Liturgia da Palavra

Data de publicação: 22/11/2018

34º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 25 de novembro de 2018

Cristo rei

Dn 7,13-14 - Seu poder é um poder eterno, que não lhe será tirado.
Sl 92 (93) – O Senhor é rei. De majestade se vestiu. Revestiu-se de poder e esplendor.
Ap 1,5-8 - Jesus nos ama e por seu sangue nos libertou de nossos pecados.
Jo 18,33b-37 – “Para isto nasci e para isto vim a mundo:  para dar testemunho da verdade.

1. Celebrando a festa de Cristo, Rei do Universo, chegamos ao fim do ano litúrgico. Damos a Cristo este título porque o vemos como o Absoluto de nossa vida. Ele é o princípio e o fim de tudo, nele nos movemos, existimos e somos. A Ele entregamos a nossa vida, embora nem sempre tenhamos sido verdadeiramente fiéis. Agora estamos diante dele, que se senta em seu trono de glória, para julgar os vivos e os mortos. Assim dizemos no Credo: “Está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos” No Evangelho, Jesus mesmo afirma diante de Pilatos que Ele é rei, mas não como os reis deste mundo. O seu reino não é daqui, diz Jesus. Ele disse uma vez aos apóstolos que “aqueles que vemos governar as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Entre vós não será assim”. Como será então? Jesus responde: “Aquele que dentre vós quiser ser grande seja o vosso servidor; e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós seja o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,44-45). Estamos então diante daquele que veio para prestar serviço, para nos ajudar e não para nos dominar e condenar. Podemos ter imensa confiança na compreensão e na bondade de Jesus que nos julga. Prudência e cautela devemos ter com aqueles que nos acusam. Na profecia de Zacarias se diz que o sumo sacerdote Josué estava diante do Anjo do Senhor, e à sua direita estava Satã, para acusá-lo (cf. Zc 3,1). No Apocalipse, realiza-se a realeza de Deus e de seu Cristo quando é expulso “o acusador de nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante de Deus” (Ap 12,10). Deus não é acusador nem atormentador. Ele nos dá tempo para uma verdadeira conversão.
2. O poder daquele que vem como um Filho de Homem é eterno e seu reino não lhe será tirado e não se dissolverá. Tentamos mudar e nos converter não por causa do medo das punições, e sim porque sabemos que Ele nos ama e que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados. Ofereceu-nos formar um reino de sacerdotes para Deus seu Pai.
3. Não afirmamos e professamos a realeza de Cristo para distanciá-lo do mundo em que vivemos como se o mundo fosse mau, nem para colocá-lo acima das pessoas que não o têm como Messias e Salvador por serem elas inferiores. É exatamente o contrário. Dizemos que Cristo é Rei do Universo porque queremos que o mundo seja regido por seus princípios e queremos ser os construtores de um mundo novo e melhor. Por outro lado, sabemos que sem Ele nada podemos fazer e que tudo podemos nele que nos dá força. Afirmamos então, para o alimento de nossas convicções, que Jesus de Nazaré não é apenas o Messias Salvador esperado pelo povo de Israel, mas é antes e sobretudo o Verbo de Deus encarnado, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Por Ele todas as coisas foram feitas. Sem querermos nos impor a ninguém, afirmamos que todas as nações, com suas ideologias e expressões de fé, estarão diante dele e não de outro para o julgamento final. Mas não estarão diante de um tirano. Estarão diante do Bom Pastor, que veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância.

Leituras e Salmos (26 de novembro a 1º de dezembro)
2ªf.: Ap 14,1-3.4b-5; Sl 23 (24); Lc 21,1-4.
3ªf.: Ap 14,14-19; Sl 95 (96); Lc 21,5-11.
4ªf.: Ap 15,1-4; Sl 97 (98); Lc 21,12-19.
5ªf.: Ap 18,1-2.21-23; 19,1-3.9a; Sl 99 (100); Lc 21,20-28.
6ªf.: Rm 10,9-18; Sl 18 (19); Mt 4,18-22.
Sáb.: Ap 22,1-7; Sl 94 (95); Lc 21,34-36.




Fonte: FC edição 994, outubro de 2018
Postado por: Família Cristã




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