Evangelho na comunidade

Data de publicação: 21/06/2013

12º Domingo do Tempo Comum

Zc 12,10-11;13,1; Sl (62) 63; Gl 3,26-29; Lc 9,18-24

Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte

Quem é o teu Jesus? – Voltar ao Evangelho para que Cristo viva em nós. Olhar para Jesus como foi visto e descrito por nossos primeiros irmãos na fé. Não fabricar um Jesus conforme o nosso gosto, nem seguir um Jesus que não seja Aquele que o Evangelho apresenta. O Cristo do Evangelho é Aquele que sofre muito, é rejeitado pelas autoridades, é morto, mas depois ressuscita. Quem quer segui-lo não pode ser diferente d’Ele. Renunciamos a nós mesmos, tomamos a nossa cruz, aceitamos perder a nossa vida por causa d’Ele. O povo de Jesus é um povo humilde e despretensioso. A imitação é a medida do amor. Jesus é o único modelo. É ruim ter uma ideia errada d’Ele. As afirmações: “Ele é o Cristo”, “Ele é o Senhor”, precisam de explicação. Seu significado pode não corresponder ao Cristo da cruz.

Eles olharão para mim – Todos olharão para Ele, ferido de morte, e chorarão. Mas ao olharem, verão que d’Ele jorra um espírito de graça e de oração. Ele se tornou uma fonte acessível a todos. Nela, todos podem se banhar e se purificar. Há alguém se sacrificando por todos. Por que não há perdão sem derramamento de sangue? (cf. Hb 9,22). Por que existe a dor, por que o sofrimento? Por que Jesus teve que sofrer tanto para nos salvar? Deus Pai só aceitou as desculpas pelo pecado quando viu seu Filho todo arrebentado? “Agora sim estou satisfeito”, Deus teria dito diante de Jesus na cruz? Nada disso é fácil de entender. Tudo é consequência do pecado, e nem entendemos bem toda a força desse Pecado acontecido nas origens da humanidade. O fato é que o sofrimento existe e que Jesus se mergulhou n’Ele inteiramente. A partir de então o sofrimento se tornou fonte de vida. Se temos que sofrer, pelo menos sabemos que o sofrimento pode ser redentor. Olhando para Aquele a quem transpassaram, podemos compreender o alcance e a profundidade do sofrimento humano e não ser a ele indiferente. Que nada nos torne indiferentes ao sofrimento humano.

Revestidos de Cristo – Não somente seguimos Jesus, olhamos para Ele, procuramos imitá-lo, mas fomos revestidos de Cristo. Ao sairmos das águas do Batismo, saímos revestidos de Cristo, isto é, realizou-se a perfeita sintonia, assumimos a sua forma, somos o próprio Cristo. Todos somos um n’Ele, que é a cabeça de todos. Tal identificação anula todas as diferenças. Formamos um só corpo e somos verdadeiramente irmãos, filhos do mesmo Pai. O Batismo é banho e purificação, mas também morte e ressurreição. Nas águas, ficou morta a velha criatura, e das águas saiu a nova criatura ressuscitada no Corpo da Igreja.

Nossa vida hoje – Nem tudo é claro, nem tudo se compreende, nem tudo se explica, mas tudo adquire sentido em Cristo Jesus. A fé ilumina todas as coisas com luz nova e nos faz conhecer a vontade divina sobre a vocação integral do homem, e assim orienta a inteligência para soluções plenamente humanas (cf.Gaudium a Spes 11). Sem a fé, que nos permite ver além das aparências, não encontramos verdadeiras soluções humanas para as interrogações da vida. A fé no Cristo ressuscitado não nos afasta da vida diária. Ao contrário, faz-nos vê-la com mais clareza e faz-nos entendê-la com mais profundidade.

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura




Fonte: Família Cristã 929 - Mai/2013
Postado por: Família Cristã




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