Liturgia da Palavra

Data de publicação: 18/05/2018

Solenidade de Pentecostes
Ano B – 20 de maio de 2018


At 2,1-11–Todos ficaram plenos do Espírito Santo.

Sl 103 (104) – Senhor, meu Deus, és muito grande.

1Cor 12,3b-7.12-13 – A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum.

Jo 20,19-23 – Recebam o Espírito Santo.

Pentecostes, presença do Espírito Santo no mundo

1. Chegou o dia de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa.
Os judeus contavam sete semanas de sete dias depois da festa da Páscoa. No quinquagésimo dia celebravam a Festa das Semanas, quando se oferenda a Deus as primícias das colheitas. Naquele dia estavam em Jerusalém peregrinos judeus, e prosélitos, provenientes de muitos lugares de fora de Israel. Ainda hoje, nesse dia ou nas proximidades, um vento quente do deserto costuma passar pela cidade. Os beduínos o chamam de hamissim, que quer dizer cinquenta. De fato, um vento passou pela cidade naquele dia, mas não foi um simples vento. Foi o sopro saído da boca do Ressuscitado, quando soprou sobre os discípulos e lhes disse: “Recebam o Espírito Santo”. Eles estavam juntos no Cenáculo, ainda com medo dos judeus. O vento passou por fora, e por dentro apareceram línguas de fogo sobre a cabeça de cada um deles. Os fenômenos externos podiam não significar nada, ou muito pouco, não fosse a transformação operada naqueles homens e mulheres que recobraram a vida, encheram-se de força e saíram para fora, ao encontro da multidão. Anunciavam as maravilhas de Deus e todos os compreendiam, cada um em sua própria língua. Eles não falavam em línguas. Falavam sua própria língua e todos entendiam o que estavam dizendo, como se estivessem falando a língua de cada um. As línguas que se diversificaram na Torre de Babel aqui se uniram num só louvor a Deus. Mesmo sem sabermos exatamente quem é o Espírito Santo, podemos perceber os sinais de sua presença. O mesmo Espírito dado por Jesus na sua ressurreição manifestou-se em vento forte e línguas de fogo, transformando o medo dos discípulos em firmeza e alegria. Tudo o que se diz do Pai se diz igualmente do Filho e do Espírito Santo. Da mesma forma, tudo o que se diz do Filho ou do Espírito Santo, se diz das Três Pessoas Divinas. Quando um se revela, revelam-se os três. Cada um, porém, é uma pessoa distinta da outra e pode se revelar e se manifestar de modo próprio: o Pai é criador, o Filho é salvador e o Espírito Santo, santificador.
2. O Espírito Santo está presente em todo o universo. Ele distribui os seus dons, que são múltiplos e, na comunidade cristã, faz com que eles se tornem serviço consciente em benefício de toda a humanidade. A manifestação do Espírito é dada a cada um, em vista do bem de todos. O Espírito, que na Trindade é a relação de amor do Pai e do Filho, se manifesta em cada um de nós nos atos de amor eficaz que praticamos. O Espírito Santo é o amor personificado. Ele está em cada ser humano, e se deixa ver nos atos concretos de amor que são praticados. Nem todos têm consciência da realidade da presença de Deus em suas vidas, mas os cristãos têm. Eles sabem, e agem em consequência. Eles sabem que Deus é amor e que o amor fraterno é o único mandamento deixado por Jesus a seus seguidores e que a vida cristã consiste em viver o amor prático. Diz a Carta aos Efésios que não devemos entristecer o Espírito. Sabemos que estamos entristecendo o Espírito quando entristecemos o nosso próximo.
3. Venha sobre nós o Espírito e nos dê seus sete dons. Que ele dobre em nós o que é duro e aqueça o que é frio. Que o calor do Espírito Santo aqueça todas as pessoas que se aproximarem de nós.


Leituras e Salmos (21 a 26 de maio)
2ªf.: Tg 3,13-18; Sl 18 (19B); Mc 9,14-29.
3ªf.: Tg 4,1-10; Sl 54 (55); Mc 9,30-37.
4ªf.: Tg 4,13-17; Sl 48 (49); Mc 9,38-40.
5ªf.: Tg 5,1-6; Sl 48 (49); Mc 9,41-50.
6ªf.: Tg 5,9-12; Sl 102 (103); Mc 10,1-12.
Sáb.: Tg 5,13-20; Sl 140 (141); Mc 10,13-16.




Fonte: FC edição 988, Abril de 2018
Postado por: Família Cristã




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