Liturgia da Palavra

Data de publicação: 06/07/2018

14º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 8 de julho de 2018

Um profeta esteve entre nós

Ez 2,2-5 – Um dia saberão que um profeta esteve entre eles.
Sl 122 (123) – Tende piedade, ó Senhor, pois é demais tanto desprezo.
2Cor 12,7-10 – Basta-te  minha graça, a força se manifesta na fraqueza.
Mc 6,1-6 – Um profeta só não é estimado em sua pátria.

1. “Jesus foi a Nazaré, sua terra.” Por que “sua terra”? Porque lá Ele viveu, cresceu, se desenvolveu. Viveu 30 anos como simples cidadão do mundo. Vivendo em Nazaré, Jesus santificou a vida simples de cada dia. Nazaré se tornou um ponto de referência para todos os que querem seguir Jesus. “E seus discípulos o acompanharam.” Os discípulos se mostraram verdadeiros discípulos, porque o discípulo segue o mestre. Onde Jesus está, eles também estão. No Sábado, ele ensina na sinagoga. Jesus é um bom judeu, pratica a religião do seu povo, participa da oração na sinagoga. E ensina. Qualquer um podia se levantar e fazer o comentário da leitura profética depois da leitura do Pentateuco. Jesus não perde a ocasião para ensinar. Ele é mestre, ele ensina. As pessoas precisam adquirir conhecimentos e ser instruídas para poderem tomar decisões acertadas e não serem enganadas por ninguém.     Jesus ensinava bem, não só com autoridade, mas também com sabedoria, e fazia milagres. O povo de Nazaré conhecia Jesus e sua família e se admirava do que ouvia e do que via. Curiosamente, os moradores de Nazaré não se orgulharam por terem um compatriota como Jesus. Ao contrário, diz o Evangelho, ficaram escandalizados. Afinal, Jesus era um carpinteiro, era um morador do lugar como todos eles. Como podia ter tanta sabedoria? Jesus então lhes disse que um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família. Os nazarenos ouviram a pregação de Jesus, sabiam de seus milagres, mas o rejeitaram. O pior cego é aquele que não quer ver, o pior surdo é aquele que não quer ouvir. Jesus se admirou com a falta de fé deles, mas assim mesmo curou alguns doentes. Não desanimou nem desistiu diante da rejeição dos nazarenos. Saiu de Nazaré e começou a percorrer os povoados vizinhos, sempre ensinando.
2. “Um dia todos saberão que entre eles esteve um profeta.” Assim disse Deus ao profeta Ezequiel, que exerceu uma missão difícil no meio de um povo de cabeça dura e coração de pedra. “Quer te escutem, quer não, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta.” O povo que rejeitou o profeta um dia se dará conta do que aconteceu, não só da rejeição, mas também se dará conta da fidelidade de Deus. Mesmo sendo um povo rebelde, Deus não o abandonou. Marcou presença por meio de Ezequiel, seu profeta.
3. A rejeição, seja ela qual for e venha de onde vier, é dura de ser suportada. Mais ainda quando ela vem de onde não se espera. Com o Salmista, porém, levantamos os olhos para aquele que habita nos altos céus e mantemos fixo o olhar até que tenha piedade de nós. Olhamos firmes para Deus e não desviamos o olhar lhe dizendo com verdade e humildade “que é demais esse desprezo, que estamos fartos do sarcasmo dos soberbos”.
4. Todos nós podemos ter atitudes de rejeição em relação aos outros. Até mesmo nosso esforço para viver bem a fé cristã que recebemos pode se tornar fonte de soberba e superioridade. Somos observantes. Não somos como os relaxados, não praticantes e pecadores! São Paulo vê em suas fraquezas uma graça de Deus para não cair na soberba. Fraquezas, angústias, perseguições, injúrias, tudo é ocasião para que ele se sinta mais forte. “Quando me sinto fraco, é então que sou forte.”

Leituras e Salmos (9 a 14 de julho)
2ªf.: Os 2,16.17b-18.21-22; Sl 144 (145); Mt 9,18-26.
3ªf.: Os 8,4-7.11-13; Sl 113B (115); Mt 9,32-38.
4ªf.: Os 10,1-3.7-8.12; Sl 104 (105); Mt 10,1-7.
5ªf.: Os 11,1-4.8c-9; Sl 79 (80); Mt 10,7-15.
6ªf.: Os 14,2-10; Sl 50 (51); Mt 10,16-23.
Sáb.: Is 6,1-8; Sl 92 (93); Mt 10,24-33.




Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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