Liturgia da Palavra

Data de publicação: 21/12/2018

4º Domingo do Advento
Ano C 23 de dezembro de 2018


Mq 5,1-4a – A mulher grávida vai dar à luz.
Sl 79 (80) – Voltai-vos para nós, Deus do universo.
Hb 10,5-10 – Tu me formaste um corpo.
Lc 1,39-45 – Bendita és tu entre as mulheres.

Bendito é fruto do teu ventre

1. A segunda parte do Advento é marcada pela presença de Maria. Olhando para trás, vemos o Anjo Gabriel anunciando que ela foi escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus. Ouvimos Maria dizendo “Sim, faça-se como você está dizendo”. Nós a vemos dando à luz o Menino e, com os Reis do Oriente, encontraremos o Menino com Maria, sua mãe.
2. O profeta Miqueias vê saindo da pequena Belém da Judeia um novo governante para o povo de Deus. Embora seja antiga a origem da dinastia do rei Davi, o povo está abandonado, inseguro e sem paz, mas até o tempo em que a mulher grávida der à luz. O profeta vê um momento em que uma parturiente estará dando à luz um filho. Então, seus irmãos dispersos se reunirão e estarão seguros. O filho que vai nascer governará com a força do Senhor e Ele mesmo será a paz.
3. Na Carta aos Hebreus, o Cristo é visto entrando no mundo com um corpo humano. Ele vem para fazer a vontade do Pai. Esta é a sua oferenda sacrifical, que substitui todas as outras. Somos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.
4. São Lucas nos conta que Maria foi às pressas às montanhas de Judá para ajudar Isabel que estava grávida de João Batista. Maria também estava grávida do Menino Jesus. O Anjo Gabriel a tinha saudado, dizendo: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo”. E agora ouvimos a saudação de Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Assim se completa a primeira parte da Ave-Maria. João Batista pula no ventre de Isabel, e a casa se enche de alegria.
5. Mãe é mãe. Costumamos dizer que são todas iguais, que só mudam de endereço, mas, na hora da precisão, gritamos por ela. “Mãe!” é a interjeição mais espontânea, que brota de nossos lábios, na hora do perigo. “Minha Nossa Senhora!” é também uma exclamação que ainda brota espontânea do coração do nosso povo. Ainda, porque, infelizmente há um fenômeno incompreensível de gente que diz que gosta do Filho, mas não gosta da Mãe. Talvez não seja bem verdade que não goste da Mãe, mas não aceita que ela seja homenageada, que se fale com ela, que se peça a sua ajuda. Nem por isso ela deixa de ser a Mãe de todos os seguidores de seu Filho Jesus. Veja o exemplo que ela nos dá indo às pressas ajudar sua prima Isabel, que era idosa e estava grávida. Por que o Evangelho diz que ela foi depressa? Porque o contrário seria ir devagar e não chegar nunca, ou ir devagar para que outro chegasse antes e fizesse o serviço. Dizem também que nas Bodas de Caná ela viu que não tinham mais vinho porque estava ajudando na cozinha. Pode ser, mas pode ser também que a sensibilidade do coração de Maria percebeu logo que os noivos estavam com algum problema. E o que ela fez? Falou com Jesus. Não era a hora de ele começar a fazer milagre, mas fez porque ela pediu. Peça à Mãe que o Filho atende.
6. Cantando o Salmo 79 (80), nós nos comprometemos a nunca mais deixar o Senhor Deus. Queremos nos converter com sinceridade e para isso pedimos que a luz da Face do Senhor nos ilumine. Que o Senhor apareça cheio de glória e esplendor e venha logo nos trazer a salvação. Sabemos que Ele já veio no Natal. Sabemos que Ele está vindo agora em nossa vida e que virá um dia em sua glória.

Leituras e Salmos (24 a 29 de dezembro)
2ªf.: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16; Sl 88 (89); Lc 1,67-79.
3ªf.: Is 9,1-6; Sl 95 (96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14.
4ªf.: At 6,8-10; 7,54-59; Sl 30 (31); Mt 10,17-22.
5ªf.: 1Jo 1,1-4; Sl 96 (97); Jo 20,2-8.
6ªf.: 1Jo 1,5–2,2; Sl 123 (124); Mt 2,13-18.
Sáb.: 1Jo 2,3-11; Sl 95 (96); Lc 2,22-35.




Fonte: Edição 995, Novembro de 2018
Postado por: Família Cristã




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