Liturgia da Palavra

Data de publicação: 01/08/2018

18º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 05 de agosto de 2018

Ex 16,2-4.12-15 – Farei chover do céu pão para vós o pão do céu.
Sl 77 (78) – Comeram o pão do céu e o pão dos anjos.
Ef 4,17.20-24 – Homem novo em verdadeira justiça e santidade.
Jo 6,24-35 – Eu sou o Pão da Vida.

Alimento novo para uma vida nova

1. O povo de Deus sai do Egito, atravessa o deserto rumo à Terra Prometida, mas a travessia é difícil. Há reclamações, murmurações, críticas, todas até compreensíveis. Era melhor morrer no Egito bem alimentado do que no deserto com fome! No Egito, eram escravos, mas tinham alimento com fartura. Aqui são livres e falta tudo. Morreriam pela mão do Senhor, tanto lá como aqui. “Moisés precisava dar-lhes primeiro o gosto pela liberdade para então começarem a sentir a amargura da escravidão”, assim está escrito em alguns rituais da Páscoa judaica. Sem esperança de liberdade, o povo não ia despertar para a amargura da servidão. O Senhor mesmo toma a iniciativa de falar com Moisés e lhe diz que ouviu as murmurações dos filhos de Israel. Fez então cair o maná, um alimento em forma de grãos, e fez surgir um bando de codornizes sobre o acampamento. Assim o povo ficou sabendo que o Senhor é o seu Deus. Como prova de obediência, Deus determinou que só recolhessem do maná a porção de cada dia.
2. No Sermão do Pão, que lemos no capítulo sexto de São João, o povo procura Jesus para ter o que comer. Depois da multiplicação dos pães e dos peixes, dirigiu-se com os discípulos para Cafarnaum. Muitas pessoas foram atrás de Jesus, e Ele lhes disse: “Vocês me procuram por causa do pão que comeram, não porque viram e compreenderam o sinal”. Sinal para o povo tinha sido o maná no deserto, que era o alimento de cada dia. O povo não estava errado, e Jesus sabia que as pessoas precisam comer, por isso tinha multiplicado os pães e os peixes. No entanto, Jesus quer que elas percebam o sinal. O sinal indica alguma coisa, e aqui está indicando quem é a pessoa de Jesus. Jesus é o verdadeiro pão que desce do céu e dá vida ao mundo. Ele é o Pão da Vida. Ele mesmo nos diz: “Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. O que significam essas palavras na prática da nossa vida de cada dia? Como podemos realizar as obras de Deus? O Evangelho responde: “Acreditando naquele que o Pai enviou”.
3. O salmista chama o alimento que o povo comeu no deserto de “pão do céu” e “pão dos anjos”. Na realidade era o alimento necessário ao corpo e que possibilitou aos hebreus chegarem à Terra Prometida, ao monte que o braço do Senhor conquistou. Jesus, no Sermão do Pão, descortina um horizonte novo diante de nossos olhos. É preciso ir além do alimento material, o que significa ir além do mundo material. Descobrir, ao comer o pão de cada dia, a nova dimensão que ele contém.
4. A Carta aos Efésios nos convida a “não continuar vivendo como os pagãos, que têm a mente vazia”, mas deixar o antigo comportamento, no qual as paixões enganadoras corrompem o ser humano. Querer rejuvenescer a mente pelo Espírito e começar uma vida nova na justiça e santidade da verdade. Alimentar-se do pão que é Jesus nos coloca na realidade de cada dia de cabeça erguida, olhando para o alto. Jesus, que não vemos, se torna sempre mais o amigo que não nos falta, com quem nos sentimos bem e com quem queremos estar. No pão material, a amizade terrena; no Pão do Céu, a unidade de vida com Jesus. O pão material fortifica o corpo; o pão da vida, que é Jesus, faz viver a vida nova na justiça e santidade da verdade.



Leituras e Salmos (6 a 11 de agosto)
2ªf.: Dn 7,9-10.13-14; Sl 96 (97); Mc 9,2-10.
3ªf.: Jr 30,1-2.12-15.18-22; Sl 101 (102); Mt 14,22-36.
4ªf.: Jr 31,1-7; Cânt.: Jr 31,10.11-13; Mt 15,21-28.
5ªf.: Jr 31,31-34; Sl 50 (51); Mt 16,13-23.
6ªf.: 2Cor 9,6-10; Sl 111 (112); Jo 12,24-26.
Sáb.: Hab 1,12–2,4; Sl 9; Mt 17,14-20.




Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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