Mesa da Palavra

Data de publicação: 12/04/2019

Domingo de Ramos e da Paixão
Ano C • 14 de abril de 2019

Obediente até a morte de cruz
Lc 19,28-40: Bendito o Rei, que vem em nome do Senhor.
Is 50,4-7: Não me deixei abater o ânimo.
Sl 22(21): Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
Fl 2,6-11: Deus o exaltou acima de tudo.
Lc 22,14–23,56 (23,1-49): Hoje estarás comigo no Paraíso.
1. Jesus se entregou para que o mundo fosse salvo. Salvo de quê? Certamente de si mesmo, porque somos todos pecadores e o mal habita em nós. Deus, que é Uno e Trino, vive a perfeição dos relacionamentos. Ele nos criou à sua imagem e semelhança esperando ver em nós a expressão, no tempo e no espaço, do amor que une o Pai e o Filho na mesma divindade. Para que isso seja real, o Filho, sem deixar a sua divindade, veio nos ensinar a viver a humanidade como foi idealizada pelo Pai no ato da criação. Para tanto, soprou sobre nós o sopro do amor, que dá qualidade aos nossos relacionamentos.
2. Jesus entra em Jerusalém, numa acolhida alegre e gloriosa, que rapidamente se converte em acusações, condenação e morte de cruz. Ele acata tudo isso e aceita que sua imagem crucificada perdure para sempre entre nós, para que, vendo-o na cruz, vejamos o que a maldade humana é capaz de fazer. É assim que nós nos tratamos uns aos outros. É desse modo de nos relacionarmos uns com os outros que devemos ser salvos. Olhamos para a cruz e nela vemos Jesus matando a inimizade e salvando o inimigo.
3. No deserto, quando alguém do povo era picado por serpentes venenosas, olhava para a Serpente de Bronze erguida por Moisés, a mando de Deus, e ficava curado. Agora, picados pelo veneno do mundo, olhamos para Jesus no alto da cruz e dele recebemos a força do Espírito Santo para sermos diferentes. Nossa tendência seria também soltar veneno sobre os outros, sobre os adversários, sobre quem nos contraria e nos aborrece. São Lucas nos conta que um dos malfeitores crucificados pediu que Jesus se lembrasse dele ao entrar no seu reinado. Jesus, com muito carinho, respondeu: “Hoje estarás comigo no paraíso”. Não estamos mais debaixo do poder do pecado e da morte. Não temos necessariamente que ser maus. Há outras possibilidades, há outros caminhos. Outros horizontes de alegria se descortinam a quem afirma que Jesus é o Senhor. Podemos ser diferentes e não devemos ter medo de sê-lo.
4. Professamos nossa fé no Senhor Jesus crucificado e ressuscitado. Ele morreu por nós e está vivo. Hoje celebramos sua paixão e morte. Domingo que vem celebraremos a sua ressureição. O Crucificado é o Cristo vitorioso. Professamos nossa fé e afirmamos nossa vontade e disposição de, como Jesus, sermos obedientes ao Pai até a morte de cruz. Nós nos entregamos confiantes nas mãos do Pai e dizemos de coração: “Seja feita a vossa vontade”. Reconhecendo nossa limitação e a fraqueza da nossa vontade, procuramos os meios que nos ajudam a manter vivas a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade. Não queremos alimentar a maldade e perversão da geração na qual vivemos. Queremos, sim, brilhar como astros no mundo, sendo mensageiros da Palavra de vida, como escreve Paulo aos filipenses.
5. São Lucas personifica o perdão e mostra Jesus muito compreensivo com tudo e com todos. O ponto alto da compreensão e do perdão está no breve diálogo com o “bom ladrão”. “Hoje estarás comigo no paraíso.” Este “hoje” aparece com força e destaque no início do ministério de Jesus. Na sinagoga de Nazaré, lendo Isaías, Jesus disse ao povo que lá estava: “Hoje se cumpriu essa passagem da Escritura”. Hoje está sendo dada a Boa-Notícia a todo malfeitor convertido.
Leituras e Salmos (15 a 20 de abril)
2af.: Dn 13,1-9.15-17.19-30.33-62. Sl 22(23); Jo 8,12-20.
3af.: Nm 21,4-9; Sl 101(102); Jo 8,21-30.
4af.: Dn 3,14-20.24.49a.91-92.95; Cânt.: Dn 3,52–57; Jo 8,31-42.
5af.: Gn 17,3-9; Sl 104(105); Jo 8,51-59.
6af.: Jr 20,10-13; Sl 17(18); Jo 10,31-42.
Sáb.: Ez 37,21-28; Cânt.: Jr 31,10.11-12ab.13; Jo 11,45-56.





Fonte: Revista Família Cristã, edição 999, março de 2019
Postado por: Família Cristã




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