Liturgia da Palavra

Data de publicação: 27/07/2018

17º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 29 de julho de 2018

O Profeta como Moisés

2Rs 4,42-44 – Distribuíram e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor.
Sl (145) – Vós lhes dais o alimento no tempo certo.
Ef 4,1-6 – Caminhem de acordo com a vocação que receberam.
Jo 6,1-15 – Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo.

1. A vocação profética se realiza na pessoa de Jesus. Ele será rejeitado e ao mesmo tempo será o sinal da presença amorosa do Pai junto a todas as suas criaturas. A multiplicação dos pães e dos peixes foi um sinal indicativo da atenção de Deus para com suas criaturas. Os sinais feitos por Jesus revelam a vontade do Pai, a pessoa de Jesus e o que os discípulos devem fazer no meio do mundo. As atitudes de Jesus revelam a ternura do Pai e ensinam os discípulos a manifestar a mesma ternura para com todos, sobretudo os necessitados. Jesus se preocupou com a multidão que estava em volta dele e precisava se alimentar. Alguém poderia dizer que não era problema dele. Vieram atrás de Jesus para ouvi-lo e para serem curados. Que voltassem para casa e procurassem alimento, se tinham fome. Jesus não pensou assim. Envolveu os discípulos na questão, levando-os a procurar uma solução prática. Pergunta a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que possam comer?”. Por que Jesus e os apóstolos teriam que comprar pão para alimentar toda aquela gente? Após colocada a questão foi colocada e o resultado foi o de que todos comeram do pão e do peixe multiplicados e ficaram satisfeitos. Escreve então o evangelista que, “vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamaram: Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Quem é esse Profeta que o povo esperava que viesse ao mundo? É aquele anunciado no Deuteronômio 15, o profeta semelhante a Moisés, que Deus faria surgir um dia no meio do povo. De fato, Jesus é o profeta por excelência, não apenas semelhante, mas até superior a Moisés. Ele realiza toda a vocação libertadora de Moisés e de todos os profetas.
2. O Livro dos Reis conta uma história parecida com esta da multiplicação dos pães. O profeta Eliseu recebeu de alguém vinte pães e mandou que fossem distribuídos a cem pessoas que lá estavam. “Dá ao povo para que coma”, disse o profeta, “pois assim, diz o Senhor: comerão e ainda sobrará”. E sobrou. Na última Guerra Mundial, um jovem padre da Diocese de Luca, na Itália, foi fuzilado pelos nazistas por ter socorrido judeus e refugiados. Antes da execução, ficou três dias e três noites numa prisão escura, sem água e sem alimento. Uma religiosa conseguiu levar até ele um pouco de pão. O padre disse à irmã: “Dê a quem tem fome porque daqui a pouco comerei o pão do céu”. Esta é a nossa Eucaristia: o pão da terra e o pão do céu, um só e mesmo pão que alimenta o ser humano e lhe dá vida em abundância.
3. Paulo também esteve várias vezes preso e acabou executado pelos romanos. Na Carta aos Efésios, escrita numa de suas prisões, ele exorta os cristãos a caminharem de acordo com a vocação que receberam. “Suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor”, diz o texto. Suportar significa dar suporte, dar apoio. Paciência significa sofrer o tempo de espera. Tudo isso com amor. Conta o irmãozinho Arturo Paoli, já falecido, que no dia de sua primeira comunhão, sua mãe o pegou pela mão e lhe disse: “Agora vamos completar a Eucaristia”, e o levou a uma casa de idosos, onde ela mesma trabalhava como voluntária. Lá ele viu como lavavam e alimentavam os idosos, como cuidavam deles. Ao sair, a mãe lhe disse: “Completamos a Eucaristia”.

Leituras e Salmos (30 de julho a 4 de agosto)
2ªf.: Jr 13,1-11; Cânt. Dt 32,18-21; Mt 13,31-35.
3ªf.: Jr 14,17-22; Sl 78 (79); Mt 13,36-43.
4ªf.: Jr 15,10.16-21; Sl 58 (59); Mt 13,44-46.
5ªf.: Jr 18,1-6; Sl 145 (146); Mt 13,47-53.
6ªf.: Jr 26,1-9; Sl 68 (69); Mt 13,54-58.
Sáb.: Jr 26,11-16.24; Sl 68 (69); Mt 14,1-12.




Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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