Liturgia da Palavra

Data de publicação: 20/07/2018

16º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 22 de julho de 2018

Ovelhas sem pastor
Jr 23,1-6 – Suscitarei novos pastores, que apascentem as minhas ovelhas.
Sl 22 (23) – O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
Ef 2,13-18 – Em sua carne, ele destruiu o muro de separação: a inimizade.
Mc 6,30-34 – Jesus teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor.
1. Deus chamou os profetas, Ezequiel, Amós e todos os outros, e eles foram. Jesus enviou os apóstolos, e eles partiram. Realizaram sua missão com alegria e muitas dificuldades, sem desanimarem. Mostraram a todos o rosto bonito de Deus, o rosto do Bom Pastor, sempre presente junto de suas ovelhas. Os apóstolos voltaram da missão, e Jesus os levou a um lugar tranquilo para que descansassem. “Descansem um pouco”, disse a eles. Jesus tem coração, tem sensibilidade, percebe o outro e suas necessidades. Isso deveria ser comum entre todas as pessoas, mas não é. Deveria ser comum entre todos os cristãos, mas não é. Deveria ser comum entre todos os eclesiásticos, e também não é. Temos, porém, a garantia de que Jesus é o Bom Pastor. Jesus quis levar os apóstolos para um lugar deserto, mas muita gente foi até lá para encontrá-los. “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor.” Por que Jesus teve essa impressão de que eram como ovelhas sem pastor? Não foi só uma impressão. Jesus viu que estavam abandonados, que não tinham a quem recorrer, que os governantes não cuidavam do povo, que, por isso, corria atrás de Jesus. Por que entre nós tanta gente vai a Igrejas para pedir milagres? Não será também porque as instituições públicas não funcionam? Não será por falta de responsabilidade e de honestidade de quem é pago para cuidar dos interesses sociais? Jesus não acha normal que as pessoas o procurem para resolver seus problemas. Há sem dúvida situações que precisam da intervenção direta de Deus para serem resolvidas. O normal, no entanto, é que a inteligência aplicada para o bem comum e uma dose de solidariedade fraterna resolvam os problemas da vida humana.
2. O profeta Jeremias chama as autoridades públicas de seu tempo de pastores. Ele sabe que nem todas são na verdade bons pastores, mas não passarão ilesas pelo julgamento de Deus, que fará surgir novos pastores. Nascerá um novo rei, descendente de Davi. Ele será sábio e fará valer a justiça e a retidão na Terra. É a promessa do rei Messias, que será chamado de Senhor, nossa justiça.
3. O mundo sofre com as divisões que distanciam as pessoas. Há muros de pedra que separam os povos e há muros sociais que distanciam uns dos outros. As rendas de uma nação se concentram nas mãos de poucos, enquanto muitos passam necessidade. Na Carta aos Efésios, São Paulo olha para Jesus e afirma: “Ele é a nossa paz”. Ele aproxima os povos e destrói os muros de separação. Ele aceita sacrificar-se para matar em si mesmo a inimizade. Ele não mata o inimigo. Ele mata a inimizade. Na cruz, seus braços se abrem para acolher a humanidade. Ninguém é excluído. É o que Ele espera dos pastores, dos profetas, dos apóstolos. Sua comunidade será modelo de compreensão e de superação de todo tipo de dominação e de exclusão. Cristãos de nome serão os que tiverem título de pastores e se mostrarem incapazes de aproximar os corações. Cristãos de nome serão as autoridades que não sabem se mover a não ser com mandamentos e decretos. Jesus os aboliu para criar em si mesmo um homem novo na paz.
4. O Senhor é meu pastor. Se eu olhar bem, verei que não me falta coisa alguma, mesmo quando caminho em um vale tenebroso.

Leituras e Salmos (23 a 28 de julho)
2ªf.: Mq 6,1-4.6-8; Sl 49 (50); Mt 12,38-42.
3ªf.: Mq 7,14-15.18-20; Sl 84 (85); Mt 12,46-50.
4ªf.: 2Cor 4,7-15; Sl 125 (126); Mt 20,20-28.
5ªf.: Eclo 44,1.10-15; Sl 131 (132); Mt 13,16-17.
6ªf.: Jr 3,14-17; Cânt.: Jr 31,10-13; Mt 13,18-23.
Sáb.: Jr 7,1-11; Sl 83 (84); Mt 13,24-30.




Fonte: Fc edição 990, Junho de 2018
Postado por: Família Cristã




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