Amar, saber perdoar

Data de publicação: 21/05/2013

Por Danilo Maia

Amar é saber perdoar a cada dia quem nos odeia, esse talvez seja o grande ensinamento de Santa  Rita de Cássia

Em uma época e lugar onde morte e vingança andavam juntas, a ideia de perdão soava, no mínimo, absurda para os moradores de Cássia, Itália.

Uma terra em que homens deveriam honrar seus mortos com violência e sangue e desencadeavam eternas carnificinas.

No entanto, a jovem Rita não soube viver de outra maneira senão oferecendo o perdão e buscando a paz. Essa se tornou sua missão primeira ao ver tantas famílias serem destruídas.

Mesmo com uma vida dedicada em ajudar os feridos no hospital do mosteiro e uma fé sólida em Deus, era confiante de que também poderia servir ao Senhor – e até mesmo estar próxima a Ele –, constituindo uma família.

Então, Rita casou-se jovem e teve dois filhos, gêmeos.

Durante toda sua vida de mãe e esposa devotou-se em transmitir os ensinamentos de Jesus Cristo aos seus filhos, e em uma tentativa constante de arrefecer o coração implacável do seu esposo, Paulo, que, sendo um cavaleiro, nas diversas missões em nome das famílias que defendia, eventualmente abatia seus inimigos.

Apesar do sofrimento que Rita sentia ao ver seu esposo retornar de tais missões e, cada vez mais, longe da salvação, ela sempre lhe oferecia seu perdão, pois achava que não lhe cabia julgá-lo, embora tentasse a todo custo salvar do inferno a alma do seu esposo.

Após uma ação na qual Paulo mata o melhor amigo, ele jura nunca mais erguer sua espada e derramar sangue. O casal, junto com os filhos, vai morar distante da cidade, numa tentativa de fugir de toda aquela violência.

O perdão na dor

Tudo parecia ir bem, até que Paulo é chamado para uma última missão de vingança e, mesmo relutante, teve que atender ao chamado, pois se tratava do assassino de um de seus irmãos. Estando diante do inimigo e já conseguido subjugá-lo, Paulo negou-se a matar o homem, sentindo-se, assim, finalmente liberto de seus próprios atos pecaminosos.

Porém, não livre da cólera humana. Pois tal ação resultou em sua própria morte pelas mãos de seus aliados.

Ainda que sobrecarregada de dor e sofrimento, Rita ofereceu perdão ao algoz de seu esposo no intuito de afastar esse manto de vingança de seus filhos. E, com a certeza de que o esposo ganhara a Misericórdia Divina, tentou seguir normalmente com sua vida ao lado de seus filhos.

Porém, o irmão de Paulo exigiu dos sobrinhos que os mesmos honrassem a morte do pai com o sangue do inimigo que o matara. Tirou as crianças da casa de Rita e as levou para a própria casa, a fim de treiná-las na arte da espada. Posteriormente, as crianças contraíram uma terrível doença e também faleceram. Mas, antes, pediram perdão à sua mãe por terem pensando em vingança. E, como sempre, ela ofereceu seu perdão.

Diante de tanta tragédia, Rita perdeu-se de seu caminho e chegou a questionar Cristo. Ao se encontrar sozinha e sem rumo, sofreu injúrias e fraquejou na fé.

Porém viu que havia outras famílias que ela ainda poderia ajudar e entendeu o que Deus esperava dela, então, com seus conhecimentos de enfermagem e com seu inabalável desejo de ver a paz em sua cidade, ergueu-se e não se deixou vencer pelo sofrimento e tristeza que a atingiam e passou a ajudar as pessoas de todas as formas que pôde, seja curando os enfermos, seja intermediando entre as famílias rivais em busca de amenizar todo o ódio que imperava.

Santa Rita de Cássia, o filme


No filme Santa Rita de Cássia (2004), distribuído no Brasil por Paulinas Multimídia, podemos acompanhar a trajetória de vida da santa: sua dedicação a Deus, a caridade para com os necessitados, seu casamento quando jovem, o nascimento dos filhos, as tragédias que lhe abateram, o ingresso no convento das Irmãs Agostinianas e a confirmação de uma intensa e verdadeira vida religiosa.

Fugindo do que conhecemos, ou esperamos, da maioria dos filmes sobre a vida de santos, Santa Rita de Cássia não é apenas a história da relação desse ser santo com Deus. E sim, das sutilezas da Graça que encontramos como base firme no amor de nosso Pai e que se estende para todos as que nos cercam.

Na verdade, essa obra enfatiza a relação de Rita com o outro. A mulher em busca de Deus através da caridade, do amor, do perdão e, principalmente, da paz.

A sua certeza ao afirmar que “somos nós que devemos construir a paz. Dia após dia”, não permitiu que desistisse de seu intento.

Rita, a mulher, foi um humano ímpar. Exemplo de esposa ideal e mãe devota.

Rita, a freira, seguiu a Cristo com coração puro e aberto a perdoar aqueles que pecam. Rita, a santa, é a confirmação da incorruptibilidade da alma quando dedicada a viver o amor de Deus em sua plenitude.

Diante de causas impossíveis, Rita curou enfermos do corpo e da alma. E afirmava que, com fé em Deus, nada se torna impossível.
   




Fonte: Família Cristã 929 - Mai/2013
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Doenças autoimunes
Quando nosso sistema imunológico se desequilibra, entram em cena as doenças autoimunes
Você cuida bem da sua audição?
A saúde da nossa audição é também questão de bem-estar
Sinusite ou rinite?
Tanto a sinusite como a rinite são inflamações que afetam as mesmas regiões do corpo.
SAÚDE
A biotecnologia é uma ferramenta e, como tal, deve ser cuidadosamente examinada.
Curar com as mãos
Levar em consideração o corpo inteiro e tratar diretamente a causa do problema são as principais
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados