A presença nas redes

Data de publicação: 04/06/2020


Por: Joana Puntel, fsp
Crédito das fotos: Freepik.com





A quarentena deu-nos oportunidade de explorar o ambiente digital com grande ineditismo, levando-nos a novos comportamentos sociais, posições e posturas no uso das tecnologias digitais, mas também de estar nelas, de estabelecer relações, de obter conhecimento, de formação, de entretenimento (inauguram-se ou somam-se as lives!); incrementaram-se gestos de solidariedade, novas maneiras de trabalhar, seja em home office (trabalho remoto), seja na inovação de outras frentes de trabalho, de negócios on-line, aulas on-line... Muitas oportunidades e criatividade. Até shows, sem auditório, reunindo os maiores artistas do mundo, em solidariedade, por causa do coronavírus. Alguém teve criatividade, lançou a ideia, convocou, e muitíssimos aderiram e começaram a interagir. Interatividade! É a palavra-chave da cultura digital. Talvez pela primeira vez as pessoas tenham se dado conta de sua natureza inerente ao digital.

E aqui cabem as palavras do papa Bento XVI, que, referindo-se ao ambiente digital, na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações de 2013, disse: “O ambiente digital não é um mundo paralelo, mas faz parte da realidade cotidiana de muitas pessoas”.

A presença como pessoa – No cenário do ambiente digital, que se descortinou com força total, até mesmo assustadora, mas quase “indispensável”, pelos motivos já expostos, o comportamento na ambiência digital das pessoas “beirou” à necessidade de manter-se ocupado mais ainda, especialmente no isolamento social.

A escolha de sua “ocupação”, entretanto, só pertence a você, que pode dar qualidade a ela: o que você escolheu para ver, para interagir, para aprender, para se entreter? Talvez a sua relação tenha sido de muito tédio, mas também pode ter descoberto talentos de arte que desconhecia possuir. Talvez tenha despertado em você a solidariedade, o ir além da visibilidade centrada sempre no seu eu, como exibicionismo midiático, já que muitas ferramentas lhe oportunizam isso.

Estamos falando de seu “ser pessoa”, de sua presença no ambiente digital, de levar você à reflexão consciente sobre os critérios que o povoam, sobre o espaço necessário para o seu interior, que não é, necessariamente, retirar-se, ficar calado, mas sim estabelecer contato consigo mesmo, a partir do que a presença digital provocou-lhe. A questão não são as milhares de opções. A questão é a sua escolha. O que você vai fazer com as opções? A questão é aprender novas maneiras de ser e estar.

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Fonte: Revista Família Cristã, edição 1014, junho de 2020
Postado por: Família Cristã




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