Celebrando o Crisma

Data de publicação: 06/02/2013

Frei Luiz Turra


A celebração da Confirmação é um momento de chegada de um caminho percorrido de espera e preparação. Porém, quanto melhor vivido e celebrado, mais poderá tornar-se um ponto de partida decisivo para a vivência da fé dos participantes. O ambiente, as ações, os agentes, a consciência do significado dos símbolos e ritos, tudo pode contribuir para a dignidade do momento.

Acenamos para as diversas ajudas

Ministros e agentes − Todas as pessoas que exercem funções e ministérios na celebração de confirmação, são chamadas a convergir com sua mente, coração e vontade no dinamismo do Mistério da Trindade que nos envolve a transforma. Se não houver uma mística, a celebração não passa de um teatro mal encenado.
Quem preside a celebração:

Bispo − O Ministro próprio da Confirmação é o Bispo. É ele, como sinal de unidade da Igreja local, que relaciona o momento ao dia de Pentecostes, onde os Apóstolos receberam a efusão do Espírito Santo. Ali inaugura-se a missão da Igreja e revela-se sua unidade no amor.

Além do Bispo − Caso a Diocese não tenha Bispo no momento, cabe ao administrador apostólico. Por verdadeira necessidade e em momentos de urgência, o Bispo pode delegar a alguns presbíteros a possibilidade de presidir a Confirmação. Em caso de perigo de morte os Párocos ou Vigários poderão ministrar o sacramento da Crisma.

Agentes da ação litúrgica − O comentarista, com brevidade, com algumas munições oportunas e mistagógicas, poderá ajudar a tecer o todo da celebração. Os leitores, após terem lido e relido, meditado e internalizado proclamarão a Palavra de Deus para que esta, ressoe nos ouvidos e no coração de todos. O Ministério da música e do canto não pode se confundir com um serviço de animação, mas com uma ação integrada e integradora no todo do Mistério celebrado.

Ritos e símbolos − Só o ser humano é capaz de transformar um gesto em rito e um objeto em símbolo. Na Confirmação integram-se ritos, símbolos e palavras para efetivar o acontecer do Sacramento do melhor modo humano e cristão.


Renovar as promessas do Batismo
− Terminada a homilia entra-se no rito específico da Confirmação. Renovam-se as promessas do Batismo para indicar a unidade entre Batismo e Confirmação e professar a fé como condição para celebrar o sacramento.

Imposição das mãos − É um gesto Bíblico com muitos significados. No caso da Confirmação, o Bispo suplica ao Pai que derrame o Espírito Santo com seus dons para que os crismandos sejam configurados a Cristo.

Unção do Crisma − Com o sinal-da-cruz, o Bispo, ou outro Ministro autorizado unge a fronte do Confirmando ao dizer: “(Nome do crismando) recebe, por este sinal, o Espírito Santo, o dom de Deus. Com o sinal-da-cruz e a unção com óleo perfumado, a pessoa confirmada é declarada propriedade do Senhor para sua missão: dar testemunho da verdade e ser, pelo bom odor das boas obras, fermento de santidade no mundo (Cf. Ritual da Confirmação espanhol, n.33).

Saudação final − O celebre “tapinha” do Bispo ao crismado, não quer ser outra coisa, a não ser um gesto carinhoso acompanhado da saudação: “A paz esteja contigo!” Afetiva e efetivamente o Crismado se vê integrado na comunidade-Igreja. Responde ao Ministro: “E contigo também!”

O crisma − É o sinal mais importante da Confirmação. O crisma (mirão) é uma mistura de azeite de oliva e bálsamo, consagrado pelo Bispo na Quinta feira Santa. É símbolo da graça e seus efeitos positivos e agradáveis a Deus e à Igreja.

O espaço da celebração − Sabemos como o espaço e sua configuração pode influenciar para uma celebração condizente, ou pode favorecer a dispersão. Quando a Confirmação é realizada num templo, tudo se torna mais favorável. Porém, quando, numa paróquia ou região necessita-se juntar um grande número de confirmandos, num mesmo local, buscam-se salões, ou Ginásios de esporte. Neste caso, uma equipe previamente escolhida poderá pensar e organizar o espaço, tornando-o o mais condizente possível segundo a dignidade do momento.

Geralmente, nas comunidades, a Confirmação acontece uma vez por ano. Sendo assim, este acontecimento poderá ser previsto em tempo; preparado com diligência, envolvendo pais, catequistas e outras pastorais. Conforme o empenho positivo na preparação e a intensidade festiva da celebração, os bons resultados poderão deixar marcas de um novo Pentecostes na vida dos cristãos. 

Perguntas

1. Porque o momento celebrativo pode ser um ponto de chegada e um ponto de partida?
2. O que mais se espera de quem atua na Celebração da Confirmação, para que seja participativa, digna e frutuosa?
3. Que elementos não podem faltar para uma verdadeira celebração de Crisma?



 




Fonte: Família Cristã
Postado por: Administrador




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