Casamento e Playstation

Data de publicação: 02/04/2013

Por Cleusa Thewes

O videogame compõe o enxoval dos casais do século 21, o Playstation um acessório comum. Como administrar a variável Playstation nos relacionamentos, no casamento?

Os jogos virtuais de hoje que atendem aos interesses dos meninos e das meninas, estão no páreo. Fala-se na 4ª geração: a dos jogos eletrônicos. Perguntei ao Marcio Soares, produtor de entretenimento interativo, por que os jogos eletrônicos atraem? Ele considerou que esta mídia é poderosa, possibilita "imersão" e conduz o jogador ao poder ativo de ação, ou seja, à tomada de decisão. Jogos do tipo quebra-cabeça de jornais ou revistas instigam a curiosidade, a busca de resposta, são passatempos. Jogos de charadas desenvolvem o raciocínio lógico.

Voltando aos jogos eletrônicos, eles transformam o jogador em personagem principal. Há o estímulo da recompensa. Respostas imediatas motivam a busca e a persistência. Levam à tomada de decisão e a uma visão global. No jogo de criar cida-des, por exemplo, o jogador beneficia a população, viabilizando economia,saúde, educação, habitação. Possibilita a cidadania. O objetivo do jogo élevar o jogador a sentir, experimentar e se entreter e oferece possibilidades impossíveis na vida real, tais como: voar, ser um monstro. O RPG (Role-Playing Game) favorece a interação e o desempenho de papel diferenciado a cada jogador.


Mudanças assustam − Mudanças culturais, antropológicas, econômicas, espirituais e tecnológicas delimitam gerações. O chavão “no meu tempo” é preconceituoso e deve ser aposentado. Toda geração é caracterizada por inovação e mudança. Por se tratar de um contexto que sofre influência de avanços tecnológicos, podemos dizer que a diferenciação fica nítida em cada geração a partir das brincadeiras ou brinquedos utlizados. A Geração Baby Boomers, filhos da Segunda Guerra Mundial, período em que houve uma explosão populacional, está hoje entre 50e 69 anos de idade; os meninos brincavam com carrinho de rolimã e as meninas, de bambolê e boneca. A Geração seguinte, a X, está entre 30 e49 anos de idade; os meninos brincavam com um famoso brinquedo dos anos 80 chamado Genius e as meninas, de boneca. Elas imaginavam ser a Branca de Neve; e os meninos, bombeiros, policiais. Essa geração foi uma vitoriosa aprendiz da inofensiva máquina de datilografia e marcada por olhares à frente de programas televisivos. As novelas silenciavam casais, famílias. Já a Geração Y, de 18 a 29 anos, se divertiu brincando com Lego, ioiô, Pogobol, autorama e a boneca Barbie. Chegou a vez da geração tecnológica, a Geração Z, de 6 a 17 anos, com o game Playstation 3, Nitendo Wii, boneca Barbie e Polly Pocket, como os mais lembrados. É a geração multimídia, com o celular dá para fazer tudo, até falar, ver televisão, internet, música, tudo ao mesmo tempo. Geração multifuncional.

Jogos, combinações, casamento – Josefina Andrade, 65 anos, foi por 40 anos uma eterna solitária nas tardes de domingo. E o esposo? Jogando bocha e baralho com amigos. Era o Playstation da época. Agora o esposo voltou. Passeiam, tomam chimarrão, conversam. Bom para ambos que ela o esperou. Regina Lins, 25 anos, casada com Raul Lemos, 28. Ele é ligado no RPG. O casal fez um acordo, um domingo por mês ele para tudo, para jogar. Regras e combinações amadurecem o relacionamento. Silvia Barbosa, 22 anos, casada com Baltazar Oliveira, 26. Combinaram atividades de lazer juntos. Ela no Facebook, ele no Play. Caminham, cuidam do jardim, andam de bicicleta, visitam amigos, discutem a relação, brigam e se perdoam.
 
A ameaça no casamento − A ameaça vem do interior da pessoa e não de fatores externos. O caminho do vício sinaliza que algo não anda bem.Jogue seu olhar nos olhos do(a) companheiro(a). Eles lhe revelarão alegria ou tristeza. Jogue o amor de seu coração no coração do outro. Cure-o! Quando um dos cônjuges se encontra insatisfeito, infeliz com a vida, e ambos deixaram de construir projetos comuns e pessoais, há espaço para compensações e fugas da realidade. O jogo virtual dá empoderamento e resultados imediatos, mas o jogo davida é lento e os resultados nem sempre são os esperados. Pessoas equilibradas, maduras, administram a vida, não obstante os ganhos e as perdas. Cuidam da mente, do coração e da vontade. Aprendem juntos a rir e a chorar.
Lembre-se: brincar é saudável.

O vício empobrece, adoece.

Amem, brinquem. Amém!

*Cleusa Thewes é terapeuta familiar e especialista em orientação familiar




Fonte: Família Cristã 913 - Jan/2012
Postado por: Família Cristã




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