Ouvir e contar histórias

Data de publicação: 17/06/2013

A revista Super + homenageia a escritora Tatiana Belinky, falecida dia 15 de junho de 2013.  Em abril de 2011 ela concedeu a entrevista a seguir para a galerinha da Super +:

Você conhece o pessoal do Sítio do Pica-Pau Amarelo: a Dona Benta, o Visconde de Sabugosa, o Pedrinho, a Narizinho e a Emília? Então, quem criou esse povo todo foi o grande escritor de livros para crianças: Monteiro Lobato. É por isso que neste mês de abril, no dia 18, comemoramos o Dia Nacional do Livro, data em nasceu Monteiro Lobato, e logo no início, dia 2, o Dia Internacional do Livro Infantil. Então, para comemorar esta data  a revista SUPER+ entrevistou uma pessoa que conheceu Monteiro Lobato. Ela é supermais divertida, engraçada, brincalhona e muito animada. É uma criança grande, com ela não tem tristeza. Estamos falando da escritora Tatiana Belinky, 92 aninhos, nasceu em São Petersburgo, na Rússia. Ela adora contar histórias, e escrever também, tem mais de 250 livros publicados e tudo para crianças. É uma Babushka superfofa (em russo: бабушка), que quer dizer vovó.  Tatiana tinha 10 anos quando veio com a família para o Brasil, morar na cidade de São Paulo (SP). E logo aprendeu a falar português, conta que era muito aplicada nos estudos. Ah, ela sabe também inglês, francês, alemão e, claro, russo. Pense!

Verdade que você conheceu Monteiro Lobato?
Sim, o Júlio, meu marido, escreveu um artigo sobre o Monteiro Lobato, então ele gostou muito. Numa noite ele telefonou para nossa casa e eu atendi. A voz do lado de lá disse:
 - Aí é a casa do Júlio Gouveia?
- É. Quem quer falar com ele?
- Aqui é Monteiro Lobato
- Hahahaha. Aqui é o Rei Jorge (rei da Inglaterra 1936-1952, pai da Rainha Elizabeth).
 Eu pensei que era um trote (risos).
- Posso ir à casa de vocês hoje à noite?
- Na mesma hora me esqueci que era o Rei Jorge (risos). Uma hora depois Monteiro Lobato estava lá em casa. Ficamos amigos, mas nunca imaginei que depois de muito tempo eu ia preparar  a primeira história do Sítio do Pica-Pau Amarelo para a televisão. Naquele tempo a televisão estava só começando.

Tatiana, quando você era criança, seus pais contavam historinhas para você?
Sim. Primeiro, meus pais liam muito e contavam histórias para mim e meu irmão. Em todo o lugar, em nossa casa, havia livros em cima da mesa, em cima da cama. Eu comecei a ler com 4 anos, lia um livro atrás do outro. Quando viemos morar no Brasil, eu trouxe na bagagem um livro, não largava dele nunca, tenho ele até hoje. 

Vejo que você é rodeada de bonecas, a Emília, o Saci-Pererê... E por que tantas bruxinhas aí na sua casa?
Ah, eu gosto de bruxinhas. Quando eu era pequena e fazia alguma coisa errada, mamãe dizia: “Sua bruxinha”! Aí eu gostei de ser chamada de bruxinha. E bruxa pode fazer um monte de coisas. Já ser uma fada tem de ser sempre do mesmo jeitinho (risos), é sem graça. Então, um dia, em uma entrevista, falei essa história de que gostava de bruxinhas, aí as pessoas começaram a me dar de presente bruxas, por isso tenho tantas.

Uma mensagem para o leitor da revista SUPER+.
Ah, vou escrever um limerique para você, leitor(a).

Limerique
Você sabe o que é limerique?
Limerique é versinho bem chique
Sempre animado
E mesmo engraçado
Que rima com um piquenique!

Piquenique é programa maneiro
Que vale pro dia inteiro
Brincando na grama
Chutando a lama
Mas sem sentar num formigueiro!
(o bumbum no formigueiro
dá coceira no traseiro!)
            Cuidado!

       
Tatiana Belinky






Fonte: Super + 104 - Abr/2011
Postado por: Família Cristã




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