na sua primeira carta, nos incentiva a amar de verdade. Não amar somente com palavras, mas mostrar o amor com atitudes e ações. Foi o que Barnabé fez com Paulo em Jerusalém. Assumiu e ajudou o irmão a se integrar. Mais tarde, na hora do perigo, todos os irmãos se mostraram solidários e ajudaram Paulo a ir para a casa da sua família. Temos a consciência tranquila quando cremos em Jesus Cristo e nos amamos uns aos outros. Cremos com fé clara e firme, sabendo em quem colocamos nossa fé, como Paulo escreveu a Timóteo (cf.2Tm 1,12), e amamos com atos concretos, que podem ser verificados. Se cremos em Jesus e amamos de fato, reconhecemos que estamos na verdade e tranquilizamos o nosso coração diante de Jesus. Nossa vida cristã é simples. Está ao alcance de todos. Não nos separa de ninguém, nem nos faz diferentes. Se formos diferentes de alguém, será pela prática do amor fraterno.
4. A Carta aos Hebreus recomenda a todos nós que “velemos uns pelos outros para nos estimularmos à caridade e às boas obras”. E que “não deixemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Procuremos antes animar-nos sempre mais, preparando-nos para o Dia do Senhor” (Hb 10,24-25).




Leituras e Salmos (30 de abril a 5 de maio)
2ªf.: At 14,5-18; Sl 113B (115); Jo 14,21-26.
3ªf.: At 14,19-28; Sl 144 (145); Jo 14,27-31a.
4ªf.: At 15,1-6; Sl 121 (122); Jo 15,1-8.
5ªf.: 1Cor 15,1-8; Sl 18 (19A); Jo 14,6-14.
6ªf.: At 15,22-31; Sl 56 (57); Jo 15,12-17.
Sáb.: At 16,1-10; Sl 99 (100); Jo 15,18-21.




Fonte: FC edição 987, Março de 2018
Postado por: Família Cristã




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