Amor que vem aos poucos

Data de publicação: 25/05/2018


Por, Pe. José Fernandes de Oliveira, scj

Um ser humano masculino de 23 anos conheceu um ser humano feminino de 21, passaram a se chamar de amigo e de amiga. À medida que foram se conhecendo melhor, passaram a se chamar de querido e de querida. E, em pouco tempo, já estavam se chamando de meu bem e meu amor, meu querido e minha querida. O namoro foi alimentado com expressões de carinho, respeito recíproco, muita sinceridade e transparência. Firmou-se, consolidou-se e transformou-se em noivado. O noivado foi se tornando o amor cada dia mais firme, autêntico e aqueles que iniciaram como amigo e amiga consolidaram os laços e se casaram.
 Aos 25 e 23, respectivamente, um homem jovem se entregou a uma mulher jovem. Ambos já não conseguem se imaginar um sem o outro. Passam pelas ruas da cidade numa moto, às vezes num carro. São felizes e testemunham essa felicidade na comunidade local. Algum tempo depois, ela, feliz da vida com um ventre crescendo, acolhe e cuida do seu bebê, do bebê fruto da união feliz de um homem e uma mulher. As amigas fazem parte dessa felicidade, fazem festa, criam laços de solidariedade e amizade; e os amigos aplaudem. Enfim, todos torcem para que o fruto do amor do dois nasça sadio e forte, porque muito amado e acolhido já é e certamente sempre será.
 Construíram uma casa que chamam de “nossa casa, nosso lar, nosso recanto de amor e acolhida. Ali passam seus momentos de ternura, de abraços carinhosos, fazendo projetos para o futuro e imaginando como será o seu lar com uma, duas, três ou mais crianças que completarão esse amor e família.                   
São totalmente um do outro e já ensaiam serem totalmente da criança que virá. Atribuem o seu amor a Deus que os fez se conhecerem e, com muita humildade, pedem ajuda para que um jamais decepcione o outro. É bom demais o que eles estão vivendo. As pequenas diferenças são solucionadas com um abraço, um beijo bem dado. Perdoam-se logo, cheios de amor pedindo desculpas; um querendo ajudar o outro a melhorar no que deve e podem melhorar. Sem ela, não dá para viver. Sem ele, a vida não será a mesma.
    
Dom e graça de Deus – Não há orgulho, porque ambos admitem que, apesar do grande amor que sentem, ainda continuam limitados, mas entendem que o amor que sentem foi e sempre será dom e graça de Deus. Moram juntos, dormem juntos, sonham juntos, choram juntos, saem juntos e, quando estão longe, telefonam-se, porque ambos agora a razão da vida um do outro.
Seus pais, encantados dizem: “Minha filha encontrou um bom rapaz, nosso filho encontrou uma boa moça. Fizeram um lar bonito, fizeram um bom matrimônio abençoado por Deus”. Como esse casamento, há milhões, mas a mídia não os coloca em suas pautas, nem sempre são divulgados. Uma história assim não dá uma boa novela, nem boa manchete!
Mas querem saber uma coisa?
Acho que isso é que ainda segura este país, atualmente tão carente de testemunho de casais felizes, que se amam, que constroem seu recanto de amor, sua família, que sabem ser diferentes, mas se complementam um ao outro, se perdoam, se compreendem. Ela é segurança para ele, e ele é segurança para ela. E ambos são felizes!

“Minha filha encontrou um bom rapaz, nosso filho encontrou uma boa moça. Fizeram um lar bonito, fizeram um bom matrimônio abençoado por Deus”
 





Fonte: FC edição 973 Janeiro 2017
Postado por: Família Cristã




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