Vamos viver em paz!

Data de publicação: 28/05/2013


Mantendo o raciocínio de que a “família é a base de tudo”, pode-se concluir que a violência na sociedade tem como uma de suas fontes a crise de valores que a família atravessa



Por César Vicente


Tem-se como verdade que a família, independentemente da sua forma ou mesmo devido a ela, seja a base de tudo. Incluindo-se nesse “tudo” a fonte dos valores que um indivíduo carrega por toda a vida, como respeito, tolerância, fidelidade, solidariedade e companheirismo. Muitas vezes, porém, isso não ocorre exatamente por falta de... respeito, tolerância, fidelidade, solidariedade e companheirismo. Em quais situações? Quando se fala em paz ou na ausência dela dentro de casa, por exemplo. Estima-se que, nos lares brasileiros, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sofram algum tipo de violência. E que de cada 100 mulheres assassinadas, 70 percam a vida no espaço familiar. Mais estatísticas: a cada minuto, no País, 1 mulher e 12 crianças e adolescentes são agredidos por companheiros, pais, avós ou responsáveis. Para ilustrar melhor esse quadro, basta afirmar que, se o leitor chegou até aqui na leitura deste parágrafo, houve tempo suficiente para pelo menos 4 mulheres e mais 10 crianças e adolescentes serem agredidos.

Mantendo-se coerente com o raciocínio de que a “família é a base de tudo”, pode-se concluir que a violência na sociedade brasileira, que não é pouca – um estudo do Instituto de Prevenção do Crime e da Violência Avante Brasil posicionou o País como o 18º mais violento do mundo em 2013 –, tem como uma de suas fontes a família. Ou a crise de valores que essa instituição atravessa. Um argumento nesse sentido é a Campanha de Prevenção da Violência no Ambiente Familiar, com o lema “A paz começa em casa”, lançada pela Pastoral da Criança em 1999 e que, desde então, é revalidada anualmente. “A raiz da violência doméstica está na ausência de valores estabelecidos na família”, justifica o filósofo Clóvis Boufleur, gestor de Relações Institucionais da Pastoral da Criança. “Uma Cultura de Paz, que pode ser definida como a reafirmação dos valores que conduzem a uma convivência fraterna, começa a ser cultivada em casa com o emprego de uma educação sem qualquer tipo de violência”, completa Clóvis.

Formação solidária

Além de trabalhar com as famílias a importância de se compreender as necessidades infantis e não descarregar nas crianças os problemas e os estresses dos adultos, a campanha ainda tem o objetivo de sugerir ações concretas aos governantes. Para tanto, as principais agentes da iniciativa são as 140 mil líderes comunitárias capacitadas pela Pastoral da Criança que oferecem a 1,25 milhão de famílias, de 3.800 municípios, cuidados de conscientização e de educação em saúde e cidadania, o que inclui orientações sobre a violência doméstica. O material de trabalho das agentes são folhetos com orientações preventivas – confira no boxe – e explicações sobre os tipos de abusos mais comuns a que as crianças estão sujeitas.

De fato, é sempre preferível prevenir que remediar, principalmente quando se trata de evitar a violência e promover a paz, assim como estimular a participação do casal na construção da harmonia doméstica e da cidadania dos filhos. “Em uma sociedade de consumo e extremamente competitiva, é fundamental os dois trabalharem para a família de forma cooperativa e solidária. E isso não se dá sem compreensão mútua”, explicam o contador José Luis Almeida e a professora de Teologia Célia de Sousa, pai e mãe dos meninos Vinicius e João Pedro, de 10 e 8 anos, respectivamente.  “Um pilar para a construção da nossa paz doméstica é o diálogo, seja em momentos de alegria ou de tristeza”, completa Célia.

Os 10 Mandamentos para a Paz na Família...


1.    Tenha fé e viva a Palavra de Deus, amando o próximo como a si mesmo.

2.    Ame-se, confie em si mesmo, em sua família e ajude a criar um ambiente de amor e paz ao seu redor.

3.    Reserve momentos para brincar e se divertir com sua família, pois a criança aprende brincando e a diversão aproxima as pessoas.

4.    Eduque seu filho através da conversa, do carinho e do apoio e tome cuidado: quem bate para ensinar está ensinando a bater.

5.    Participe com sua família da vida da comunidade, evitando as más companhias e diversões que incentivam a violência.

6.    Procure resolver os problemas com calma e aprenda com as situações difíceis, buscando em tudo o seu lado positivo.

7.    Partilhe seus sentimentos com sinceridade, dizendo o que você pensa e ouvindo o que os outros têm a dizer.

8.    Respeite as pessoas que pensam diferente de você, pois as diferenças são uma verdadeira riqueza para cada um e para o grupo.

9.    Dê bons exemplos, pois a melhor palavra é o nosso jeito de ser.

10.    Peça desculpas quando ofender alguém e perdoe de coração quando se sentir ofendido, pois o perdão é o maior gesto de amor que podemos demonstrar.

Fonte: Pastoral da Criança




Fonte: Família Cristã 925 - Jan/2013
Postado por: Família Cristã




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