Bons hábitos em família

Data de publicação: 10/05/2018



Por, Nathan Xavier

Um casal, um especialista e o próprio papa Francisco apontam os bons hábitos que toda família deveria cultivar para ser mais unida e “a célula fundamental da sociedade humana”, como afirmou São João Paulo II
Verão, férias, um novo ano e muitos se preocupam com a saúde, fazendo promessas de que farão mais exercícios e comerão alimentos mais saudáveis. Há também os que traçam as metas para 2017, planejando mês a mês todas as atividades profissionais ou, quem sabe, procurando um novo emprego que possa dar mais tempo livre ou ganhos maiores. Atitudes que, sem exageros, são boas e saudáveis para a nossa vida. Mas a revista Família Cristã propõe algo diferente para este começo de ano. Quais os hábitos que cultivamos dentro de casa, com nossa família, que nos ajudam a ser mais unidos? O que deveríamos fazer ou fazer mais? Para ajudar nessa tarefa, pedimos uma lista com cinco itens de bons hábitos que toda a família deveria cultivar ao casal Marcelo e Regiane, casados há 18 anos e coordenadores da Pastoral Familiar; e ao psiquiatra e terapeuta de casais e família, Paulo Zampieri. Completando, fomos atrás de mensagens do papa Francisco, em seus discursos e frases no twitter, sobre a relação familiar.
O pontífice, no primeiro capítulo de sua exortação apostólica Amoris Laetitia, lembra que a “Bíblia aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares” e sugere que o casal deve trazer essas realidades para sua vida cotidiana, rezando sempre juntos. É interessante observar que algumas sugestões são idênticas, como o convite ao diálogo: a importância de falar, mas também saber ouvir, seja o cônjuge ou os filhos. O papa lembra que a família é uma rede de relações e o primeiro espaço desse tipo que os filhos têm contato na vida. O pontífice também afirma que essa rede não é perfeita, por isso, pedir desculpas e palavras de afeto precisam fazer parte do cotidiano familiar. Nesse sentido, Paulo Zampieri ensina que, longe de denotar fraqueza, reconhecer os erros ajuda a gerar mais confiança nas relações familiares. Por fim, Marcelo e Regiane atentam para a importância de se divertir juntos: é o momento de sair da rotina e relaxar, além de ser uma grande oportunidade de manifestar o afeto entre o casal e dos pais com os filhos. “O afeto pode ser uma forma de aproximação das pessoas. A partir dele, outros sentimentos fundamentais para as relações serem estabelecidas são formados como respeito, compreensão e tolerância", afirma Paulo.


1- Desejo de ser família
 Ao iniciar o namoro, é importante considerar os objetivos de cada um. “Isso torna mais forte a vontade de estar junto e fazer com que a família continue no mesmo pensamento.”
2- Deus no centro
 “É preciso colocar a família na rocha, em Deus. Sem isso não teríamos estrutura para podermos continuar nossa vida como casal. Quando está tudo bem é ótimo, mas, quando vêm os obstáculos, as dificuldades e as preocupações, é o momento de ter Deus ao lado para pensarmos melhor, termos jogo de cintura, aprendendo a compreender o próximo. Sem Deus seria impossível.”
3- Diálogo: falar e ouvir
 “É preciso ter diálogo na vida conjugal e com os filhos, entendendo o outro e dando abertura para ele falar. É aquele momento que você abaixa a cabeça quando está errado, para dar ouvidos. E isso vai lapidando o casal.”
4- Diversão
 “Precisamos aproveitar os momentos. Mesmo com filhos, o casal precisa se divertir, sair de casa, passear, não ficar preso às mesmas coisas. Quando namorávamos, fazíamos isso. Casamento não faz terminar essas coisas, ao contrário, é um prolongamento, uma continuação da vida de namoro. É preciso se divertir e curtir também os filhos, sair com os filhos, mesmo que eles não queiram. É natural eles crescerem e deixarem os pais um pouco de lado, mas temos que insistir. Até mesmo tentar se divertir naquilo que os filhos nos propõem. Podemos achar estranho, diferente, mas é preciso ir também, experimentar o que eles propõem.”
5- Compreensão dos familiares.
“Quando o casal forma a família, precisa levar em conta os familiares dos dois. São culturas diferentes que se aproximam. Nossas famílias se dão bem, mas somos pessoas diferentes, e isso nunca pode ser empecilho para ir à casa da família do seu cônjuge. Aprendemos juntos a saber como entender os familiares de cada um.”


1- Respeite os limites de cada um
 Só porque é filho não significa que ele seja uma cópia dos pais. "Cada indivíduo da família tem seu ritmo, seu jeito de vivenciar as coisas da vida. Tanto os filhos como os pais desenvolvem essa percepção do 'jeito de cada um'”. Respeitar essas diferenças ajuda a resolver conflitos de forma mais tranquila.
2- Bom humor é fundamental
 “Encarar conflitos já é melhor do que evitá-los e há de ser com bom humor, senão fica sempre parecendo cobrança ou bronca.”
3- Diálogo. Nada de cada um se fechar em seu mundo
 "Os familiares são os maiores parceiros que filhos, pais e avós têm naturalmente na vida. Peça aos avós que contem como foi a vida deles, como se uniram, o que pensavam da vida. É um jeito interessante de co-construir a história da família por meio dos protagonistas mais velhos e permite conhecer como os costumes mudaram."
4- Divirtam-se juntos
 Não se pode ficar juntos apenas na hora de chamar a atenção. É preciso ficar juntos sempre, inclusive buscando formas de diversão que possam incluir todos. “Quando são pequenos, é mais fácil porque é só convidar que todos vão.” Quando crescem, e se tornam mais independentes, as oportunidades ficam mais difíceis, no entanto, é importante buscar de vez em quando locais em que todos possam ir. "Quando a família cultiva esses hábitos desde cedo, gera a possibilidade de conservar atividades de lazer em conjunto, em etapas mais adultas."
5- Seja exemplo
 Não faça algo se quer que seu filho não faça; ou faça, se quer que seu filho faça também. E atos simples também contam. “Por favor”, “obrigado” devem ser cultivados dentro de casa com todos, entre o casal e com os filhos, assim, eles também farão fora de casa. Isso inclui reconhecer os erros, que, longe de denotarem fraqueza, geram confiança na pessoa com a qual se relaciona.


1 - Diálogo
 Um diálogo respeitoso e com muito amor pode transformar nosso dia a dia. “O espírito de amor que reina numa família guia tanto a mãe quanto o filho nos seus diálogos, nos quais se ensina e aprende, se corrige e valoriza o que é bom.”
2 - Não dormir sem se reconciliar
 Pequenas palavras e simples gestos no dia a dia ensinam muito. “Não acabeis o dia sem fazer as pazes. A paz se faz, de novo, a cada dia em família. Um ‘desculpe-me’ e assim se recomeça. ‘Com licença’, ‘obrigado’ e ‘desculpe-me’! Pratiquemos essas três palavras em família, perdoando-se a cada dia!”
3 - Manifestar o afeto
 Um abraço pode ser a melhor resposta quando as palavras não podem chegar. A comunicação não se dá apenas por meio de palavras, mas também através de gestos de amor. “A família é o lugar onde nós recebemos o nome, é o lugar dos afetos, o espaço de intimidade onde se aprende a arte do diálogo e da comunicação interpessoal.”
 O próprio Jesus pediu que rezássemos em conjunto garantindo que, tendo dois ou mais reunidos, Ele estaria lá. É também uma forma de colocar sua família sob a rocha. “Seria maravilhoso rezar juntos em família o terço. A oração faz com que a vida familiar se torne ainda mais sólida (...) Uma família iluminada pelo Evangelho é uma escola de vida cristã. Nela se aprendem fidelidade, paciência e sacrifício.”
5- Exemplo e testemunho
 A vida familiar é cheia de altos e baixos, de tropeços e acertos, mas, tendo a coragem e a humildade de sempre seguir em frente, é possível mostrar aos filhos a alegria de ter, e ser, família. “Por um ato de amor livre e fiel, os esposos cristãos testemunham que o Matrimônio, por ser sacramento, é a base onde se funda a família e faz mais sólida a união dos cônjuges e sua entrega recíproca”.




Fonte: FC edição 973 Janeiro 2017
Postado por: Família Cristã




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