Aids e comportamento

Data de publicação: 26/10/2012

Pe. Zezinho, scj

Aparentemente a urgência do prazer, da cama e da seringa acaba sendo mais importante do que a vida


Mulheres, crianças e adolescentes continuam sendo vítimas da Aids, os médicos chegam cada dia mais preocupados à conclusão de que a Aids só se cura com mudança de comportamento. Toxicômanos insistem em partilhar seringas, adolescentes insistem em confiar em parceiros que mal conhecem, esposas são infectadas por maridos infiéis.

O comportamento daquele taxista que abertamente admitia ir à prostituição duas vezes por semana revela esta faceta cruel do ser humano. Perguntado sobre a esposa, disse que não iria se segurar só por causa dela. Queria o seu prazer, já que ela estava velha e não lhe dava o que ele queria. Nenhum amor, nenhuma renúncia e, ainda por cima, a mentira que pode ser fatal. É equivalente a uma roleta-russa ou ao assassinato premeditado. Se ele morrer, morre ela. Ele morre se arriscando e ela, sem saber.

Muitos médicos são radicais. Advogam mais disciplina, mais renúncia, sexo fiel, e assim mesmo com os cuidados de quem confia desconfiando. Várias Igrejas são ainda mais radicais. Abstinência, cuidado permanente, camisinha sempre. E há os religiosos que nem camisinhas admitem. Aí complica, porque quando um dos membros do casal é fiel a Deus e à Igreja e por razão de fé não usa camisinha, mas o outro abusa dessa confiança e engana, a pessoa de fé corre o risco de morrer mártir. Não deixa de ser assassinato!

Assunto grave − Médicos, sacerdotes, psicólogos e assistentes sociais não encontram respostas. Passa pela renúncia. E há pessoas que não aceitam mudar, não mudam, insistem e quebram todas as regras de conduta. Para a Aids não existe nenhuma proteção senão a do indivíduo que cuida de si mesmo! A maioria não cuida.

A mudança de comportamento de quem está contaminado e de quem poderia se contaminar é o único jeito de controlar a Aids. Muitos drogados não aceitam, pessoas prostituídas nem sempre, seus “clientes” às vezes as forçam. E ainda existe a transfusão de sangue mal processado e mal controlado. O mundo não estava preparado para essa epidemia e continua não sabendo como impedir o seu avanço. Aparentemente a urgência do prazer, da cama e da seringa acaba sendo mais importante do que a vida!  O sexo agora pode matar. E é o que tem acontecido. 




Fonte: Família Cristã 923 - Nov/2012
Postado por: Administrador




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