O criador dos Hobbits

Data de publicação: 08/11/2018


Por, Josiane Moreira, fsp                           
Tolkien, criador das Terras Médias e dos Hobbits
   

A trilogia de O Senhor dos Anéis rendeu 17 Óscars, e pelo mesmo autor, dois filmes inspirados em O Hobbit


Ele criou um universo de fantasia que encanta até hoje. John Ronald Reuel Tolkien, conhecido internacionalmente por J. R. R. Tolkien, nasceu em Bloemfontein, África do Sul, em 3 de janeiro de 1892, mas foi naturalizado britânico, pois aos três anos de idade, com a sua mãe e irmão, passou a viver na Inglaterra, terra natal de seus pais. Premiado escritor, professor universitário em Oxford, filólogo, recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège (Bélgica) e em Dublin (Irlanda), além de ser nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico pela rainha Elisabeth II.
Tolkien cresceu ouvindo e lendo contos de fada em latim e grego, era fascinado por idiomas antigos e modernos, falava mais de 15. A formação como filólogo influenciou na criação de novas línguas. O finlandês e o galês, por exemplo, foram base para a criação dos idiomas élficos quenya e sindarin, línguas artificiais fictícias faladas pelos personagens em algumas de suas obras.
O célebre linguista lutou na Primeira Guerra Mundial e, logo depois, de volta para casa, começou a escrever os seus primeiros rascunhos. Mesmo precedido de outros grandes escritores de fantasia e ficção, tais como Júlio Verne, William Morris..., devido à grande popularidade de seu trabalho, ficou conhecido como o Pai da Literatura Fantástica Moderna.
Casado com Edith Bratt, o casal teve quatro filhos. Pai dedicado, aventurou-se também pela literatura infantil. Essa caraterística evidencia-se em seus livros que foram escritos, quase sempre, para seus filhos, como Roverandom, escrito quando um deles perdeu um cachorrinho de estimação, e outros como Sobre Histórias de Fadas e Mestre Gil de Ham, histórias infantis para divertir os filhos.


Principais obras e influência – “Em um buraco no chão vivia um Hobbit”. A ideia de seu primeiro grande sucesso, O Hobbit, surgiu mais ou menos assim, isso em 1928, ele mesmo conta: “Um dos alunos deixou uma das páginas em branco, possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador, e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit, não sabia e não sei por quê”. Porém, os rascunhos ficaram guardados por alguns anos. Somente em 1937 foi publicada a primeira edição do livro. Obra em que Tolkien cria uma realidade à parte, a terra média, povoada por elfos, anões, homens, magos dentre outros. É até espantoso imaginar de onde esse autor tira inspiração para um universo tão complexo, encantador e cheio de vida. 
Com o sucesso de sua primeira obra, Tolkien é convidado a se aventurar com outras histórias, então nasce O Silmarillion, que, curiosamente, ele considerava sua principal obra, sua maior paixão, embora, hoje, não seja a mais conhecida. A esta sua obra predileta deve-se o fato de que, uma das personagens do livro, a Lúthien, é inspirada em sua esposa Edith, ela é a fonte da história que, mais tarde, em 1977, se tornou parte da obra.
E, enfim, dá início aquela que se tornaria uma das obras mais conhecidas do autor: O Senhor dos Anéis, sequência de O Hobbit.  A trilogia vendeu mais de 160 milhões de cópias em todo o mundo e é considerada uma das obras mais importantes do século.
O escritor C. S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia e grande amigo de Tolkien, foi o primeiro a ouvir sobre a incrível história de O Senhor dos anéis. Dessa amizade, nasceu pela inspiração dos dois autores o livro O Dom da Amizade. Além disso, as obras tolkienianas influenciaram J. K. Rowling a escrever os livros de Harry Potter, Frank Herbert, autor de Duna e Terry Pratchett com a fantasiosa A Cor da Magia.
O mundo artístico também foi muito influenciado por Tolkien. A música, a pintura, histórias em quadrinhos, desenhos animados, jogos de computador e até mesmo a internet, com websites dedicados à sua obra.  Mas foi em 2001, no cinema que, pelas mãos do diretor Peter Jackson, a história de Tolkien pôde ganhar o grande público. A trilogia de O Senhor dos Anéis rendeu 17 Óscars, e pelo mesmo autor dois filmes inspirados em O Hobbit.

Vida de fé – Talvez poucos conheçam a vida e a caminhada de fé do mestre da literatura. J. R. R. Tolkien, que foi um católico fervoroso. Ele mesmo disse em uma entrevista de 1971: “Sou um católico romano, um devoto católico”. Sua mãe se converteu ao catolicismo ainda quando o professor era criança.  Após a morte da mãe, Tolkien e seu irmão foram entregues aos cuidados do padre jesuíta Francis Xavier Morgan, que mais tarde o descreveu como um segundo pai, e aquele que lhe ensinara o significado da caridade e do perdão.
Em relação à sua vida de fé sob influência de sua mãe, ele mesmo diz: “Devo mormente ser grato por ter sido criado (desde que eu tinha oito anos) em uma fé que me nutriu e ensinou todo o pouco que sei; e isso devo à minha mãe”.
A atmosfera da vida de Tolkien foi, portanto, em um âmbito católico, embora tivesse amigos de várias vertentes religiosas, até mesmo ateus, como C. S. Lewis, e outros. Há várias cartas de Tolkien que mostram o quanto ele estudava as escrituras. Além disso, seu filho mais velho, John Tolkien, se tornou padre da Igreja Católica na Inglaterra.




Fonte: Fc edição 985, janeiro de 2018
Postado por: Família Cristã




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