Música

Data de publicação: 31/01/2019

Música: boa influência

Além de estimular o convívio social, aprender música ajuda a desenvolver a fala, a autoestima e promove o desenvolvimento afetivo das crianças

Antes mesmo de nascer, o bebê já é capaz de ouvir. Ele ouve as batidas do coração da mãe e reconhece a voz dela. E mais: ele reage a esses estímulos virando a cabeça, chutando ou mexendo os braços. Com o passar do tempo, o bebê cresce, torna-se adulto e os sons continuam a provocar reações, agora mais sofisticadas: eles evocam pensamentos e memórias, comunicam e emocionam.
A música é uma linguagem universal e participou da história da humanidade desde as primeiras civilizações. As cantigas de ninar, as lendas, as canções de roda têm grande importância no desenvolvimento do ser humano, pois é por meio das interações que se estabelecem os repertórios que permitem à criança se comunicar pelos sons.
Mas qual é o papel da música no contexto da educação no Brasil? Todas as escolas públicas e privadas do País foram obrigadas a incluir o ensino de Música em suas grades curriculares da Educação Básica desde que a Lei nº 11.769/2008 entrou em vigor em 2012. O objetivo dessa obrigatoriedade não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos.
No Colégio Agostiniano São José, em São Paulo (SP), a proposta das aulas de Música dialoga com o conteúdo do material pedagógico. As aulas são concebidas e executadas privilegiando a interação entre alunos e também o relacionamento com o professor. “Aproveito o interesse das crianças pelos conteúdos multimídia e através do recurso da lousa eletrônica e utilizo-os como: disparadores pedagógicos, material integrante das atividades ou para conclusão e fixação dos conteúdos. Os temas são trabalhados através de jogos, brincadeiras ou experimentações. Após a conclusão de cada conteúdo, realizamos rodas de conversa, projetos de montagem, apresentação, registro sonoro ou filmagem, e alguns resultados são disponibilizados num portfólio on-line”, explica o professor Leandro Pacheco Silva.

Benefícios para o cérebro – Além de estimular o bom convívio social, aprender música ajuda a desenvolver a fala, a respiração, a autoestima e o cognitivo da criança, segundo pesquisas. “Há estudos recentes que mostram que a atividade cerebral de quem toca um instrumento se assemelha a fogos de artifício, pois todas as regiões do cérebro são trabalhadas, principalmente a visual, a motora e a auditiva. O cérebro faz conexões muito rápidas e que buscam novos caminhos que são a base do pensamento criativo. Portanto, aprender música dá um upgrade no nosso ‘neuro-computador’, deixando-o pronto para desenvolver todas as nossas melhores habilidades, as vezes ainda latentes”,  completa Leandro Pacheco.
Nas aulas de Musicalização da EMEF Jean Mermoz, em São Paulo, os alunos do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental aprendem figuras musicais, notas, ritmos e conhecem um pouco de cada instrumento, pois podem optar no 4º ano por fazerem parte da orquestra da escola. “As aulas de Música incentivam os alunos a permanecer mais tempo na escola, e as famílias passam a se envolver mais com as atividades escolares, uma vez que seus filhos agora são protagonistas de uma atividade que desenvolve sua autonomia e humanização. É notória a melhora no comportamento dos alunos em relação a seus compromissos e na sua postura como estudantes”, destaca o professor voluntário e ex-aluno da escola, Jemmeny Yuri.

Ensino de Música – A música cumpre um papel mediador das relações sociais e promove o desenvolvimento afetivo das crianças. A prática da música influencia de uma forma muito positiva o comportamento humano e colabora para um pleno desenvolvimento da criança, tornando-a um ser autônomo e tendo a capacidade de expressar sua vontade de forma mais segura e serena.
Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de Arte junto com outras disciplinas como Artes Plásticas e Artes Cênicas. A ideia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e, nela, ter entre os profissionais o professor de Música. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, só estão autorizados a lecionar na Educação Básica os professores com formação em nível superior, ou seja, profissionais que tenham cursado a licenciatura em universidade e institutos superiores de educação na área em que irão atuar.
Cada escola tem autonomia para decidir como incluir o conteúdo de Música de acordo com seu projeto pedagógico. O MEC (Ministério da Educação) recomenda que, além das noções básicas de Música, dos cantos cívicos nacionais e dos sons de instrumentos de orquestra, os alunos aprendam cantos, ritmos, danças e sons de instrumentos regionais e folclóricos para, assim, conhecer a diversidade cultural do Brasil.



Panorama do ensino de Música no Brasil



O ensino de Música nas escolas brasileiras iniciou-se no século 19. A aprendizagem era baseada nos elementos técnico-musicais e realizada, por exemplo, por meio do solfejo. No fim da década de 1930, no entanto, Antônio Sá Pereira e Liddy Chiaffarelli Mignone – educadores musicais brasileiros, criadores do Curso de Iniciação Musical do Conservatório Brasileiro de Música (RJ) – buscaram inovações.
Naquela época, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) ganhava destaque. Em 1927, três anos depois de conviver com o meio artístico parisiense, ele voltou ao País e apresentou, em São Paulo, um plano de educação musical. Em 1931, o maestro organizou uma concentração orfeônica chamada Exortação Cívica, com 12 mil vozes. Depois assumiu a direção da Superintendência de Educação Musical e Artística, quando a maioria de suas composições se voltou para a educação musical. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas tornou obrigatório o ensino de Canto nas escolas e criou o curso de Pedagogia de Música e Canto.
Em 1960, um projeto de Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro para a Universidade de Brasília (UnB) deu novo impulso ao ensino da Música, com a valorização da experimentação. Duas décadas depois, a criação da Associação Brasileira de Educação Musical (Abem) e da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (Abrace) contribuiu com a formação de professores no ensino das linguagens artísticas em várias universidades. No ensino de Música, a experiência direta e a criação são enfatizadas no processo pedagógico.
Na década de 1990, o ensino de Artes passou a contemplar as diferenças de raça, etnia, religião, classe social, gênero e o olhar mais sistemático sobre outras culturas. Atualmente, a aprendizagem musical deve fazer sentido para o aluno. O ensino deve se dar a partir do contexto musical e da região na qual a escola está situada. Assim, busca-se compreender o motivo da criação e do consumo das diferentes expressões musicais.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação (MEC).

 





Fonte: Revista FC - ed. 992 / Ago-18
Postado por: Família Cristã




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