Fábula do porco-espinho

Data de publicação: 02/04/2013

Por Programa Criança Certeza
Fotos: Centro de Promoção Humana
Ilustrações: Ricardo Corrêa


Nem sempre é fácil se relacionar bem. Um bom convívio não é aquele que une as pessoas perfeitas, mas aquele em que cada um aprende a conviver respeitando o outro. A convivência entre as pessoas sempre foi muito discutida. Uma galera preocupada com o convívio social refletiu e sugere dicas. Assim como, há muito séculos, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) escreveu a “Fábula do porco-espinho”, que pode ser aplicada à convivência social.

Fábula do porco-espinho

Durante uma era glacial, quando o globo terrestre esteve coberto por grossas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, por não se adaptarem ao clima gelado.

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se um pertinho do outro. Assim, um podia aquecer o que estivesse mais próximo. E todos juntos, bem unidos, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno rigoroso.

Porém, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, calor vital, questão de vida ou morte. Na dor das
“espinhadas”, afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.

Dispersaram-se por não suportar os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito. Mas essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precaução, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, aprendendo a amar, resistiram ao gelo. Sobreviveram.


Fala, galera

Um jeito melhor para conviver com as pessoas é respeitando a sociedade e você mesmo, porque ninguém gosta de ser des¬respeitado. Outra coisa é cada um cuidar da sua vida, porque se não for assim, começam muitas brigas. Merecemos ser res¬peitados do jeito que nós somos. Não é só porque uma pessoa é diferente ou de outro jeito que precisamos desrespeitá-la ou excluí-la de alguma coisa.
Carolina Nunes de Oliveira da Silva, 11 anos



Eu acho que, para o mundo melhorar, as pessoas deveriam parar de copiar os outros. Exemplo: “Professora, não vou fazer lição, pois o fulano não está fazendo”. Parar de ignorância, agredir as pessoas por besteira, não faltar com respeito e ter mais educação.
Isabela Adélia Bonfim de Oliveira, 11 anos




Uma forma de você ter um melhor convívio social é pela escola. Porque na escola você aprende se divertindo e também, de vez em quando, tem que fazer aqueles trabalhos em grupo, tem que ter um convívio social para se entender com os integrantes de seu grupo.
Joder Pia Silva dos Santos, 12 anos




O convívio social na escola é diário. Na escola, aprendemos muito, devemos aceitar as pessoas do jeito que elas são, para convivermos de uma forma saudável e amigável.
Matheus de Sousa R. Silva, 12 anos




Se você tem um amigo, não o machuque porque ele é seu amigo. Você deve ter respeito e amizade. Ter a amizade é muito bom para o convívio das pessoas.
Stefanie da Silva Felix Siqueira, 12 anos





Publicado na edição de novembro de 2012 da Revista Super +.




Fonte: Super + Nov/2012
Postado por: Família Cristã




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