Liturgia da Palavra

Data de publicação: 10/08/2018

19º Domingo do Tempo Comum
Ano B –12 de agosto de 2018

1Rs 19,4-8 – Levanta-te e come que o caminho é longo.
Sl 33 (34) – Provai e vede quão suave é o Senhor.
Ef 4,30 – 5,2 – Não entristecer o Espírito.
Jo 6,41-51 – Quem comer deste Pão viverá eternamente.

Alimento novo para a caminhada

1. O povo raciocina a partir do seu meio ambiente e de sua experiência de vida. Sabia o que era se alimentar e sabia também o que era comer carne de animais sacrificados tanto no Templo de Jerusalém quanto nos templos dos pagãos. Não entendia, porém, quando Jesus dizia que Ele era o pão vivo descido do céu e que esse pão é a sua carne dada para a vida do mundo. Eles sabiam quem era Jesus, conheciam sua família. Como então podia Ele dizer que tinha descido do céu? O povo não estava errado em seus questionamentos, e Jesus estava certo no que dizia ao povo. Hoje podemos entender que Jesus entregou a sua vida em sacrifício pela humanidade, para que todos tenham vida e vida em abundância. Quem comia a carne do animal sacrificado no Templo participava do sacrifício. Comer a carne de Cristo significa em primeiro lugar se unir a Ele e com Ele oferecer a própria vida em sacrifício. “Completar o que falta em nós da Paixão de Jesus Cristo.”
2. O Livro dos Reis nos conta a história do profeta Elias, desfalecido no deserto, que ouviu o anjo dizer-lhe: “Levanta-te e come, que o caminho é longo”. O anjo lhe ofereceu um pão e um jarro de água. Assim alimentado, Elias caminhou quarenta dias e quarenta noites até chegar ao Horeb, o monte de Deus. Essa leitura nos faz pensar nas palavras de Jesus: “Quem comer deste pão – que é Ele mesmo – viverá eternamente. Jesus é o alimento que nos dá força para caminhar até o monte de Deus, até onde Deus quiser! No dia 5 de maio último fez um ano do falecimento da irmã Miria Kolling. Ela nos deixou este canto que nos ajuda a meditar em companhia de Elias e de Jesus. “Quando te domina o cansaço e já não puderes dar um passo, quando o bem ao mal ceder, e tua vida não quiser ver um novo amanhecer: Levanta-te e come! Que o caminho é longo! Eu sou teu alimento, ó caminheiro! Eu sou o pão da vida verdadeiro! Te faço caminhar, vale e monte atravessar, pela Eucaristia! Quando te perderes no deserto e a morte então sentires perto, sem mais forças pra subir, sem coragem de assumir o que Deus de ti pedir. Quando a dor, o medo, a incerteza, tentam apagar tua chama acesa e tirar do coração a alegria e a paixão de lutar não ser em vão. Quando não achares o caminho, triste e abatido, vais sozinho, o olhar sem brilho e luz, sob o peso de tua cruz, que a lugar nenhum conduz: Levanta-te e come! Que o caminho é longo!”. Parece que não estamos indo para lugar nenhum. Na realidade, estamos nos aproximando do monte de Deus, o Horeb.
3. O pão e o vinho se tornam Eucaristia, o corpo e o sangue, “pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo”. A presença eucarística não é física, é sacramental e real. É obra do Espírito, o mesmo que deu início à encarnação do Verbo no seio de Maria. Quando recebemos a comunhão, o Espírito deve se manifestar numa explosão de amor. Estará entristecido se não encontrar canais de manifestação em nós. Não entristeçam, portanto, o Espírito Santo. Quem recebe a comunhão está marcado com um selo para o dia da libertação. Nele e nela não há amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, qualquer tipo de maldade. Quem participa no altar do corpo e do sangue de Cristo Jesus é bondoso, compassivo e sabe perdoar.




Leituras e Salmos (13 a 18 de agosto)

2ªf.: Ez 1,2-5.24-28c; Sl 148; Mt 17,22-27.
3ªf.: Ez 2,8–3,4; Sl 118 (119); Mt 18,1-5.10.12-14.
4ªf.: Ez 9,1-7;10,18-22; Sl 112 (113); Mt 18,15-20.
5ªf.: Ez 12,1-12; Sl 77 (78); Mt 18,21–19,1.
6ªf.: Ez 16,1-15.60.63; Cânt:. Is 12,2-6; Mt 19,3-12.
Sáb.: Ez 18,1-10.13b.30-32; Sl 50 (51); Mt 19,13-15.





Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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