O que desejam as pessoas

Data de publicação: 20/09/2018


A revista The Economist, de abril de 2017, em parceria com a Foundation The Henry J. Kaiser Family, publicou um relatório intitulado: Visões e experiências com cuidados médicos de final de vida no Japão, Itália, Estados Unidos e Brasil. Destacam-se alguns dados essenciais, elegendo cinco questões emblemáticas:

Em se tratando de assistência e cuidados, o que você considera mais importante no final de sua própria vida?  As respostas foram: a) prolongar a vida o maior tempo possível: Japão, 9%; EUA,19%; Itália, 13%, Brasil, 50%; b) auxiliar as pessoas a morrerem sem dor: Japão, 82%; EUA, 71%; Itália, 68% e Brasil, 42%. Dado marcante observado no Brasil foi que 50% dos entrevistados defenderem o prolongamento da vida pelo maior tempo possível. 

Ao pensar em sua própria morte, o que considera ser de extrema importância?
As escolhas foram: a) não deixar a família em dificuldades financeiras: 59%, no Japão; e 54%, nos EUA; b) estar em paz espiritualmente, 40%, no Brasil; e c) ter a companhia de pessoas queridas por ocasião do processo de morrer, 34%, na Itália. Aqui merece destaque a afirmação “estar em paz espiritualmente”, atribuída à grande maioria dos brasileiros entrevistados.

Sobre o prolongamento da vida no maior tempo possível: Segundo dados da pesquisa, 50% dos brasileiros, quando estimulados a opinarem sobre o final de suas próprias vidas, manifestaram de maneira enfática o desejo de permanecer internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto nos Estados Unidos, na Itália e no Japão, as taxas foram inferiores, entre 9% e 19%, prevalecendo a escolha por cuidados paliativos e uma morte sem dor e sofrimento. Cabe informar que diante dessa diferença os dados colhidos com entrevistados brasileiros consideraram os diferentes níveis de escolaridade: 51% daqueles com educação elementar manifestaram-se favoravelmente ao prolongamento da vida e permanência na UTI, enquanto 53% dos portadores de nível secundário tiveram a mesma opinião e apenas 35% dos portadores de nível de ensino superior acolheram a tese do prolongamento indiscriminado da vida biológica.

Morrer com menos dor, desconforto e sofrimento: Considerando conjuntamente todos os demais países estudados, a aprovação da medida foi acolhida por 41% das pessoas com educação elementar; 40% daquelas com ensino secundário; e 58% das portadoras de formação universitária.  Em síntese, ao se tratar de doenças graves e incuráveis, a maioria dos entrevistados, tanto no Japão, quanto na Itália e nos EUA, optou por receber cuidados que reduzissem a dor e que permitissem a companhia de familiares nos momentos próximos ao final da vida, em detrimento de procedimentos que proporcionassem o prolongamento artificial da vida.

Quem deveria decidir sobre o tratamento médico a ser adotado em pacientes no final da vida: Na média geral dos países, 57% consideraram ser esta uma decisão de competência exclusiva dos pacientes e seus familiares, enquanto 40% optaram pelas condutas definidas pelos médicos e 2% não souberam responder. Destacamos a prevalência marcante da religiosidade entre os brasileiros, condição expressa no índice de 40% dos que consideraram “extremamente importante”, nesse momento da finitude da vida, “estar em paz espiritualmente”. Oito em cada dez brasileiros participantes da pesquisa (83%) evidenciaram a importância que devotam às convicções religiosas e espirituais. 




Fonte: Fc edição 989, Maio de 2018
Postado por: Família Cristã




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